terça-feira, 17 de março de 2009

ALUNOS DO 7ºA APRESENTAM OS SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

No âmbito da leitura do livro Sempre do Teu Lado, de Maria Teresa Maia Gonzalez, a professora Ana Lúcia solicitou à turma A do 7º ano a redacção de textos que tivessem como protagonistas os seus próprios animais de estimação. De facto, à medida que iam lendo a obra, os alunos não resistiam a fazer comparações entre o Félix e os seus próprios animais. Daí que a maioria dos alunos optasse por “dar voz” ao seu animal, aproveitando para contar um pouco da sua história. Outros preferiram ser os narradores da história ou fazer um comentário ao livro que deu a conhecer a “a carta de um cão”.
Hoje publicamos a primeira série de textos e ainda durante esta semana publicaremos os restantes:

Joca

O meu animal de estimação chamava-se Joca, tinha 7 anos e era um caniche.
A minha cadela veio viver cá para casa há cerca de 3 anos. Ela ainda era pequenina, muito tímida e portava-se muito bem.
Quando queria ir à rua, andava de um lado para o outro e não parava quieta, gostava muito de ossos e não gostava de outra coisa. A minha mãe tinha que andar sempre a comprar patas de galinha, para lhe fazer!
Gostava muito de tomar banho, e estava sempre muito quietinha. Não fazia as necessidades dentro de casa, só na rua.
Também adorava passear, não saía de perto de nós.
Eu gostava muito dela até que aconteceu uma coisa muito triste.
Eu, e o meu irmão andávamos a brincar com ela cá fora, até que ela começou a correr muito devagarinho, e de repente caiu. Eu fui logo ver, até o meu pai chegar e confirmar que ela tinha morrido.
Eu e o meu irmão ficámos muito abalados, chorámos muito, e até agora não temos mais animais de estimação com medo que aconteça alguma coisa como aconteceu à Joca.
(Mariana Santos, nº 17 )


Kika

Olá, eu chamo-me Kika e estou aqui hoje para falar um pouco sobre a minha vida com o Vitinho.
Tudo começou quando ele me foi buscar à minha antiga casa, que era a casa da Mariana Correia. Ele pegou em mim e meteu-me dentro de uma pequena, aliás, minúscula caixa, onde eu estive trancada durante 1 hora até chegar a casa dele (não me senti nada bem!). Mas, como era a primeira vez que estava com ele, fiz um enorme esforço para não o arranhar logo que ele me tirou lá de dentro. Tudo acabou por correr bem. Quando cheguei à casa dele, ele foi mostrar-me tudo, e mostrou-me também onde eu iria ficar (na casa de banho). Não me cheirou lá muito bem… calma, a casa de banho estava limpa! O que não me cheirou lá muito bem foi o facto de ter de lá ficar sozinha.
Então ele meteu lá tudo o que eu precisava: a caixinha com areia (muito sinceramente não percebi para que servia, mas mais tarde lá descobri), as tacinhas com a comida e com a água, uma caminha e um peluche muito fofinho com que eu me aquecia todas as noites.
No dia seguinte acordei muito cedo e ainda estavam todos a dormir, então decidi observar tudo com mais atenção. Foi então que me meti dentro do bidé por uma abertura que há por baixo, pareceu que aquele sítio me deu sono e voltei a adormecer. Quando ele acordou não sabia de mim (instalou-se o pânico!), mas como o vi tão aflito, miei para ele saber onde eu estava e foi então que ele foi em meu socorro (porque eu estava presa lá dentro). Ele lá me conseguiu tirar de e eu larguei a correr pelas escadas acima e escondi-me num sítio onde ninguém me pudesse ver, porque tinha medo que me metessem lá dentro outra vez.
Onde é que eu me fui esconder, perguntam-me vocês?
Claro, fui esconder-me em cima da cama dele, no meio dos bonecos…
Apesar do meu belíssimo esconderijo, ele encontrou-me, mas já não me meteu dentro da casa de banho outra vez, pelo contrário, durante o dia até me deixa dormir em cima da cama dele.
E pronto, esta é a história e o acontecimento mais “marcante” na minha vida!
(Vítor Simões, nº 22)



Zuri e Nero

Olá chamo-me Zuri! Sou um dos melhores amigos do André que é um dos meus donos. Tenho três: o mais velho de todos é o Júlio e depois é a Rosa! Tratam-me bem e isso é que interessa! Eu adoro-os e sei que o sentimento e mútuo da parte deles
A seguir vem a minha história, mas leiam com atenção porque entra amor e muita compaixão de ambas as partes!
Eu desde o início que sou um privilegiado! Quando me tiraram da minha mãe, eu estava no carro, e o André ao olhar para mim e para a minha mãe, soltou sem se aperceber uma lágrima que me caiu justamente na cabeça! Logo percebi que entre nós havia um carinho muito forte mas era só o começo do que sentimos um pelo outro! Somos como irmãos, como o sol é para a vida, ou seja, inseparáveis!
Mas como dizia eu… a lágrima dele caiu-me na cabeça e quando senti que ele estava triste, comecei a tentar brincar com ele e consegui arrancar um sorriso daquela boca… entretanto vínhamos a caminho da nossa casa e ele vinha agarrado a mim que nem uma lapa, como se estivéssemos colados um ao outro, e desde aí nunca mais nos largámos um do outro! Somos inseparáveis! Posso estar a ser repetitivo, mas a nossa relação é muito forte… Na manhã seguinte, lembro-me como se fosse hoje, estava eu a chorar de saudades da minha mãe que, infelizmente, já não se encontra entre nós em carne e osso, mas sim em pensamento e no coração dos que a mais amaram. Mas, continuando, estava eu a chorar e ele acordou com os meus latidos e mesmo de boxers veio em meu apelo, pegou em mim e deitou-me no colo dele. Ali, naquele momento, houve um choque que me tranquilizou, como se ele fosse uma espécie de mãe, mas em versão humana! Brincámos, e as gargalhadas eram tão fortes que rapidamente, as saudades desapareceram, como por magia! Desde aí que tenho acompanhado o crescimento dele. Estou aqui a lembrar-me dum jogo que costumamos fazer: ele faz-me as perguntas e estica as mãos e eu tenho de pôr a minha patinha na mão para dizer que concordo com a resposta que eu quero dar; são muito simples, é só sim ou não… Nós cá nos entendemos à nossa maneira e somos muito felizes como levamos a vida.
No ano passado não me deixou contente com as notas no final do ano porque ele chumbou… mas só lhe fez bem para ele abrir os olhos, para ver quem eram os verdadeiros amigos. A mãe bem o avisou, mas ele, como sempre, não quis crer no que ela lhe dizia, pois teve o resultado que teve e só lhe fez bem. A mãe e o pai coitados é que não mereciam! Mas agora ele está mudado e isso é que importa!!!
Em Fevereiro do ano passado chegou um invasor de territórios! O nome dele é Nero e, embora seja meu sobrinho, para mim continua a ser um invasor! Olha que coisa, agora tenho um estranho no meu território! Era o que me faltava! Para o Nero vir, o André prometeu tratar de nós e limpar os “presentes” que fizéssemos.
Mas não tem sido bem assim… de início tratava-nos, e até chegou a limpar alguma coisa, mas nada de muito significativo porque, pouco tempo depois, era a nossa dona, e às vezes durante o fim-de-semana, o nosso dono! Mas esse é a mesma coisa! A coitada da Rosinha é que tem de limpar! Não lhe chegava ter só os meus “presentes” para limpar como ainda os do porco do meu sobrinho!!!
(André Santos, nº 1)



A Mini

Vivo numa casinha azul clara, com bastantes pedrinhas e conchas (este estilo de sofá aquático deve ter sido um grande investimento). Tenho aquecimento central, serviço de quarto e ainda sistema de som.
A minha “giganta” tem por hábito ler-me histórias, o que acho didáctico, pois ajuda-me a interpretar gigantês. Gosto dos Beatles, e aquela música que é assim: “I wanted a girl…” a gigantinha é doida por essa. Nem vou comentar a respeito do Elvis.
Tenho pensado em engendrar um novo plano de fuga, arranhar a minha casinha não é eficaz e de qualquer modo, deve ter alarme.
Gostava que aquela “giganta” me prestasse maior atenção. Passa o dia fora da casinha dela, e quando volta não fala muito comigo.
Não me alimenta a horas certas, e muda o aquário dia sim, dia não. Gosto disso. Sinto-me especial quando desabafa comigo, e me diz:
- Menina, só tu me compreendes.
E di-lo num tom tão afável e confidente que concluí ser algo de agradável. Mas depois acalma-se e concentra-se de novo nas suas tarefas, deixando-me só, a pensar nela. Penso se ela pensa em mim. Adorava que assim fosse.
Costumam deambular por aí pequenos monstrinhos irritantes, gritam muito e têm ataques de histerismo frequentes. Ela chama-os de Pedro e André, devem ser ofensas metafísicas do mundo “gigantone”!
Tenho um imenso medo do escuro, ainda bem que tenho uma luzinha em casa, senão, com a quantidade de papões que devem caber debaixo da cama dela, eu já tinha sido comida á muito tempo.
A paisagem é, por vezes, desarrumada.
Fui desde pequena ensinada a adoptar o optimismo como consolo, portanto cheguei à seguinte conclusão:
-“Ainda bem que não vivo num rio gelado cheio de peixes anti-higiénicos que seria obrigada a comer. Estimo muito os meus camarões e os meus torrões de cálcio”.
Gostava de ter um namorado, mas tinha de ser liberal e inteligente. Com enorme capacidade física e uma pitada de originalidade.
Não tenho mais nada a divulgar relativamente à vida tão “gigantesca” a que sou sujeita, nem aos cuidados intensivos da minha “giganta”, que deve gostar de mim.

Texto da autoria da célebre Mini C.H, cuja giganta se chama Inês C.H (não tão célebre) (nº8 7ªA)

quinta-feira, 12 de março de 2009

FLORES ENAMORADAS

Durante a leitura da obra O Rapaz de Bronze de Sophia de Mello Breyner Andresen, os alunos do 6º C e do 6º D descobriram que, tal como acontece na vida das pessoas, também há “Amores e Desamores” entre as flores. Quem diria?! Então resolveram “meter-se na pele”dessas flores e tentar esclarecer as coisas…

Clareira dos Plátanos, 14de Fevereiro de 2009

Querida Tulipa:

Gosto mesmo muito de ti!
Mas, naquela Festa das Flores, eu fiquei muito triste, porque tu não quiseste vir dançar comigo. Eu falava para ti, com carinho e tu olhavas apenas para o teu reflexo dourado na água limpa e brilhante do lago!
Depois, o Nardo convidou-te para dançar e tu foste e deixaste-me ali sozinho!
A Florinda, a menina da jarra, ficou preocupada comigo e eu disse-lhe que não havia nada, mas ela via bem que eu estava triste!
Volta para mim, Tulipa, porque eu desculpo tudo o que me fizeste, porque te adoro.
E viste? O Nardo também te deixou sozinha e foi dançar com a Flor do Muguet e eu sei que também ficaste triste. Afinal, ele não deve gostar de ti…
Tu és tão bonita, Tulipa, e estás sempre tão bem arranjada!
Eu estou disposto a respeitar-te como marido e mulher.
E, para já, estou a convidar-te para ires a uma outra festa comigo, está bem, meu amor? Espero que tudo aí corra bem entre nós!

O sempre teu, Gladíolo

P.S.: Ainda havemos de ser muito felizes para sempre, com três filhos: um Gladiolozinho, uma Tulipinha e talvez uma Begoniazinha.
(José Silva –Nº 15 – 6º D )



Clareira dos Plátanos, 14de Fevereiro de 2009

Tulipa:

Eu sei que já te perdoei muitas vezes mas, desta vez, acho que não te vou mesmo perdoar! Tu foste muito ingrata comigo, na Festa das Flores, assim como tens sido ingrata com muitas outras flores. És uma vaidosa incorrigível!
Eu esperei por ti, ao pé da jarra de pedra do jardim e tu, em vez de vires para ao pé de mim, não! Foste para a beira do lago sozinha. Eu fui o único que te conseguiu aturar mas, depois, tu, tonta com o perfume do Nardo foste logo dançar com ele!
Mas tiveste depois o castigo merecido, porque o Nardo trocou-te pelo perfume da Flor do Muguet e foi dançar com ela, deixando-te no meio do baile!
E tu ficaste ali sozinha e triste, mas isso foi muito bem feito para aprenderes a seres mais justa e menos vaidosa.
E sabes que mais? Vou fazer umas férias com a minha namorada, a Rosa.
Eu sei que antes, eu e ela não nos dávamos lá muito bem, mas acabei por descobrir que ela é uma flor ideal e muito bonita!
Por isso, adeus, Tulipa e não me venhas procurar, como já tentaste fazer! Acabou tudo, entre nós!

Gladíolo
(Sandro Silva – Nº 21 – 6º D)


Clareira dos Plátanos, 14 de Fevereiro de 2009

Nardo:

Eu acho que o que tu me fizeste, na Festa das Flores, foi um grande erro da tua parte. Tu podias ter ficado comigo e não ficaste. Em vez disso, deixaste-me a dançar sozinha e foste atrás daquele perfume horroroso da Flor do Muguet!
Mas já te aviso: agora, nem que queiras ficar comigo, eu já não te quero!
Sabes uma coisa? Eu pensava que tu eras a flor dos meus sonhos, a mais bela mas, afinal, descobri que não!
Eu bem podia ter ficado com o Gladíolo, mas não fiquei, porque pensava que tu gostavas de mim e, agora, ele gosta é da Rosa! Estou mesmo decepcionada contigo! E, por tua causa, agora nenhuma flor gosta de mim, por eu não ter dançado com elas, sempre a pensar em ti. Eu que tive tantas flores aos meus pés, mas não aceitei, sempre a correr para ti!
Posso dizer, Nardo, que eu fui mesmo uma grande estúpida! Não me apareças mais à frente!

Tulipa
(Alexandra Dias – Nº 1 – 6º C)



Clareira dos Plátanos, 14 de Fevereiro de 2009
Nardo:

Desde a Festa das Flores que eu não paro de pensar no que me fizeste! Pois lê bem o que se segue!
Nunca pensei que tu fosses capaz de me trocar pela Flor do Muguet! Ela até pode cheirar bem, mas eu sou muito mais bonita e muito mais livre.
Ela está sempre debaixo das folhas, escondida, e eu, não! Adoro ter as minhas pétalas sedosas e amarelinhas, ao sol!
Pois eu até pensei em perdoar a traição que me fizeste, mas reflecti e não vou mesmo perdoar-te.
Detesto que me deixem “pendurada”e foi isso exactamente que tu me fizeste!
Bem pensei que tivesses vergonha e me escrevesses uma carta a pedir desculpa por me teres trocado por essa Flor do Muguet, mas nada! Por isso, nunca te vou perdoar!
E tem mais: posso não ser uma flor tão perfumada como ela, mas lá que sou muito mais bonita, isso bem eu sei! Além disso, por causa de ti, o Gladíolo não quis mais nada comigo, ele, o meu verdadeiro amor!
Mas, ainda vou tentar conquistá-lo e, a ti, não te quero mesmo ver mais, nem por perto nem por longe do meu luxuoso canteiro!

Tulipa, a Bela
( Inês Ferreira –Nº 15 – 6º C)

terça-feira, 10 de março de 2009

NOVA CARTA DE PHILEAS FOGG

O Cata-Letras acabou de receber mais uma carta de Phileas Fogg. Neste momento, Fogg encontra-se já no extremo oriente e prepara-se para começar a sua travessia do Pacífico.

E, já que o nosso herói tem arranjado sempre um tempinho para nos escrever, julgo ser nossa obrigação enviar-lhe algumas palavras de incentivo. Para isso, basta que deixem os vossos comentários no final da carta.

Olá amigos de V. N. de Poiares!

Antes de mais, gostaria de agradecer as vossas mensagens de incentivo. Sempre que posso, espreito o Cata-Letras para me manter em contacto convosco. Estou cheio de saudades vossas. Quem me dera que estivessem aqui para me ajudarem nesta grande empresa. Até da mula Carriça sinto a falta, imaginem! Que jeito que ela me teria dado em algumas situações imprevistas que tenho enfrentado...

Não percebo, ainda assim, os vossos avisos em relação ao Sr. Fix, pessoa que não me parece tão ameaçadora como vocês insinuam. Não acham que estão a exagerar?

Entretanto, já estou em Xangai, na China, depois de ter vivido um episódio fantástico na minha viagem, quando ainda me encontrava na Índia. Quando seguia de elefante em direcção a Calcutá, salvei, com a ajuda do meu fiel Passepartout, uma bela donzela que uns nativos se preparavam para queimar viva! A menina chama-se Auda e vai seguir viagem connosco para Yokohama no Japão. De terras nipónicas, conto sair rapidamente de navio em direcção à América.

Espero que continuem a deixar as vossas mensagens, que me têm sido muito úteis nos momentos em que me sinto mais desmotivado.

Assim que puder (e tiver tempo) deixar-vos-ei aqui no blog mais algumas palavras.

Até à próxima!

O vosso sempre amigo,

Phileas Fogg

quinta-feira, 5 de março de 2009

+ TEXTOS DO 6º ANO

A professora Helena Lima enviou-nos mais três textos de alunos do sexto ano da nossa escola. Os temas tratados são diversos mas a qualidade é o denominador comum.

Amizade na escola

Era uma vez um menino chamado João e outro menino chamado José. Eles eram colegas de turma e eram, também, os melhores amigos.
Um dia, quando receberam as notas de um teste de Língua Portuguesa, o José disse, muito contente: «Tive Muito Bom!»
Mas o João tinha tido apenas Bom.
Na aula a seguir, ou seja, em Educação Física, o melhor foi o João e, ao fazer acrobacias no trampolim gigante, todos os colegas ficaram espantados pelo facto de ele fazer aqueles exercícios tão bem feitos.
O José é que não teve sorte, porque não tinha tanto jeito e acabou por cair e teve de ser levado para o hospital.
Na semana seguinte, saiu do hospital e, como tinha um trabalho de grupo para fazer com o seu amigo João, começaram logo, então, a trabalhar.
Uma hora depois, o trabalho estava pronto e foi o João quem o guardou.
Mas, passados dois dias, era o dia da entrega e ele não sabia onde tinha posto o trabalho.
O José, ao saber do que aconteceu, ficou muito zangado, gritou com ele e até deixou de lhe falar.
Mas, na hora da entrega, quando o João abriu o dossiê, encontrou lá o trabalho!
O José pediu desculpa ao João por lhe ter gritado daquela maneira e ele aceitou as desculpas.
E ficaram os dois muito felizes e mais felizes ficaram ainda quando, na semana seguinte, tiveram ambos Muito Bom.
E, a partir desse dia, prometeram nunca mais voltarem a zangar-se, porque a amizade é muito importante.
(Maria Pedroso – Nº 21 – 6º C)


Animal de estimação
O meu animal de estimação é o meu gato chamado Pipoca.
Há algum tempo atrás, estava eu, com a minha mãe e com o meu pai, a jantar. A porta da cozinha estava aberta e o Pipoca saiu. Não veio dormir a casa e, no dia seguinte, quando acordei, a primeira coisa que eu fiz foi abrir a porta mas, quando a abri, tive um desgosto enorme: ele não estava lá.
Como tive de vir para a escola, fiquei preocupada, porque nunca tinha acontecido antes, o Pipoca não aparecer.
Estive o dia todo com esperança de, quando chegasse a casa, o encontrar de novo.
Mas, no fim do dia, não via lá o Pipoca. Fui, então ao terraço, chamei-o, fui às terras e nada!
Esperei até ser mesmo noite e nada! Continuava sem saber por onde ele andava e cada vez estava mais preocupada.
E nessa noite não consegui dormir a pensar no meu fofinho Pipoca!
No dia seguinte, de manhã, aconteceu exactamente a mesma coisa: do Pipoca nem rasto! E eu só tinha mesmo era vontade de chorar.
Durante toda a manhã, só pensava nele e, como era quarta-feira, cheguei cedo a casa.
Fui outra vez até ao terraço, gritei por ele, chamei-o e…quando olhei para trás, lá estava aquele maroto!
Fiquei tão contente! E sabem porquê? Porque eu já tive dez gatos, mas tenho um vizinho muito mau a quem chamam o “Mata-gatos” que mata todos os gatos que lhe aparecem pela frente e os meus, lá foram, também.
Não gostavam de ter um vizinho assim, pois não?
(Susana Filipa – Nº 24 – 6º D)



A minha ovelhinha cor-de-rosa

Eu tenho um bonito peluche, desde que nasci. É uma ovelha, mas não é uma ovelha qualquer; é uma ovelhinha cor-de-rosa, muito querida e fofinha que eu guardo e que, para mim, é insubstituível.
Todos os anos, quando vou para fora, para a praia, levo-a sempre comigo.
Mas…houve um ano, ainda eu era pequenina, em que me esqueci de a meter na minha mochila.
Estávamos na praia, e a minha mãe decidiu pôr-me a fazer uma sesta. Foi então que eu dei por falta da minha ovelhinha!
Então, perguntei se, por acaso, alguém ma tinha levado e todos à volta deram uma gargalhada e a minha mãe disse-me, mostrando-a:
- Sim, nós temos aqui a tua ovelhinha! E, agora, dorme, porque está ainda muito calor!
E, depois desse dia, nunca, mas nunca mais, me esqueci de levar, eu mesma, a minha ovelhinha!
(Sílvia Carvalho – Nº 22 – 6º D)

terça-feira, 3 de março de 2009

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA A LEITURA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

POEMAS SOBRE A AMIZADE

A culminar a intensa participação do 7ºB durante as últimas semanas neste blog, apresentamos a cereja em cima do bolo: um conjunto de poemas sobre a amizade, realizados a propósito da leitura nas aulas de Língua Portuguesa do livro Sempre do Teu Lado de Maria Teresa Maia Gonzalez.

O Cata-Letras agradece a dedicação dos alunos da turma e da sua professora de Língua Portuguesa, que muito enriqueceram este espaço durante o segundo período.


O Amigo

Um amigo está contigo
nos bons e nos maus momentos,
e quando pensas que não está,
lá está ele, bem presente, na tua mente.

Ajuda-te quando precisas,
esforça-se para te compreender,
elogia-te pelo que és,
trata-te como deve ser.

Por muito longe que esteja,
preocupa-se contigo,
porque um amigo,
é sempre um amigo.

A amizade é, assim,
uma planta que vai crescendo,
o que nunca tem fim,
algo que se vai aprendendo.
(Joana Eloy, n.º 9, 7.º B)



Um bom amigo

“Um amigo é um bem,
um tesouro que se tem”.
Ele é espectacular e
acredita em ti também.

Um bom amigo
está sempre contigo.
Mesmo quando fazes asneiras,
ele apoia-te sempre.

Espera por ti
nem que sejam horas,
está sempre a perguntar:
- onde é que tu moras.

Um amigo é especial:
sabe ajudar,
é sempre fiel
e ajuda-te a pensar.
(Carlos Ferreira, n.º 3; Diogo Campos, n.º 4; Guilherme Sêco, n.º 11, 7.º B)



Amigo

Amigo é aquele
que não diz sempre
o que queremos ouvir!
Mostra-nos o bom caminho,
ralha, se for preciso,
mas quando precisamos, está lá!
Nos dias de festa, há muitos amigos.
Isso é muito fácil!
Mas aqueles que aparecem
nos dias difíceis
são os verdadeiros!
(Rui Jesus, n.º 20, 7.º B)



Um verdadeiro amigo

Um amigo
chora e ri contigo.
Um amigo
aceita-te como és.

Um amigo
dá-te carinho.
Um amigo
Leva-te para um bom caminho.

Um verdadeiro amigo
Anda “Sempre do Teu Lado”;
pode não concordar contigo,
Mas, quando estás mal,
fica logo desesperado.
(Bernardo Jorge, n.º 1;Bruno Serafim, n.º 2, 7.º B)



Amizade

Ser-se amigo, é ser-se leal,
é ajudar quando se está mal.
É tristeza que se desfez,
é pensar nele enquanto lês.

É dar sem receber nada,
espero que não esteja enganada!
Onde os nossos passos vão,
o amigo estende-nos a mão.

Ele não aceita a mentira
e pode até mostrar a sua ira.
Critica-nos na intimidade,
faz-nos ver a realidade.

O amigo sabe o que nos consome,
observa-nos com facilidade,
está sempre do nosso lado,
essa é a verdadeira amizade!
(Liliana Bizarro, n.º 13, 7.º B)



A Amizade

O que é a amizade?
A amizade é um dom
que Deus nos concedeu
e que o Homem compreendeu.

O que é um amigo?
Um amigo é em quem nós podemos confiar
para desabafar
e acreditar.

Um amigo sabe perdoar
e sabes que não te vai gozar.
É quem te vai ajudar
e aceitar-te como és.

Não importa a sua cor,
não importa a sua religião.
Não importa a sua origem,
o que importa é o sentido de união.
(Verónica Pedroso, n.º 21, 7.º B)



O poema da Amizade

Um amigo anda sempre contigo:
quando estás triste, ele está presente
porque tu és um amigo diferente.

Um amigo ajuda-te.
Ele valoriza-te.

Quando estás mal,
ele arranja sempre um Carnaval.

Quando tu estás muito mal,
o teu amigo é como o Pai Natal.

Ter um amigo é a melhor coisa do mundo!
(Rodrigo Barradas, n.º 19, 7.º B)



Amizade

Amizade.
O que é a amizade?
É um sentimento
que não se vê.

É dar sem nada receber,
é estar sempre lá para ouvir.
Mesmo que não nos esperem,
é ajudar a sorrir.

É dizer sempre a verdade,
contrariar, se for preciso,
é uma conquista diária,
a Amizade é extraordinária!
(Pedro Marta, n.º 17, 7.º B)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CANTO DA LEITURA

Sempre que é possível, o Cata-Letras aproveita para publicar imagens das diferentes iniciativas da nossa Biblioteca. Como se costuma dizer, só existe quem aparece. Assim, aqui ficam algumas fotografias recentes, relacionadas com a inauguração do nosso Canto da Leitura (na passada quarta-feira, dia 18 de Fevereiro) e com o Projecto “A Ler+”.


INAUGURAÇÃO DO CANTO DA LEITURA







PROJECTO "A LER+"


A mãe da Ilda (6ºB) leu uma história chinesa na nossa Biblioteca

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O CARNAVAL ESCRITO PELO 6º ANO

Dos alunos do 6ºC e do 6ºD, recebemos recentemente alguns trabalhos hilariantes, elaborados nas aulas de Língua Portuguesa aquando da quadra carnavalesca.

História a duas turmas…e muitas mãos!

Era uma vez uma menina que comprou uma bola, num supermercado, e a colocou num carrinho de compras.
Perdida, dirigiu-se à floresta mais próxima, onde encontrou uma sereia e um robô que andavam igualmente perdidos.
Entretanto, apareceu mais uma menina e um menino e juntaram-se a jogar, com eles.
De repente, todos ouviram um barulho estranho e descobriram, então, um cão e um gato à bulha.
Esta bulha era toda por causa de ambos terem encontrado um anel e uma bicicleta.
De repente, o cão pega na bicicleta e foge, a pedalar, para o espaço enquanto a menina apanha o anel e a sereia furiosa, lhe arruma uma maçã, à cabeça.
Um lobo que vinha num tapete voador, atirou-se à sereia e a menina recuperou da pancada.
Um homem-árvore, furioso por lhe terem roubado a maçã, resolve contratar um pirata para encontrar a bicicleta, o anel, a bola e o carrinho.
O pirata pega na vassoura voadora, lança-se a pique e… dá de caras com a bicicleta que puxa cá para baixo, velozmente.
Com o seu espelho vê, de repente, um reflexo: era o anel!
Este anel estava num castelo, guardado numa gruta, por um homem-montanha que vivia com um dragão que era o seu animal de estimação.
Furioso e a cuspir fogo, o dragão lançou “os desconhecidos” todos ao mar e, inesperadamente, estes encontraram a bola e o carrinho, a boiar.
E foram estes objectos que, afinal, serviram para os salvar!
E tudo está bem quando acaba bem!
(Texto colectivo das Turmas 6º C e 6º D)


Textos Loucos de Carnaval

A Alexandra
Fez esparguete de salamandra!

A Ana
Comeu uma ratazana!

A Andreia
Engoliu uma meia!

O António
Deixou cair um neurónio!

O Artur Rosa
Abraçou uma iguana piolhosa!

A Beatriz
Tomou banho no chafariz!

A Bruna
Devorou uma duna!

A Catarina
Rebentou uma mina!

O Daniel
Vomitou pasta de papel!

O David
Ficou preso num cabide!

O Diogo
Até cuspiu fogo!

O Francisco
Foi engolido por um marisco!

O Gonçalo
Mordeu num galo!

A Inês
Apaixonou-se por um tailandês!

O Jorge Baptista
Bailou com uma alpinista!

O José
Lavou a cara com o pé!

O Leandro José
Nem sabe quem é!

O Luís
Tirou gorilas do nariz!

A Maria Simões
Lavou-se com água de feijões!

A Maria Pedroso
Deu um soco num ranhoso!

O Pedro Monteiro
Bebeu água de um tinteiro!

A Rafaela
Dormiu dentro de uma panela!

O Sandro Rosa
Beijou uma cobra pegajosa!

Stefan Ward
Attacked a steward!

E apesar da crise que se vê
Não falta inspiração ao 6º C!
(Texto colectivo da Turma 6º C)



O André
Bailou com um chimpanzé!

O André Filipe
Rodou mil piões com o seu jipe!

A Bruna Alexandra
Fez pudim de salamandra!

O Bruno Filipe
Andou às cavalitas num “clip”!

A Carla Sofia
Comeu uma gata luzidia!

O David
Devorou dez sacos de pevide!

O Fábio
Tirou neurónios a um sábio!

O Fernando
Com um canguru, andou pulando!

O Gonçalo
Levou um pontapé de um galo!

A Helena
No Pólo Norte, operou uma rena!

A Inês
Arrasou um restaurante chinês!

A Inês Santos
Pôs cães em todos os cantos!

A Jéssica Inês
Com um gafanhoto, jogou xadrez!

O José
Foi à Nova Zelândia, a pé!

A Lisandra Sofia
Dançou o samba numa pia!

A Maria Catarina
Dormiu numa terrina!

A Maria Inês
Pintou as unhas a um chinês!

O Ruben Silas
Correu para todas as filas!

O Sandro
Comprou um raposo malandro!

A Sílvia Maria
Trouxe serpentinas de alegria!

A Sofia
Descobriu que o seu gato pia!

A Susana
Aterrou na Austrália, de caravana!

A Tânia
Engoliu uma lagosta instantânea!

A Rute Marisa
Emprestou a um rato, uma camisa!

Mas quantas aventuras deste 6º D!
Feitas “às escondidas”…mas tudo se vê!
(Texto colectivo da Turma 6º D)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

CARTA DE PHILEAS FOGG

Foto de Bombaim enviada por Phileas Fogg para a nossa escola

Acabámos de receber a primeira carta de Phileas Fogg (desde que deixou a nossa escola) escrita ainda antes da chegada à Índia, onde se encontra neste momento, como a foto documenta. Se lhe quiserem responder, deixem as vossas palavras no espaço dedicado aos comentários a este post. Tanto Phileas Fogg como Passepartout arranjam sempre um tempinho para passarem diariamente pelo nosso blog, pelo que é essencial que vocês aproveitem este espaço para se corresponderem com eles.

Caros amigos da Escola Daniel de Matos:

Calculo que estão todos muito preocupados com a minha viagem. No entanto quero dizer-vos que tudo corre bem até agora. O Sr. Passepartout é um cuidadoso companheiro de viagem tal como eu esperava. Continuamos a nossa viagem pelo oceano Índico. Faltam exactamente 168 horas para chegarmos a Bombaim. As condições do mar são favoráveis, o vento sopra de noroeste e estamos neste momento rodeados de bonitas senhoras com belas toilettes onde a animação e a dança não faltam. Apesar de algum cansaço estou deliciado e já com alguns ganhos em termos de horas o que muito me satisfaz. Passepartout conversa frequentemente com um tal Sr. Fix que insiste em não nos deixar. O vento fresco está a abrir-me o apetite e por essa razão vou jantar algo que me agrade. Vou aproveitar provar um prato de coelho selvagem com molho picante que me disseram ser uma delícia.

Aguardo notícias vossas. Também gosto de saber como corre tudo por aí. Afinal foi um dia muito especial aquele que passei entre vós e não posso esquecer a viagem de burro que fiz naquele dia. Foi uma grande aventura! Passepartout enjoou um pouco mas passadas algumas horas de sono acalmou. Um grande abraço para todos e prometo que na viagem de regresso passarei por aí, até porque gosto que sejam testemunhas da aposta que fiz naquele dia.

O vosso sempre amigo,
Phileas Fogg

CARTAS DE AMOR

O poema que hoje publicamos foi elaborado por uma professora da nossa escola e evoca os tempos das cartas de amor anteriores às mensagens dos telemóveis. Se conseguires descobrir a autora de tão talentosos versos, deixa o nome da Professora e a tua identificação (nome, nº e turma) no espaço dedicado aos comentários, no final deste post. O primeiro comentário que acertar no nome da professora ganhará um prémio surpresa.

Como pista, podemos dizer que é uma Maria, como tantas outras, com a particularidade de dominar as técnicas da dissimulação e do fingimento como ninguém.

Cartas de Amor

Em horas de silêncios torturantes,
Quando em horas de dor julgo morrer,
Minhas pálidas mãos febricitantes
Tuas cartas de amor vão revolver.

Aos olhos tristes volta a luz do sonho,
O riso aos lábios sem frescor agora,
O coração torna a pulsar, risonho,
A transbordar de vida como outrora.

E sou de novo aquela que te amou
Em arroubos de vivida ternura,
Que em delírio e êxtase escutou
Tuas palavras de amor e de loucura.

Leio essas letras com paixão e ânsia
-Letras que as tuas mãos foram traçar
E o meu olhar vagueia na distância
E fico-me, esquecida, ainda a sonhar.

Cartas, de amor! Algemas que prendeste
Tão bem ao coração louco por ti!
Bendita a hora em que me escreveste!
Bendita a hora em que eu as li!

Delas se evola o divinal odor
Da ilusão mais bela e mais sentida;
Eram a luz, a chama, o esplendor,
A vida que busquei na própria vida.

Falavam-me de mundos de magia,
Dum paraíso de ventura e calma;
Foram o sol brilhante dos meus dias
Canções de sonho a embalar a alma.

Trago-as dentro do peito torturado
Como essência de frescas primaveras,
Como um jardim de estrelas semeado
Aonde sepultei minhas quimeras.

Tuas cartas te amor - do nosso amor
Desvairado, impossível e ardente -
Prendo-as entre os meus dedos com frescor
Beijo-as depois suave, meigamente.

E vão cair sobre elas, carinhosas,
Minhas lágrimas puras de ansiedade
Como se fossem pétalas de rosa
Desfolhadas em pranto de saudade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

SEMPRE DO TEU LADO II

Continuando com a publicação dos trabalhos efectuados nas aulas de Língua Portuguesa pelo 7ºB sobre o livro Sempre do Teu Lado de Maria Teresa Maia Gonzalez, chegou agora a vez de sabermos porque aconselha o Bruno Serafim a leitura da obra.
E, para além das pertinentes razões do Bruno, temos ainda um testemunho do João Baptista sobre uma companheira muito especial (na imagem).

Aconselhavas a leitura do livro Sempre do Teu Lado a um amigo? Porquê?

Eu indicaria a leitura deste livro a um amigo, pois é um livro que transmite a verdadeira amizade.
É também um livro cheio de magia, se for lido com entusiasmo e gosto. É fácil de ler, pequenino e chama a atenção do leitor.
Se a pessoa que o ler tiver um cão, poderá ficar a percebê-lo e criar uma amizade maior entre si e o seu cão. E ainda ver que, realmente, “o cão é o melhor amigo do Homem”.
Por todas as razões que enumerei anteriormente, indicaria este livro a um amigo e tenho a certeza absoluta de que não se iria arrepender!

(Bruno Serafim, n.º 2, 7.º B)

“A Tita”

Tita era o seu nome. Era uma cadela que fazia muitas asneiras em nova, mas também era muito meiga.
Eu tenho essa experiência porque, quando nasci, ela já existia e protegia-me sempre.
Quando eu era pequeno e quando alguém queria ir ao berço onde eu estava, a Tita mordia a quem se aproximasse.
Era muito útil quando eu estava triste, porque ia para ao pé de mim e acariciava-me.
Brincava sempre comigo, bastava eu querer. Estava sempre lá.
Mas com o passar do tempo, foi ficando mais quietinha e já só queria comer e dormir.
Também foi ficando cega e muito paradinha, mas continuava sempre do nosso lado.
Só que, com o passar do tempo, a cadela ficou com alguns problemas e acabou por falecer, para grande pena minha.
Perdi uma amiga. Mas espero que descanse em paz.
Adeus, Tita.

(João Baptista, n.º 10, 7.º B)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CONCURSO “A MINHA VOLTA AO MUNDO”

A propósito da Volta ao Mundo em 80 Dias de Júlio Verne, o Cata-Letras e a Biblioteca Escolar decidiram lançar um concurso que visa promover a criatividade, não apenas dos alunos, mas igualmente dos restantes elementos da nossa comunidade educativa.

Leiam com atenção o regulamento e comecem já a esboçar as vossas primeiras ideias.

CONCURSO “A MINHA VOLTA AO MUNDO”

1-Dinamizadores/organizadores: Biblioteca escolar do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares; Blog http://www.cata-letras.blogspot.com/

2-Objectivo
Motivar todos os membros da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares para a leitura, para a escrita e para as diferentes formas de expressão plástica.

3-Como participar
Depois de leres e de te inspirares na obra “Volta ao Mundo em 80 dias” de Júlio Verne, redige um texto onde cries a tua própria volta ao mundo, ou seja, a volta ao mundo que gostarias de fazer.
Os textos deverão ser elaborados em suporte informático e enviados para o endereço electrónico blogbiblioteca@hotmail.com ou deixados no computador da biblioteca escolar, junto da D. Maria José.
Deves igualmente construir uma mala em 3D, não ultrapassando o formato A3 (este trabalho deverá ser entregue pessoalmente à D. Maria José).
Os materiais utilizados ficam ao teu critério, aconselhando-se a reutilização de materiais.
Só serão aceites a concurso os participantes que apresentarem conjuntamente o texto e a “mala”. Os alunos da educação pré-escolar, 1.º ano do 1.º ciclo e do ensino especial apresentam apenas o trabalho plástico.

4-Concorrentes
Podem participar todos os elementos da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares (Encarregados de Educação, funcionários, professores e alunos), de forma individual ou em grupo.

5-Calendário
Serão aceites todos os trabalhos recebidos até 29 de Maio de 2009 (17.30 h)

6-Júri
O júri será constituído por professores de Língua Portuguesa e de Educação Visual do nosso agrupamento. Os trabalhos serão seleccionados tendo como critérios a originalidade, criatividade e qualidade literária.

7-Entrega dos prémios
A cerimónia de entrega dos prémios realizar-se-á em Junho de 2009, em data e local a definir posteriormente.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

PHILEAS FOGG E PASSEPARTOUT VISITARAM A NOSSA ESCOLA

A Volta ao Mundo em 80 Dias de Jules Verne é uma história de um abastado membro do Reform Club, Phileas Fogg, famoso pela sua personalidade calma e misteriosa, bem como pela sua imbatível pontualidade. Phileas Fogg aposta 20.000 £ com os seus amigos em como conseguirá dar a volta ao mundo em 80 dias e, a partir daí, a aventura desenrola-se de forma inebriante e vertiginosa.

A propósito deste clássico da literatura, a nossa escola recebeu no passado dia 3 de Fevereiro a visita das principais personagens da história (Phileas Fogg e Passepartout) e o Cata-Letras aproveita para publicar algumas imagens do acontecimento.

Chegada à escola da D. Fernanda e da mula Carriça, que mais tarde conduziriam as nossas personagens


Alguns Encarregados de Educação fizeram questão de presenciar a passagem das personagens pela nossa escola


Phileas Fogg junto de um painel elaborado para o acontecimento



Phileas Fogg no seu Reform Club


A porta de entrada do Reform Club


Passepartout e Phileas Fogg entram na carruagem e iniciam a sua Volta ao Mundo

SEMPRE DO TEU LADO

O livro Sempre do Teu Lado de Maria Teresa Maia Gonzalez foi objecto de leitura orientada nas aulas de Língua Portuguesa do 7ºB. A este propósito, o Cata-Letras publicará alguns trabalhos efectuados pelos alunos da turma, a começar por um resumo da obra e a opinião da Joana Eloy e do João Batista sobre a história.


Carta de um Cão - Editorial Verbo


Não se trata verdadeiramente de uma carta como as que estudámos, mas de uma história em que o narrador, participante, é um cão chamado Félix que decide, já velho, transmitir ao seu dono recordações dos momentos que passaram juntos.


No início da história, Félix está já velho, mas recua no tempo para recordar os momentos, as paixões e as aventuras que viveu com o seu dono, Guilherme, desde que lhe foi oferecido pelo padrinho, no seu décimo segundo aniversário, até ao final da vida do narrador, quando Guilherme é já adulto.


A relação de amizade começa desde logo a desenvolver-se e Guilherme conta a Félix que estava muito triste com o divórcio dos pais e que estava a entrar na adolescência. Guilherme teve alguma dificuldade em ultrapassar a separação dos pais, mas com a ajuda de Félix, a sua vida tornou-se mais fácil.


Ao longo da história apercebemo-nos de que a ligação de amizade e de cumplicidade entre Félix e Guilherme vai crescendo e que têm muito carinho, um pelo outro. Eles tornam-se amigos de verdade e grandes confidentes.


O narrador acompanha Guilherme em todos os bons e os maus momentos da sua vida, ajudando-o a ultrapassar os problemas e festejando com ele as suas vitórias e sucessos.


No entanto, Guilherme vai crescendo, chega o dia do seu casamento e sai de casa da sua mãe.
Para Félix, o facto da namorada/mulher do Guilherme não gostar de cães deixa-o triste, e mais triste fica ainda quando constata que vai deixar de viver com o seu dono e amigo.


Mas como o mais importante para Félix é que Guilherme seja feliz, acaba por aceitar a situação e continua a sua vida com a mãe de Guilherme, contando com a visita do seu dono apenas de quinze em quinze dias.


Com o passar do tempo, as forças de Félix vão enfraquecendo e, quando a mãe do Guilherme vê que o cão está mesmo muito doente, telefona ao filho.
Félix não fica muito contente com o telefonema porque sabe que vai incomodar o Guilherme, mas, bem lá no fundo, sabe que já não irá viver por muito mais tempo e fica ansiosamente à espera que o seu dono chegue, mesmo a tempo de o fazer muito feliz antes de adormecer para sempre.


Opinião sobre a obra:
Este é um bom livro para quem gosta de cães e é, ao mesmo tempo, divertido e emocionante.
Tal como é dito na contracapa do livro, esta história é “um hino à amizade”, e podemos concluir que, apesar de ser um animal irracional, o cão consegue ser melhor amigo do que algumas pessoas: ele percebe tudo, dá carinho, é confidente, está sempre do nosso lado, e não pede nada em troca.


Joana Eloy, n.º9 e João Baptista, n.º 10 (7.º B)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

RECADOS DA MÃE

Depois de termos apresentado, há dias, as apreciações relativas aos livros O Guarda da Praia e Quase Adolescente de Teresa Maia Gonzalez, chegou agora a altura de publicarmos a opinião do Pedro Marta sobre uma outra obra da autora, Recados da Mãe.

Recordamos que estes textos foram realizados no âmbito do trabalho desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa do 7º B.


GONZALEZ, Maria Teresa Maia (2006). Recados da Mãe. 3.ª Edição.Editorial Verbo

Este livro conta-nos a história de duas irmãs que viviam com a mãe, depois desta se ter divorciado do pai das meninas.
Um dia, a mãe não as foi buscar à escola, como habitualmente o fazia. Depois de esperarem algum tempo, foi o pai quem as foi buscar, mas como estava com “cara de caso”, a menina mais velha percebeu logo que se tinha passado alguma coisa grave.
Realmente a mãe tinha tido um acidente e tinha morrido.
Depois do funeral, apareceu uma avó, mãe da mãe, que vivia em Coimbra e com quem foram viver e estudar.
Queres saber mais pormenores da história? Então, vai à biblioteca da Escola e toca a ler o livro!...
Trata-se de uma história de vida que pode acontecer a qualquer um de nós e é incrível como aquelas duas irmãs dão força uma à outra.
A mim, pessoalmente, o que mais me marcou, foi a maneira que Clara, a irmã mais velha, arranjou para minimizar a dor da irmã mais nova, Leonor, dizendo que sonhava com a mãe durante a noite e que a mesma lhe enviava recados, explicando o que devia fazer e como devia agir durante a vida.

(Pedro Marta, n.º 17, 7.º B)