quinta-feira, 5 de março de 2009

+ TEXTOS DO 6º ANO

A professora Helena Lima enviou-nos mais três textos de alunos do sexto ano da nossa escola. Os temas tratados são diversos mas a qualidade é o denominador comum.

Amizade na escola

Era uma vez um menino chamado João e outro menino chamado José. Eles eram colegas de turma e eram, também, os melhores amigos.
Um dia, quando receberam as notas de um teste de Língua Portuguesa, o José disse, muito contente: «Tive Muito Bom!»
Mas o João tinha tido apenas Bom.
Na aula a seguir, ou seja, em Educação Física, o melhor foi o João e, ao fazer acrobacias no trampolim gigante, todos os colegas ficaram espantados pelo facto de ele fazer aqueles exercícios tão bem feitos.
O José é que não teve sorte, porque não tinha tanto jeito e acabou por cair e teve de ser levado para o hospital.
Na semana seguinte, saiu do hospital e, como tinha um trabalho de grupo para fazer com o seu amigo João, começaram logo, então, a trabalhar.
Uma hora depois, o trabalho estava pronto e foi o João quem o guardou.
Mas, passados dois dias, era o dia da entrega e ele não sabia onde tinha posto o trabalho.
O José, ao saber do que aconteceu, ficou muito zangado, gritou com ele e até deixou de lhe falar.
Mas, na hora da entrega, quando o João abriu o dossiê, encontrou lá o trabalho!
O José pediu desculpa ao João por lhe ter gritado daquela maneira e ele aceitou as desculpas.
E ficaram os dois muito felizes e mais felizes ficaram ainda quando, na semana seguinte, tiveram ambos Muito Bom.
E, a partir desse dia, prometeram nunca mais voltarem a zangar-se, porque a amizade é muito importante.
(Maria Pedroso – Nº 21 – 6º C)


Animal de estimação
O meu animal de estimação é o meu gato chamado Pipoca.
Há algum tempo atrás, estava eu, com a minha mãe e com o meu pai, a jantar. A porta da cozinha estava aberta e o Pipoca saiu. Não veio dormir a casa e, no dia seguinte, quando acordei, a primeira coisa que eu fiz foi abrir a porta mas, quando a abri, tive um desgosto enorme: ele não estava lá.
Como tive de vir para a escola, fiquei preocupada, porque nunca tinha acontecido antes, o Pipoca não aparecer.
Estive o dia todo com esperança de, quando chegasse a casa, o encontrar de novo.
Mas, no fim do dia, não via lá o Pipoca. Fui, então ao terraço, chamei-o, fui às terras e nada!
Esperei até ser mesmo noite e nada! Continuava sem saber por onde ele andava e cada vez estava mais preocupada.
E nessa noite não consegui dormir a pensar no meu fofinho Pipoca!
No dia seguinte, de manhã, aconteceu exactamente a mesma coisa: do Pipoca nem rasto! E eu só tinha mesmo era vontade de chorar.
Durante toda a manhã, só pensava nele e, como era quarta-feira, cheguei cedo a casa.
Fui outra vez até ao terraço, gritei por ele, chamei-o e…quando olhei para trás, lá estava aquele maroto!
Fiquei tão contente! E sabem porquê? Porque eu já tive dez gatos, mas tenho um vizinho muito mau a quem chamam o “Mata-gatos” que mata todos os gatos que lhe aparecem pela frente e os meus, lá foram, também.
Não gostavam de ter um vizinho assim, pois não?
(Susana Filipa – Nº 24 – 6º D)



A minha ovelhinha cor-de-rosa

Eu tenho um bonito peluche, desde que nasci. É uma ovelha, mas não é uma ovelha qualquer; é uma ovelhinha cor-de-rosa, muito querida e fofinha que eu guardo e que, para mim, é insubstituível.
Todos os anos, quando vou para fora, para a praia, levo-a sempre comigo.
Mas…houve um ano, ainda eu era pequenina, em que me esqueci de a meter na minha mochila.
Estávamos na praia, e a minha mãe decidiu pôr-me a fazer uma sesta. Foi então que eu dei por falta da minha ovelhinha!
Então, perguntei se, por acaso, alguém ma tinha levado e todos à volta deram uma gargalhada e a minha mãe disse-me, mostrando-a:
- Sim, nós temos aqui a tua ovelhinha! E, agora, dorme, porque está ainda muito calor!
E, depois desse dia, nunca, mas nunca mais, me esqueci de levar, eu mesma, a minha ovelhinha!
(Sílvia Carvalho – Nº 22 – 6º D)

terça-feira, 3 de março de 2009

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA A LEITURA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

POEMAS SOBRE A AMIZADE

A culminar a intensa participação do 7ºB durante as últimas semanas neste blog, apresentamos a cereja em cima do bolo: um conjunto de poemas sobre a amizade, realizados a propósito da leitura nas aulas de Língua Portuguesa do livro Sempre do Teu Lado de Maria Teresa Maia Gonzalez.

O Cata-Letras agradece a dedicação dos alunos da turma e da sua professora de Língua Portuguesa, que muito enriqueceram este espaço durante o segundo período.


O Amigo

Um amigo está contigo
nos bons e nos maus momentos,
e quando pensas que não está,
lá está ele, bem presente, na tua mente.

Ajuda-te quando precisas,
esforça-se para te compreender,
elogia-te pelo que és,
trata-te como deve ser.

Por muito longe que esteja,
preocupa-se contigo,
porque um amigo,
é sempre um amigo.

A amizade é, assim,
uma planta que vai crescendo,
o que nunca tem fim,
algo que se vai aprendendo.
(Joana Eloy, n.º 9, 7.º B)



Um bom amigo

“Um amigo é um bem,
um tesouro que se tem”.
Ele é espectacular e
acredita em ti também.

Um bom amigo
está sempre contigo.
Mesmo quando fazes asneiras,
ele apoia-te sempre.

Espera por ti
nem que sejam horas,
está sempre a perguntar:
- onde é que tu moras.

Um amigo é especial:
sabe ajudar,
é sempre fiel
e ajuda-te a pensar.
(Carlos Ferreira, n.º 3; Diogo Campos, n.º 4; Guilherme Sêco, n.º 11, 7.º B)



Amigo

Amigo é aquele
que não diz sempre
o que queremos ouvir!
Mostra-nos o bom caminho,
ralha, se for preciso,
mas quando precisamos, está lá!
Nos dias de festa, há muitos amigos.
Isso é muito fácil!
Mas aqueles que aparecem
nos dias difíceis
são os verdadeiros!
(Rui Jesus, n.º 20, 7.º B)



Um verdadeiro amigo

Um amigo
chora e ri contigo.
Um amigo
aceita-te como és.

Um amigo
dá-te carinho.
Um amigo
Leva-te para um bom caminho.

Um verdadeiro amigo
Anda “Sempre do Teu Lado”;
pode não concordar contigo,
Mas, quando estás mal,
fica logo desesperado.
(Bernardo Jorge, n.º 1;Bruno Serafim, n.º 2, 7.º B)



Amizade

Ser-se amigo, é ser-se leal,
é ajudar quando se está mal.
É tristeza que se desfez,
é pensar nele enquanto lês.

É dar sem receber nada,
espero que não esteja enganada!
Onde os nossos passos vão,
o amigo estende-nos a mão.

Ele não aceita a mentira
e pode até mostrar a sua ira.
Critica-nos na intimidade,
faz-nos ver a realidade.

O amigo sabe o que nos consome,
observa-nos com facilidade,
está sempre do nosso lado,
essa é a verdadeira amizade!
(Liliana Bizarro, n.º 13, 7.º B)



A Amizade

O que é a amizade?
A amizade é um dom
que Deus nos concedeu
e que o Homem compreendeu.

O que é um amigo?
Um amigo é em quem nós podemos confiar
para desabafar
e acreditar.

Um amigo sabe perdoar
e sabes que não te vai gozar.
É quem te vai ajudar
e aceitar-te como és.

Não importa a sua cor,
não importa a sua religião.
Não importa a sua origem,
o que importa é o sentido de união.
(Verónica Pedroso, n.º 21, 7.º B)



O poema da Amizade

Um amigo anda sempre contigo:
quando estás triste, ele está presente
porque tu és um amigo diferente.

Um amigo ajuda-te.
Ele valoriza-te.

Quando estás mal,
ele arranja sempre um Carnaval.

Quando tu estás muito mal,
o teu amigo é como o Pai Natal.

Ter um amigo é a melhor coisa do mundo!
(Rodrigo Barradas, n.º 19, 7.º B)



Amizade

Amizade.
O que é a amizade?
É um sentimento
que não se vê.

É dar sem nada receber,
é estar sempre lá para ouvir.
Mesmo que não nos esperem,
é ajudar a sorrir.

É dizer sempre a verdade,
contrariar, se for preciso,
é uma conquista diária,
a Amizade é extraordinária!
(Pedro Marta, n.º 17, 7.º B)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CANTO DA LEITURA

Sempre que é possível, o Cata-Letras aproveita para publicar imagens das diferentes iniciativas da nossa Biblioteca. Como se costuma dizer, só existe quem aparece. Assim, aqui ficam algumas fotografias recentes, relacionadas com a inauguração do nosso Canto da Leitura (na passada quarta-feira, dia 18 de Fevereiro) e com o Projecto “A Ler+”.


INAUGURAÇÃO DO CANTO DA LEITURA







PROJECTO "A LER+"


A mãe da Ilda (6ºB) leu uma história chinesa na nossa Biblioteca

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O CARNAVAL ESCRITO PELO 6º ANO

Dos alunos do 6ºC e do 6ºD, recebemos recentemente alguns trabalhos hilariantes, elaborados nas aulas de Língua Portuguesa aquando da quadra carnavalesca.

História a duas turmas…e muitas mãos!

Era uma vez uma menina que comprou uma bola, num supermercado, e a colocou num carrinho de compras.
Perdida, dirigiu-se à floresta mais próxima, onde encontrou uma sereia e um robô que andavam igualmente perdidos.
Entretanto, apareceu mais uma menina e um menino e juntaram-se a jogar, com eles.
De repente, todos ouviram um barulho estranho e descobriram, então, um cão e um gato à bulha.
Esta bulha era toda por causa de ambos terem encontrado um anel e uma bicicleta.
De repente, o cão pega na bicicleta e foge, a pedalar, para o espaço enquanto a menina apanha o anel e a sereia furiosa, lhe arruma uma maçã, à cabeça.
Um lobo que vinha num tapete voador, atirou-se à sereia e a menina recuperou da pancada.
Um homem-árvore, furioso por lhe terem roubado a maçã, resolve contratar um pirata para encontrar a bicicleta, o anel, a bola e o carrinho.
O pirata pega na vassoura voadora, lança-se a pique e… dá de caras com a bicicleta que puxa cá para baixo, velozmente.
Com o seu espelho vê, de repente, um reflexo: era o anel!
Este anel estava num castelo, guardado numa gruta, por um homem-montanha que vivia com um dragão que era o seu animal de estimação.
Furioso e a cuspir fogo, o dragão lançou “os desconhecidos” todos ao mar e, inesperadamente, estes encontraram a bola e o carrinho, a boiar.
E foram estes objectos que, afinal, serviram para os salvar!
E tudo está bem quando acaba bem!
(Texto colectivo das Turmas 6º C e 6º D)


Textos Loucos de Carnaval

A Alexandra
Fez esparguete de salamandra!

A Ana
Comeu uma ratazana!

A Andreia
Engoliu uma meia!

O António
Deixou cair um neurónio!

O Artur Rosa
Abraçou uma iguana piolhosa!

A Beatriz
Tomou banho no chafariz!

A Bruna
Devorou uma duna!

A Catarina
Rebentou uma mina!

O Daniel
Vomitou pasta de papel!

O David
Ficou preso num cabide!

O Diogo
Até cuspiu fogo!

O Francisco
Foi engolido por um marisco!

O Gonçalo
Mordeu num galo!

A Inês
Apaixonou-se por um tailandês!

O Jorge Baptista
Bailou com uma alpinista!

O José
Lavou a cara com o pé!

O Leandro José
Nem sabe quem é!

O Luís
Tirou gorilas do nariz!

A Maria Simões
Lavou-se com água de feijões!

A Maria Pedroso
Deu um soco num ranhoso!

O Pedro Monteiro
Bebeu água de um tinteiro!

A Rafaela
Dormiu dentro de uma panela!

O Sandro Rosa
Beijou uma cobra pegajosa!

Stefan Ward
Attacked a steward!

E apesar da crise que se vê
Não falta inspiração ao 6º C!
(Texto colectivo da Turma 6º C)



O André
Bailou com um chimpanzé!

O André Filipe
Rodou mil piões com o seu jipe!

A Bruna Alexandra
Fez pudim de salamandra!

O Bruno Filipe
Andou às cavalitas num “clip”!

A Carla Sofia
Comeu uma gata luzidia!

O David
Devorou dez sacos de pevide!

O Fábio
Tirou neurónios a um sábio!

O Fernando
Com um canguru, andou pulando!

O Gonçalo
Levou um pontapé de um galo!

A Helena
No Pólo Norte, operou uma rena!

A Inês
Arrasou um restaurante chinês!

A Inês Santos
Pôs cães em todos os cantos!

A Jéssica Inês
Com um gafanhoto, jogou xadrez!

O José
Foi à Nova Zelândia, a pé!

A Lisandra Sofia
Dançou o samba numa pia!

A Maria Catarina
Dormiu numa terrina!

A Maria Inês
Pintou as unhas a um chinês!

O Ruben Silas
Correu para todas as filas!

O Sandro
Comprou um raposo malandro!

A Sílvia Maria
Trouxe serpentinas de alegria!

A Sofia
Descobriu que o seu gato pia!

A Susana
Aterrou na Austrália, de caravana!

A Tânia
Engoliu uma lagosta instantânea!

A Rute Marisa
Emprestou a um rato, uma camisa!

Mas quantas aventuras deste 6º D!
Feitas “às escondidas”…mas tudo se vê!
(Texto colectivo da Turma 6º D)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

CARTA DE PHILEAS FOGG

Foto de Bombaim enviada por Phileas Fogg para a nossa escola

Acabámos de receber a primeira carta de Phileas Fogg (desde que deixou a nossa escola) escrita ainda antes da chegada à Índia, onde se encontra neste momento, como a foto documenta. Se lhe quiserem responder, deixem as vossas palavras no espaço dedicado aos comentários a este post. Tanto Phileas Fogg como Passepartout arranjam sempre um tempinho para passarem diariamente pelo nosso blog, pelo que é essencial que vocês aproveitem este espaço para se corresponderem com eles.

Caros amigos da Escola Daniel de Matos:

Calculo que estão todos muito preocupados com a minha viagem. No entanto quero dizer-vos que tudo corre bem até agora. O Sr. Passepartout é um cuidadoso companheiro de viagem tal como eu esperava. Continuamos a nossa viagem pelo oceano Índico. Faltam exactamente 168 horas para chegarmos a Bombaim. As condições do mar são favoráveis, o vento sopra de noroeste e estamos neste momento rodeados de bonitas senhoras com belas toilettes onde a animação e a dança não faltam. Apesar de algum cansaço estou deliciado e já com alguns ganhos em termos de horas o que muito me satisfaz. Passepartout conversa frequentemente com um tal Sr. Fix que insiste em não nos deixar. O vento fresco está a abrir-me o apetite e por essa razão vou jantar algo que me agrade. Vou aproveitar provar um prato de coelho selvagem com molho picante que me disseram ser uma delícia.

Aguardo notícias vossas. Também gosto de saber como corre tudo por aí. Afinal foi um dia muito especial aquele que passei entre vós e não posso esquecer a viagem de burro que fiz naquele dia. Foi uma grande aventura! Passepartout enjoou um pouco mas passadas algumas horas de sono acalmou. Um grande abraço para todos e prometo que na viagem de regresso passarei por aí, até porque gosto que sejam testemunhas da aposta que fiz naquele dia.

O vosso sempre amigo,
Phileas Fogg

CARTAS DE AMOR

O poema que hoje publicamos foi elaborado por uma professora da nossa escola e evoca os tempos das cartas de amor anteriores às mensagens dos telemóveis. Se conseguires descobrir a autora de tão talentosos versos, deixa o nome da Professora e a tua identificação (nome, nº e turma) no espaço dedicado aos comentários, no final deste post. O primeiro comentário que acertar no nome da professora ganhará um prémio surpresa.

Como pista, podemos dizer que é uma Maria, como tantas outras, com a particularidade de dominar as técnicas da dissimulação e do fingimento como ninguém.

Cartas de Amor

Em horas de silêncios torturantes,
Quando em horas de dor julgo morrer,
Minhas pálidas mãos febricitantes
Tuas cartas de amor vão revolver.

Aos olhos tristes volta a luz do sonho,
O riso aos lábios sem frescor agora,
O coração torna a pulsar, risonho,
A transbordar de vida como outrora.

E sou de novo aquela que te amou
Em arroubos de vivida ternura,
Que em delírio e êxtase escutou
Tuas palavras de amor e de loucura.

Leio essas letras com paixão e ânsia
-Letras que as tuas mãos foram traçar
E o meu olhar vagueia na distância
E fico-me, esquecida, ainda a sonhar.

Cartas, de amor! Algemas que prendeste
Tão bem ao coração louco por ti!
Bendita a hora em que me escreveste!
Bendita a hora em que eu as li!

Delas se evola o divinal odor
Da ilusão mais bela e mais sentida;
Eram a luz, a chama, o esplendor,
A vida que busquei na própria vida.

Falavam-me de mundos de magia,
Dum paraíso de ventura e calma;
Foram o sol brilhante dos meus dias
Canções de sonho a embalar a alma.

Trago-as dentro do peito torturado
Como essência de frescas primaveras,
Como um jardim de estrelas semeado
Aonde sepultei minhas quimeras.

Tuas cartas te amor - do nosso amor
Desvairado, impossível e ardente -
Prendo-as entre os meus dedos com frescor
Beijo-as depois suave, meigamente.

E vão cair sobre elas, carinhosas,
Minhas lágrimas puras de ansiedade
Como se fossem pétalas de rosa
Desfolhadas em pranto de saudade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

SEMPRE DO TEU LADO II

Continuando com a publicação dos trabalhos efectuados nas aulas de Língua Portuguesa pelo 7ºB sobre o livro Sempre do Teu Lado de Maria Teresa Maia Gonzalez, chegou agora a vez de sabermos porque aconselha o Bruno Serafim a leitura da obra.
E, para além das pertinentes razões do Bruno, temos ainda um testemunho do João Baptista sobre uma companheira muito especial (na imagem).

Aconselhavas a leitura do livro Sempre do Teu Lado a um amigo? Porquê?

Eu indicaria a leitura deste livro a um amigo, pois é um livro que transmite a verdadeira amizade.
É também um livro cheio de magia, se for lido com entusiasmo e gosto. É fácil de ler, pequenino e chama a atenção do leitor.
Se a pessoa que o ler tiver um cão, poderá ficar a percebê-lo e criar uma amizade maior entre si e o seu cão. E ainda ver que, realmente, “o cão é o melhor amigo do Homem”.
Por todas as razões que enumerei anteriormente, indicaria este livro a um amigo e tenho a certeza absoluta de que não se iria arrepender!

(Bruno Serafim, n.º 2, 7.º B)

“A Tita”

Tita era o seu nome. Era uma cadela que fazia muitas asneiras em nova, mas também era muito meiga.
Eu tenho essa experiência porque, quando nasci, ela já existia e protegia-me sempre.
Quando eu era pequeno e quando alguém queria ir ao berço onde eu estava, a Tita mordia a quem se aproximasse.
Era muito útil quando eu estava triste, porque ia para ao pé de mim e acariciava-me.
Brincava sempre comigo, bastava eu querer. Estava sempre lá.
Mas com o passar do tempo, foi ficando mais quietinha e já só queria comer e dormir.
Também foi ficando cega e muito paradinha, mas continuava sempre do nosso lado.
Só que, com o passar do tempo, a cadela ficou com alguns problemas e acabou por falecer, para grande pena minha.
Perdi uma amiga. Mas espero que descanse em paz.
Adeus, Tita.

(João Baptista, n.º 10, 7.º B)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CONCURSO “A MINHA VOLTA AO MUNDO”

A propósito da Volta ao Mundo em 80 Dias de Júlio Verne, o Cata-Letras e a Biblioteca Escolar decidiram lançar um concurso que visa promover a criatividade, não apenas dos alunos, mas igualmente dos restantes elementos da nossa comunidade educativa.

Leiam com atenção o regulamento e comecem já a esboçar as vossas primeiras ideias.

CONCURSO “A MINHA VOLTA AO MUNDO”

1-Dinamizadores/organizadores: Biblioteca escolar do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares; Blog http://www.cata-letras.blogspot.com/

2-Objectivo
Motivar todos os membros da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares para a leitura, para a escrita e para as diferentes formas de expressão plástica.

3-Como participar
Depois de leres e de te inspirares na obra “Volta ao Mundo em 80 dias” de Júlio Verne, redige um texto onde cries a tua própria volta ao mundo, ou seja, a volta ao mundo que gostarias de fazer.
Os textos deverão ser elaborados em suporte informático e enviados para o endereço electrónico blogbiblioteca@hotmail.com ou deixados no computador da biblioteca escolar, junto da D. Maria José.
Deves igualmente construir uma mala em 3D, não ultrapassando o formato A3 (este trabalho deverá ser entregue pessoalmente à D. Maria José).
Os materiais utilizados ficam ao teu critério, aconselhando-se a reutilização de materiais.
Só serão aceites a concurso os participantes que apresentarem conjuntamente o texto e a “mala”. Os alunos da educação pré-escolar, 1.º ano do 1.º ciclo e do ensino especial apresentam apenas o trabalho plástico.

4-Concorrentes
Podem participar todos os elementos da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares (Encarregados de Educação, funcionários, professores e alunos), de forma individual ou em grupo.

5-Calendário
Serão aceites todos os trabalhos recebidos até 29 de Maio de 2009 (17.30 h)

6-Júri
O júri será constituído por professores de Língua Portuguesa e de Educação Visual do nosso agrupamento. Os trabalhos serão seleccionados tendo como critérios a originalidade, criatividade e qualidade literária.

7-Entrega dos prémios
A cerimónia de entrega dos prémios realizar-se-á em Junho de 2009, em data e local a definir posteriormente.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

PHILEAS FOGG E PASSEPARTOUT VISITARAM A NOSSA ESCOLA

A Volta ao Mundo em 80 Dias de Jules Verne é uma história de um abastado membro do Reform Club, Phileas Fogg, famoso pela sua personalidade calma e misteriosa, bem como pela sua imbatível pontualidade. Phileas Fogg aposta 20.000 £ com os seus amigos em como conseguirá dar a volta ao mundo em 80 dias e, a partir daí, a aventura desenrola-se de forma inebriante e vertiginosa.

A propósito deste clássico da literatura, a nossa escola recebeu no passado dia 3 de Fevereiro a visita das principais personagens da história (Phileas Fogg e Passepartout) e o Cata-Letras aproveita para publicar algumas imagens do acontecimento.

Chegada à escola da D. Fernanda e da mula Carriça, que mais tarde conduziriam as nossas personagens


Alguns Encarregados de Educação fizeram questão de presenciar a passagem das personagens pela nossa escola


Phileas Fogg junto de um painel elaborado para o acontecimento



Phileas Fogg no seu Reform Club


A porta de entrada do Reform Club


Passepartout e Phileas Fogg entram na carruagem e iniciam a sua Volta ao Mundo

SEMPRE DO TEU LADO

O livro Sempre do Teu Lado de Maria Teresa Maia Gonzalez foi objecto de leitura orientada nas aulas de Língua Portuguesa do 7ºB. A este propósito, o Cata-Letras publicará alguns trabalhos efectuados pelos alunos da turma, a começar por um resumo da obra e a opinião da Joana Eloy e do João Batista sobre a história.


Carta de um Cão - Editorial Verbo


Não se trata verdadeiramente de uma carta como as que estudámos, mas de uma história em que o narrador, participante, é um cão chamado Félix que decide, já velho, transmitir ao seu dono recordações dos momentos que passaram juntos.


No início da história, Félix está já velho, mas recua no tempo para recordar os momentos, as paixões e as aventuras que viveu com o seu dono, Guilherme, desde que lhe foi oferecido pelo padrinho, no seu décimo segundo aniversário, até ao final da vida do narrador, quando Guilherme é já adulto.


A relação de amizade começa desde logo a desenvolver-se e Guilherme conta a Félix que estava muito triste com o divórcio dos pais e que estava a entrar na adolescência. Guilherme teve alguma dificuldade em ultrapassar a separação dos pais, mas com a ajuda de Félix, a sua vida tornou-se mais fácil.


Ao longo da história apercebemo-nos de que a ligação de amizade e de cumplicidade entre Félix e Guilherme vai crescendo e que têm muito carinho, um pelo outro. Eles tornam-se amigos de verdade e grandes confidentes.


O narrador acompanha Guilherme em todos os bons e os maus momentos da sua vida, ajudando-o a ultrapassar os problemas e festejando com ele as suas vitórias e sucessos.


No entanto, Guilherme vai crescendo, chega o dia do seu casamento e sai de casa da sua mãe.
Para Félix, o facto da namorada/mulher do Guilherme não gostar de cães deixa-o triste, e mais triste fica ainda quando constata que vai deixar de viver com o seu dono e amigo.


Mas como o mais importante para Félix é que Guilherme seja feliz, acaba por aceitar a situação e continua a sua vida com a mãe de Guilherme, contando com a visita do seu dono apenas de quinze em quinze dias.


Com o passar do tempo, as forças de Félix vão enfraquecendo e, quando a mãe do Guilherme vê que o cão está mesmo muito doente, telefona ao filho.
Félix não fica muito contente com o telefonema porque sabe que vai incomodar o Guilherme, mas, bem lá no fundo, sabe que já não irá viver por muito mais tempo e fica ansiosamente à espera que o seu dono chegue, mesmo a tempo de o fazer muito feliz antes de adormecer para sempre.


Opinião sobre a obra:
Este é um bom livro para quem gosta de cães e é, ao mesmo tempo, divertido e emocionante.
Tal como é dito na contracapa do livro, esta história é “um hino à amizade”, e podemos concluir que, apesar de ser um animal irracional, o cão consegue ser melhor amigo do que algumas pessoas: ele percebe tudo, dá carinho, é confidente, está sempre do nosso lado, e não pede nada em troca.


Joana Eloy, n.º9 e João Baptista, n.º 10 (7.º B)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

RECADOS DA MÃE

Depois de termos apresentado, há dias, as apreciações relativas aos livros O Guarda da Praia e Quase Adolescente de Teresa Maia Gonzalez, chegou agora a altura de publicarmos a opinião do Pedro Marta sobre uma outra obra da autora, Recados da Mãe.

Recordamos que estes textos foram realizados no âmbito do trabalho desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa do 7º B.


GONZALEZ, Maria Teresa Maia (2006). Recados da Mãe. 3.ª Edição.Editorial Verbo

Este livro conta-nos a história de duas irmãs que viviam com a mãe, depois desta se ter divorciado do pai das meninas.
Um dia, a mãe não as foi buscar à escola, como habitualmente o fazia. Depois de esperarem algum tempo, foi o pai quem as foi buscar, mas como estava com “cara de caso”, a menina mais velha percebeu logo que se tinha passado alguma coisa grave.
Realmente a mãe tinha tido um acidente e tinha morrido.
Depois do funeral, apareceu uma avó, mãe da mãe, que vivia em Coimbra e com quem foram viver e estudar.
Queres saber mais pormenores da história? Então, vai à biblioteca da Escola e toca a ler o livro!...
Trata-se de uma história de vida que pode acontecer a qualquer um de nós e é incrível como aquelas duas irmãs dão força uma à outra.
A mim, pessoalmente, o que mais me marcou, foi a maneira que Clara, a irmã mais velha, arranjou para minimizar a dor da irmã mais nova, Leonor, dizendo que sonhava com a mãe durante a noite e que a mesma lhe enviava recados, explicando o que devia fazer e como devia agir durante a vida.

(Pedro Marta, n.º 17, 7.º B)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

UMA HISTÓRIA DAS ARÁBIAS


À Turma 6º C, foi sugerido, na disciplina de Língua Portuguesa, o seguinte tema de composição:

“Era uma vez um sultão que, para escolher o pretendente à mão da sua filha, exigiu que este inventasse uma história de príncipes e de princesas que, ao mesmo tempo o fizesse rir, a ele, e que a sua esposa ficasse emocionada com os sentimentos da personagem príncipe.”

A melhor composição foi a seguinte:


Tomás, o príncipe acanhado


Era uma vez um príncipe muito acanhado, embora tivesse bom coração.
Este príncipe chamava-se Tomás e os seus pais queriam que ele se casasse com uma bela princesa. Para isso, iam com ele a todos os bailes organizados por reis e rainhas, com princesas em idade de casar.
No primeiro baile, os pais disseram-lhe:
- Tomás, deixa de ser acanhado e vai falar com a princesa!
Então, Tomás chega à beira da princesa e esta sorriu. Ele ficou a olhar para ela, a pensar o que dizer e, de repente, disse:
- Eu furo-te os olhos!
A princesa gritou por socorro e foram todos expulsos do baile.
No palácio, os pais do Tomás repreenderam-no e aconselharam-lhe que, no próximo baile, falasse de coisas deliciosas, enfim, coisas doces…
Chegou o dia do segundo baile, ele aproximou-se da princesa e disse:
- Açúcar, mel, chocolate, algodão doce…
A princesa pôs-se a rir e mandou-o embora.
Tomás não percebia esta reacção, pois tinha dito palavras doces.
E mais uma vez os seus pais o aconselharam a falar de coisas belas, de estrelas, de luar, enfim, de coisas do céu…
Mas Tomás parecia estar cada vez mais acanhado, e já ia no terceiro baile.
Então, de repente, chegou perto da princesa e disse:
- Raios, trovões, tempestades…
A princesa sorriu e deu-lhe um beijo. Um beijo que deixou Tomás curado do seu acanhamento.
E, para espanto de todos, ele e a princesa casaram-se e viveram felizes para sempre, porque ele adorava mesmo a sua princesa.

E, no fim de ouvir a história, o Sultão já não se aguentava com tanto rir, enquanto a esposa, calma e serena, estava emocionada com os sentimentos do desajeitado príncipe, para conquistar aquela princesa.

E foi graças a esta história que “O Príncipe dos Turcos” casou com a filha do sultão.

(Sandro Rosa – Nº 24 – 6º C)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Maria Teresa Maia Gonzalez é uma escritora portuguesa de livros dedicados a crianças e jovens adolescentes. Os seus livros têm a particularidade de reflectirem assuntos relacionados com a juventude e os seus problemas.

O Cata-Letras faz questão de publicar os trabalhos que os alunos do 7º B realizaram sob orientação da professora Fátima Coimbra, relacionados com a leitura autónoma de diferentes obras da autora e, sobretudo, com a leitura orientada em sala de aula do livro Sempre do Teu Lado.
Para já, fiquem com duas apreciações relativas aos títulos O Guarda da Praia e Quase Adolescente, feitas pelos alunos José Guilherme e Verónica Pedroso:

GONZALEZ, Maria Teresa Maia (1996). O Guarda da Praia. 10.ª Edição. Editorial Verbo

Esta história fala-nos de uma escritora que foi passar férias a uma praia, pois precisava de um lugar sossegado para poder escrever um livro.

Um dia apareceu um rapaz chamado Dunas que fez mil e uma perguntas à escritora.
Os dias iam passando e ela ficava cada vez mais intrigada e maravilhada com aquele rapaz tão especial que a irá ensinar a ver a vida de uma maneira diferente.
Juntos, puderam viver muitas aventuras até ao momento em que…

Queres conhecer melhor todos os pormenores da história?
Na biblioteca da Escola poderás encontrar um exemplar deste livro e, como é giro, divertido e muito interessante, tenho a certeza de que irás lê-lo muito rapidamente.

Entretanto, como a minha mãe também leu o livro, aproveitei para lhe colocar algumas questões:
1- O que achou da história?
R: Achei a história interessante, porque nos fala sobre o mar e sobretudo acerca de uma criança que vive lado a lado com a praia, que é para ele o sítio onde se sente em plena felicidade.
2- De que personagem gostou mais? Porquê?
R: Gostei do Dunas, que é uma criança que se revela bastante inteligente, talvez por ser criado com a avó e com o mar.
3- Qual o capítulo de que mais gostou? Porquê?
R: Gostei muito do capítulo 6, “Um cesto de maçãs”, porque nos dá uma lição de vida, quando ele diz que não come as amêijoas porque são seus amigos de mar, o que deixa a escritora chocada e embaraçada.
4- Recomendaria o livro a um amigo? Porquê?
R: Recomendo o livro a qualquer pessoa que goste de ler, porque é um livro de fácil leitura e de linguagem fácil.
(José Guilherme Sêco, n.º 11, 7.º B)


GONZALEZ, Maria Teresa Maia (2005). Quase Adolescente. Editorial Verbo

Eis um livro fácil de ler e que possui alguma fantasia, para nós percebermos o mundo da adolescência.

Através de poemas e recorrendo, com humor, a animais, este livro fala-nos sobre coisas que facilmente reconhecemos nos sentimentos, pensamentos e desejos dos humanos.

Aí podemos encontrar, por exemplo, o Golfinho sonhador, o Guincho que faz tudo para chamar a atenção, a Baleia, Miss Lisete, que tinha medo de engordar, o Urso Heitor que era um grande leitor, o Burro Efigénio que queria ser matemático, o Polvo Gaspar que era um grande informático, o Bicho-do-mato que não gostava de conviver, o Estorninho-Rosado que era muito vaidoso, o Camaleão que ficou horrorizado por lhe terem aparecido muitas borbulhas, a Perna-Longa que queria ser modelo….
(Verónica Pedroso, n.º 21, 7.º B)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O João Pereira (5ºD), que no 1º período venceu o nosso concurso criativo, enviou-nos mais uma história admirável, que desta vez nos dá conta das peripécias vividas pelas vacas da quinta do Sr. Pickles:


“Super-cow”


Capítulo I- O rapto


Era uma vez uma vaca, como todas as outras, que estava a pastar junto das suas companheiras. Um dia um senhor foi à quinta falar com o seu dono, o agricultor Pickles, para remodelar a quinta. Durante muito tempo estiveram trancados dentro de casa a discutir a melhor forma de fazer as remodelações. Finalmente chegaram a uma conclusão, saíram de casa e o homem foi embora. Ao chegar ao carro e ao abrir a porta, olhou para o lado. Viu uma vaca e achou-a diferente... começou logo a pensar:
-Vou levá-la para a utilizar nas minhas próximas experiências.
As suas companheiras tentaram impedi-lo mas sem sucesso.
Uma vaca interroga:
-Que desastre! E agora?
-Agora, minhas companheiras, vamo-nos fazer à estrada. É isso que nos espera-disse outra.
-Então, alguém sabe guiar um carro?- perguntou uma vaca meia atrapalhada.
No meio daquela multidão de vacas, revelou-se uma com experiência na matéria.
- Vamos lá, mete-me lá este monstro a andar!
-Huhu-hiupi-exclamaram algumas.
Depois de partirem muitos postes e de chocarem contra muitos outros carros, avistaram a companheira.
-Socorro!!- gritava ela desesperada.
-As vacas, só pensando na sua amiga, não olharam para onde se dirigiam, e bateram contra uma casa.
-Perdêmo-los de vista-disse uma das vacas angustiada.
Quando o carro onde o homem levava a vaca parou ela viu-se numa grande caixa. Foi levada para uma cadeira onde lhe prenderam um aparelho na cabeça, que se chamava “ O GRANDE TRANSFORMADOR”. Este aparelho transformava as células, fazendo com que pudessem adquirir poderes. O homem ligou-o fazendo passar um grande impulso eléctrico no cérebro e nas células da vaca. Será que a vaca sobreviveu?



Capítulo II- O regresso


O impulso eléctrico passou pela vaca, fazendo-a desmaiar. Quando acordou, o homem perguntou-lhe:
-Sentes-te bem?
-Sim-disse ela
- Hiupi, ela fala-disse ele.
-Ele é maluco-disse ela.
-Experimenta voar, ordenou-lhe o homem.
-Que fácil.-disse ela
À frente dos olhos do homem a vaca voou como se nada fosse.
-Meu deus, consegui!!!!!!!hiaha.-Afirmou ele cheio de felicidade.
-Que alegria! Respondeu ela no gozo.
O homem de tanta euforia fechou-se no gabinete a pensar no que ia criar na próxima experiência.
As amigas da vaca que andavam sem rumo, avistaram um café onde pediram um mapa das redondezas, mas aproveitaram e mostraram uma foto tirada ao homem durante a perseguição. O dono do café respondeu:
-Ó vacas, eu tenho pouco leite, e como a gente de cá bebe muito, se não se importassem davam-me um bocado e eu dizia-vos o que sei... o que também não é muito!.
-É para já. Meninas, toca a trabalhar!...-disse a líder secundária das vacas.
Depois de terem feito o donativo, as vacas disseram:
-Vá, agora a nossa parte do contrato está cumprida, agora é a tua vez.
-Está bem- disse ele.
-O homem que procuram é um cientista louco que cria monstros.
-Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii – disseram elas apavoradas.
-E diz-se que ele construiu uma máquina, chamada “Grande transformador” que modifica as células fazendo com que adquiram poderes.
Hhhaaaaiiiiii – temos de a encontrar antes que algo de mal lhe aconteça.
-Mas como, se nem sequer sabemos onde é que está ? – disse uma da “equipa de salvamento”.
-Esperem, ainda não acabei – disse o senhor do café.
-Então é assim, vocês na primeira cortada que vão encontrar viram à direita, depois à esquerda, depois novamente à esquerda, depois à direita e a seguir à esquerda, depois na rotunda, terceira saída, e a seguir vão encontrar uma fábrica abandonada.
-Está bem, estamos agradecidas pelas suas preciosas informações, disseram todas.
-Meninas, vamos ao salvamento, gritram em coro.
Depois de completarem o circuito encontraram a tal fábrica abandonada.
-Sejam discretas meninas. – disse a segunda chefe.
Lá dentro, a vaca que tinha sido raptada trepou as paredes graças ao seu poder de escalada e escondeu-se junto à janela. Olhou para fora e viu as suas companheiras. Feliz por vê-las, partiu o vidro com a hiper força e voou até elas.
O raptor avista-as a tentar escapar e corre atrás delas, mas estas conseguem fugir na carrinha.
Cansadas, foram andando até que encontraram a quinta e aí, contaram tudo o que tinha acontecido. Nunca mais tiveram problemas com o tal homem, porque o agricultor Pickles divulgou a notícia às autoridades e, finalmente, conseguiram prendê-lo.

(João Carlos Carvalho Pereira , nº8, 5ºD)