sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O final do primeiro período foi intenso na nossa escola e a biblioteca, obviamente, não constituiu excepção. Muitas foram as actividades que por cá se realizaram, muitos foram os protagonistas que enriqueceram as nossas vidas.


O Cata-Letras aproveita para publicar algumas imagens que seleccionou de diferentes eventos, para que toda a comunidade escolar possa conhecer um pouco do dia a dia da nossa escola.



Entrega do prémio de melhor leitora do 5º ano à Marta , da turma D



A Helena observa o seu prémio de melhor leiora do 6º ano (eleita ex aequo com o André Sousa do 6ºD)






A Turma do 7ºB lê uma história de Natal a outra turma da nossa Escola




A professora Fátima fala-nos de um dos livvros da sua vida, O Principezinho




A D.Cristina e a D. Anabela (secretaria), levaram as suas histórias de Natal à bilbioteca

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

CARTAS AO PAI NATAL


Das turmas C e D do 6º ano, acabámos de receber algumas cartas dirigidas ao Pai Natal. Folgamos em saber que, por entre os habituais (e compreensíveis) pedidos de prendas para o sapatinho, os nossos alunos não se esquecem de quem mais precisa.


Querido Pai Natal:

Olá! Eu sou a Inês Filipa e, neste Natal, queria receber várias prendas, mas as mais importantes são mesmo a saúde e a alegria.
As outras prendas que eu queria, eu sei que são caras como, por exemplo, uma PSP, um telemóvel novo…
Mas prefiro, realmente, ter alegria, carinho e uma família feliz e unida.
Eu sei que há muitas pessoas que não têm o que eu tenho e, por isso, peço que te lembres delas e, já agora, se me puderes dar também uma prendinha daquelas… eu agradeço!
Obrigada e Feliz Natal, também para ti, Pai Natal!
(Inês Filipa – Nº 14 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Eu chamo-me Sandro e, neste Natal, gostaria muito de receber um volante de Ferrari para a minha PS2.
Também gostava de ter uma PSP com o jogo W.W.E. 2009.
Mas sei que estou a pedir coisas a mais, com tantos meninos no mundo que não têm sequer o que comer e o que vestir e alguns que nem família têm para lhes dar amor e carinho!
Então, vou fazer-te outro pedido: enche o teu trenó exactamente com muita comida, roupa e brinquedos para esses meninos que nada têm.
É que eu gostava que este Natal fosse um Natal mais feliz para todos os meninos do mundo!
Adeus e Feliz Natal também para ti, Querido Pai Natal!
(Sandro Rosa – Nº 24 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Olá, estás bom?
Eu sou o Daniel Filipe e este ano adoraria ter dois presentes: um CD da Popota e um jogo para a minha Playstation.
Vá lá, Pai Natal…é só isto e eu até me tenho portado bem este ano e tenho-me esforçado para ter boas notas, na escola.
Para tu encontrares melhor a minha bota, eu digo-te: ela está já junto à minha árvore de Natal, à espera que tu lá ponhas os meus presentes. Pode ser?
Um abraço deste teu amigo!
(Daniel Neves – Nº 9 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Eu sou a Inês, tenho onze anos e moro na Algaça, uma pequena aldeia, em Vila Nova de Poiares.
Gostava muito de te conhecer e até de poder ajudar-te a distribuir todas as prendas para as crianças do mundo.
Mas, infelizmente, não posso, pois moro muito longe de ti. Às vezes penso no que eu podia fazer se fossemos vizinhos!
Também imagino que, quando acabas de distribuir todas as prendas, deves realmente estar muito cansado!
Mas sabes, Pai Natal? Aproveito também para te fazer um pedido porque, afinal, estamos muito perto do Natal.
As prendas que eu gostava de receber são: muito amor e carinho, roupa nova, um relógio da marca Swatch, uma bicicleta, um mp4, alguns brinquedos e dinheiro.
Estou a pedir muito, Pai Natal? Se calhar, estou mas, então, escolhe tu e dá-me as que puderes.
Eu sei que esta carta vai para um homem muito “fixe”: tu, Pai Natal!
Feliz Natal!
Um beijinho para ti!
(Inês Ferreira – Nº 15 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Eu sou a Sofia e, primeiro de tudo, queria dizer-te uma coisa muito importante: este ano melhorei as minhas notas na escola e acho que posso ter mais prendas!
As prendas que eu mais desejo são: um livro para acompanhar os meus estudos, Internet no meu computador para poder fazer mais pesquisas, um computador portátil para fazer os meus trabalhos da escola, um telemóvel, um leitor mp4, um fato de treino e alguns CDs, principalmente um da Lucy.
Eu sei que são muitos pedidos, mas alguma destas prendas hás-de ter lá para mim, não é verdade?
Ah, mas não quero só isso! Quero também mais paz no mundo e saúde!
Desejo-te Feliz Natal e Boas Festas!
(Sofia Fonseca – Nº 23 – 6º D)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

E O VENCEDOR É…

Depois de aturada análise, o Cata-Letras decidiu atribuir o primeiro lugar do nosso primeiro concurso criativo ao João Carlos Pereira do 5ºD (na imagem), com o seu conto “Viagem a outro mundo”.

O que convenceu mais a equipa do Cata-Letras foi a infinita imaginação do João, que nos transportou para um mundo fantástico. Um mundo que todos gostaríamos de conhecer, cheio de surpresas e de personagens ímpares.

Não podemos, ainda assim, deixar de agradecer a todos os participantes, que foram enriquecendo este espaço ao longo deste primeiro período, com textos de grande qualidade.

Contamos com a vossa colaboração durante este ano lectivo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

POEMA PUZZLE-1º ANO DE COZINHA

Carlos Queirós (irmão de Ofélia Queirós, mulher por quem Fernando Pessoa se terá enamorado) nasceu em Lisboa no início do século passado e estudou em Coimbra, na faculdade de Direito. Toda a sua poesia se encontra reunida numa obra póstuma, a Poesia de Carlos Queirós, incluindo o poema Libera me, que os alunos do 1º Ano de Cozinha remontaram com alguma imaginação.


Libera me

Livrai-me, Senhor
De tudo o que for
Vazio de amor.
Que nunca me espere
Quem bem não me quer
(Homem ou mulher).
Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.
E mais de quem não
Possui nem um grãoDe imaginação.

(Carlos Queirós)


Livrai-me, Senhor,
De tudo o que for
Vazio de amor.

Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.

(Homem ou mulher)
Que nunca me espere
Quem bem me não quer

E mais de quem não
Possui nem grão
De imaginação.

(1º ano de Cozinha)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O tempo voa e, eis senão quando, estamos já na recta final deste período. Esta semana ainda, contamos divulgar o vencedor do nosso concurso criativo. A escolha será difícil, já que a qualidade das vossas participações foi muito elevada.

Entretanto, deixamo-vos com uma verdadeira preciosidade. Um poema da autoria da D. Cristina Dias (da secretaria da nossa escola), escrito quando tinha apenas 15 anos:


Caminhando

Caminho…
Caminho…
Caminho nesta estrada larga sem fim…
Caminho com a minha companheira…
A solidão.
Caminho com o ruído das árvores que perturba o meu pensamento…
Lá longe, vejo uma Criança…
Aproximo-me dela…
Acaricio-lhe o rosto…
As suas faces rosadas…
Ela?
Diz-me um simples «Olá».
Agora sim…
Caminho de VERDADE.

(Cristina Dias)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE-9ºA

Publicada em 1934, quase um ano antes da morte do autor, a Mensagem de Fernando Pessoa aborda o passado glorioso de Portugal, tentando explicar a decadência em que, entretanto, caímos.

Os alunos do 9º A, no âmbito da actividade Poema Puzzle, receberam os versos d’O Infante e trataram de deixar a sua própria mensagem:

O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
(Fernando Pessoa, Mensagem)



Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Quem te sagrou criou-te português.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
Cumpriu-se o mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
(9ºA)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

NÃO AO RACISMO

No dia 30 de Novembro termina o prazo para entrega de textos para o nosso concurso criativo. Em Dezembro anunciaremos o vencedor e entregaremos o prémio prometido. Entretanto, aqui fica mais uma participação de um aluno da nossa escola:


Não ao Racismo

Há pessoas muito racistas
E eu não gosto de as ver,
Quando as descubro fico triste
Só apetece desaparecer!

Quero ver é luzes brancas
Nas garras da desilusão
E trazer Paz e Amor
No fundo do coração!

Quantos inocentes sofrem
E não conseguem ultrapassar
A falta de amizade
Que só os faz chorar?

O racismo só dá mesmo
Cobardia e falsidade
E só por se ter outra cor,
Não pode haver felicidade?


(Leonardo Santos)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE – 8ºA

Poeta português da primeira metade do século XX, Sebastião da Gama ficou conhecido, para além das letras, pelas suas excelentes qualidades pedagógicas, registadas nas páginas do seu famoso Diário, iniciado em 1949.

Os alunos do 8º A “pegaram” nos versos do poeta e, surpresa das surpresas, deram-lhe praticamente a mesma forma que Sebastião da Gama havia imaginado. Só o final é diferente. Ora confirmem:

O sonho

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
(Sebastião da Gama)


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
- Partimos. Vamos. Somos.
Chegamos? Não chegamos?
(8ºA)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ENCONTROS IMEDIATOS

Um grupo de alunos do 6º C enviou-nos uma pequena história sobre um tema que continua a inquietar a humanidade. É mais um texto que, deste modo, habilita os seus autores ao prémio que o Cata-Letras vai oferecer assim que terminar o mês de Novembro: um livro e uma t-shirt.



Os Cinco Magníficos

Era uma vez cinco amigos: a Alexandra, a Fátima, o Jorge, a Rafaela e o Sandro.
Estes amigos eram muito aventureiros.
Um dia, ao entardecer, resolveram ir acampar junto a uma floresta escura e misteriosa.
Estavam a montar as tendas quando, de repente, ouviram um som estranho e ameaçador.
A Alexandra pensou que era um animal feroz; a Fátima pensou que era uma pessoa aflita; o Jorge pensou que era uma ave nocturna; a Rafaela pensou que era uma tempestade e o Sandro pensou que era um O.V.N.I.
Como eram realmente aventureiros, foram logo ver o que era e, espantados, viram um homem aflito, a fugir de um O.V.N.I.!
Afinal, quem tinha razão era a Fátima e, também, o seu amigo Sandro!
Os cinco amigos tentaram, então, acalmar o homem e levaram-no para o acampamento mas, curiosos como eram, resolveram voltar à floresta e entrar no O.V.N.I!
Estes meninos eram da Turma 6º C da Escola E.B.2,3/S Dr. Daniel de Matos e, desde aquele dia, nunca mais ninguém os viu.
Mandaram, entretanto, uma “sms” de Marte a dizer que estão muito bem e que só nas férias é que regressam ao planeta Terra!


Trabalho de Grupo – 6º C: Alexandra Dias – Nº 1; Fátima Simões – Nº 20; Jorge Baptista – Nº 16, Rafaela Rodrigues – Nº 20 e Sandro Rosa – Nº 24.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE – 7ºA

Alexandre O'Neil brincou um dia com o mundo das notícias, num belo poema que baptizou de “Amanhã aconteceu”. O 7º A aceitou o desafio de, recebido o poema em pedaços, refazê-lo de uma forma, digamos, original. Eis o resultado:


Que é notícia?

onde estou, estouvava eu?
Damos notícia um ao outro
Estava com a tia Henriqueta...
Que é notícia?

Fechada para balanço,
tia Queta dormitava.
Com a folhinha nos joelhos,
o papagaio empinado
no claro céu da manhã,
meu jornal publicado
por cima de tanto afã...
Que é notícia?

O bom do velhote ia
na terceira dentição...
O guarda-roupa, meu filho,
varia, a tragédia não...

Mas terá sido notícia?
Que é notícia?

Notícia é devoração!
Aí vai ela pela goela
que há-de engolir tudo e todos!
Aí vai ela, lá foi ela!
Nem trabalho de moela
retém notícia...

Que é notícia?

Um hoje que nunca é hoje,
um amanhã que é já ontem
entre ontens que se perdem
no anteontem dos anos
no tresantontem dos lustros...

Que é notícia?

Ontem Senhora serás.
Como eu não há nenhum!...
Amanhã acontecido,
do nosso interesse comum.

Que é notícia?

Quando o primeiro tortulho
se abre no céu (silhueta
que em símbolo se tornará)
do tortulho, que treslera,
já em feto se engelhava...

Que é notícia?

Cão perdeu-se! Por que não?
Cão achou-se! Ainda bem!
Ainda melhor, por sinal,
se o cão perdido e o achado
forem um só e o mesmo
«lidos» no mesmo jornal!

Que é notícia?

Notícia em primeira mão
na minha mão infantil:
notícia é sempre um depois,
é um a viver vivido...

Que é notícia?

Das convulsões deste mundo
dava meu pai a versão:
- Ailitla por toda a Europa...

Que é notícia?

Já o de Éfeso sabia:
não se molha duas vezes
o lenço na mesma mágoa...
Notícia sem coração!
Alcatruz que se abalança
a tornar à sua água?

(7ºA)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE – 6º B

Depois do 5ºA, é a vez de publicarmos a “brincadeira” que o 6ºB fez, a partir do bem conhecido poema Faz de conta de Eugénio de Andrade:

Faz de Conta

Faz de conta que sou abelha.
Eu serei a flor mais bela.

Faz de conta que sou cardo.
Eu serei somente orvalho.

Faz de conta que sou potro.
Eu serei sombra em Agosto.

Faz de conta que sou choupo.
Eu serei um pássaro louco,

Pássaro voando e voando
Sobre ti vezes sem conta.

Faz de conta, faz de conta.

(Eugénio de Andrade)


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Faz de Conta

Faz de conta, faz de conta.
Eu serei um pássaro louco,

Pássaro voando e voando
Sobre ti vezes sem conta.

Faz de conta que sou choupo.
Eu serei sombra em Agosto.

Faz de conta que sou potro.
Faz de conta que sou cardo.
Eu serei somente orvalho.

Faz de conta que sou abelha.
Eu serei a flor mais bela.

(6ºB)

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Fonte da imagem: aqui

Até ao final deste mês, continuamos a receber e a publicar as vossas criações, no âmbito do nosso concurso criativo. Desta feita, é o Filipe Tápia que nos dá a conhecer os seus versos:


Ergue-te

Ergue-te
Atira fora a charada da tua vida.
Deixa-me acender-te o coração,
Arder a decadência da tua vida.
Sente a luz dos meus olhos,
Encontra o caminho pela escuridão hoje
Sem ter medo de ninguém.

Vem levar-me
Remove-me o medo dos olhos,
Sente a chama do meu coração
A desvanecer-se.
Toda a conversa negada
Ouvindo ninguém.
Sou precioso para ti agora?

Agora não o consigo parar.
Pura emoção
Caindo dos meus olhos.
És vindicadora,
Libertante
Salvadora da minha alma
.

Filipe Tápia, 10º ano

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

POEMA PUZZLE

O Cata-Letras tem a honra de apresentar o original resultado da actividade Poema Puzlle, onde as diferentes turmas trabalharam à sua maneira os versos de poetas (por enquanto) mais consagrados. Para já, fiquem com a volta dada pelo 5º A (em azul) a um dos poemas de Maria Luísa Ducla Soares (a vermelho):


Livro

Livro
um amigo para falar comigo
um navio
para viajar
um jardim
para brincar
uma escola
para levar
debaixo do braço.

Livro
um abraço
para além do tempo
e do espaço.

(Maria Luísa Ducla Soares)



Livro

Um jardim
Uma escola
Para brincar
Para falar comigo
Para viajar

Livro
Um amigo
Para levar debaixo do braço
Um navio
Um abraço
Para além do tempo
E do espaço.

(5ºA)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Publicamos hoje mais um texto, no âmbito do nosso concurso criativo, desta feita enviado pelo João Pereira. É o relato de uma aventura fantástica, cheia de surpresas e de personagens irreais, protagonizada pela corajosa Mafalda.


Viagem a outro mundo


Era uma vez uma rapariga chamada Mafalda que era muito curiosa. Estava no 5º ano de escolaridade e tudo era novidade para ela, as disciplinas, os colegas, os professores, os espaços escolares, etc.
Dia após dia ia-se acostumando a tudo. Como havia uma praia perto da escola, começou a ir lá no fim das aulas.
Certo dia, como estava cansada foi dar um mergulho. E assim começa a história. Quando já estava submersa virou-se, olhou para cima e reparou que estava muito longe da superfície. Então, assustada, nadou com toda a força mas apercebeu-se que quanto mais nadava para a superfície, mais se afastava dela e então tentou inverter o seu rumo.
Nadou cada vez mais para baixo, até que chegou ao fundo. Ainda com uma reserva de ar, nadou para a frente avistando um navio naufragado.
A zona em que se encontrava era baixa e decidiu investigar. Procurou por todo o lado e reparou que não havia lá nada. De repente, lembrou-se que não tinha revistado o porão. Entrou e viu um baú, pensou que seria um tesouro! Abriu-o e viu um símbolo Inca, de repente sentiu-se a ser arrastada para dentro dele. Passados alguns segundos, pensou que ia morrer e então fechou os olhos. Instantes depois abriu-os e reparou que respirava ar puro! Olhou para trás de si e nem acreditou no que vira, mesmo ao pé de si estava uma bolha gigante que lá dentro transportava um grande palácio e escolas em estilo romano.
Mafalda começou a nadar até lá e quando chegou um homem peixe avisou-a que os seres recém-chegados àquele mundo só lá podiam permanecer durante 48 horas, senão ficariam ali presos para todo o sempre, transformando-se numa criatura horrenda como o homem-peixe. Ela ficou horrorizada com o que ouviu, porque não se queria tornar naquele ser. Então continuou até que viu outros homens-peixe a voarem em cima de “Dragonairs” (criaturas aladas azuis e brancas com uma bola mística ao pescoço que serve de G.P.S.).
Na praça ao pé da escola, havia, já desde há muitos anos, uma espada mágica que, quando alguém lhe tocava, lançava uma energia ultra-sobrenatural .
De repente Mafalda ouve um estrondo, toca com toda a força a campainha de alarme. Todos diziam que um tal Wandestarfall tinha voltado para roubar a espada e capturar o príncipe Glastivown (príncipe que reinava naquele mundo). Logo, Wandestarfall arromba os portões e começa a guerra. As suas armas eram machados e espadas, e as de Glastivow eram lanças e bestas.
A batalha começou, Mafalda escondera-se a observar o que se passava! Tinha medo, mas tinha que fazer alguma coisa.
Olhou para os lados e viu um Dragonair pousado. Pensou que estava ali a solução. Montou nele e levantou voo. Como era esperta, apercebeu-se que para o controlar tinha que inclinar o corpo para onde queria ir, então deu a volta e foi combater. Reparou que não tinha armas…olhou ao longe e viu uma besta, então tentou apanhá-la. Não foi fácil até a conseguir apanhar, apareceram muitos guerreiros do mal para a impedir de ganhar a batalha. Com muito esforço, Mafalda alcança a besta desviando-se e eliminando todos os guerreiros de Wandestarfall.
Todos lhe estavam gratos pela vitória e como prova da sua gratidão, deixaram-na tentar tirar a espada mágica da pedra de Excalibur.
Com a alma aberta retirou a espada da pedra e o príncipe Glastivow, como recompensa, mostrou-lhe a porta de saída daquele mundo.
Como a viagem de regresso era atribulada e perigosa, o príncipe ofereceu-lhe a espada. Então Mafalda, cheia de coragem, foi em busca da saída.
Andou e ao longe avistou uma sala. Começou a correr na sua direcção e de rompante a porta fecha-se trancando-a lá dentro. Olhando para todos os lados e sem saber o que fazer, vê uma pedra no meio da sala. Olhou e lembrou-se da espada espetada na pedra e decidiu experimentar fazer o mesmo para ver o que acontecia. Imediatamente a pedra desfaz-se em mil bocadinhos. Retira a espada e rapidamente se apercebe que o chão se divide em dois. Sem ter alternativa, mergulha e nada em direcção ao mar. Quando chega à superfície olha em redor e vê a praia onde mergulhara e com medo que mais alguma coisa lhe acontecesse, nada rapidamente até à costa. Aí reparou que a espada tinha diminuído tanto de tamanho que ficou com o formato de um porta-chaves. Cansada, chega a casa e conta o que lhe tinha sucedido, mas ninguém acreditou na sua história. Restava-lhe como prova da sua aventura a pequena espada que guardou para sempre.

João Carlos Carvalho Pereira, 5º D nº 8

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O (ANIMADO) MÊS DAS BIBLIOTECAS

O mês de Outubro tem sido positivamente agitado na nossa biblioteca. Ainda no dia 16, no âmbito do Dia da Alimentação, arrancou a iniciativa Máquina “Poemas da Alimentação”, onde foram sorteados inícios de histórias feitos colectivamente pelos alunos presentes e que deverão ser continuados e entregues até ao final do mês. Entretanto, desde ontem (20/10), decorre a Máquina da Poesia, através da qual os alunos retiram três palavras de três sacos (um substantivo, um verbo e um adjectivo) e iniciam uma história que deverá ser entregue à D. Maria José até ao final do mês de Outubro.

Para além destas, muitas outras iniciativas estão a decorrer, no âmbito do Mês das Bibliotecas. Depois de terminado o Poema Puzzle, cujo resultado pode ser apreciado nas janelas, arranca agora a Estafeta de Poemas, que envolverá toda a comunidade educativa.

E não se esqueçam que temos ainda a História do Mês (para completar até ao final de Novembro) e o concurso criativo do Cata Letras! Para este último, continuamos a receber alguns textos muito interessantes e que merecerão honras de publicação aqui no blog, como havíamos já informado.

Não te faltam, portanto, oportunidades para participares. Passa pela biblioteca, recolhe os pormenores sobre as iniciativas que estão a decorrer e, já agora, aproveita para requisitar um livro!