Acedam à página em questão (clicar aqui) e verifiquem o reconhecimento que é dado à nossa biblioteca pelo trabalho feito durante este ano lectivo, no âmbito do projecto A Ler+.
É bom ver o nosso esforço reconhecido!
Depois de amanhã, comemoramos todos o Dia da Liberdade. Para assinalar tão importante data, o Bruno Fernandes do 6ºD fez uma recolha dos principais acontecimentos que mudaram a nossa História.
No início deste ano lectivo, publicámos um poema do Filipe Tápia do 10º ano. A qualidade dos seus versos é indesmentível e hoje aproveitamos para dar a conhecer mais uma das suas reflexões:
Já terão reparado que, na malinha exposta no nosso polivalente, está escrito um bonito poema, cujos versos foram criados pela D. Cristina da Secretaria.
A partir da imagem da capa da obra Recados da Mãe de Maria Teresa Maia Gonzalez, os alunos do 7º B redigiram nas aulas de Língua Portuguesa alguns textos pessoais, preocupando-se com a caracterização física e psicológica.
Fred
O Potche e a Neca
“ Olá, eu sou a Neca, e como sou muito bem-educada vou passar a apresentar-me. Tenho mais ou menos dois anos e não gosto de pensar em ficar velha. Sou muito elegante e tenho classe. Sou a gata da menina Cátia que, como eu, é muito vaidosa.
Eu só gosto de comida de lata e principalmente daquelas que têm pedaços de frango…hum, só de imaginar dá-me água na boca. Eu gostava muito de andar na rua, mas desde que um gato me rasgou a orelha numa bulha que tivemos, fiquei com medo. A minha dona mais velha (a mãe da Cátia) diz que sou chata. Embora não saiba o que significa esta palavra, tenho a certeza que é um adjectivo com bom sentido, pois eu ando sempre a miar atrás dela e ela vai repetindo esta palavra!
No outro dia, ela agrediu-me … é pena estar longe da polícia! Como eu estou inocente, vou-vos contar esta pequena história: estava ela a olhar muito atenta para a televisão, quando eu resolvi fazer umas macaquices para chamar a atenção, mas ela não olhou, voltei a repetir e nada. Até que me agarrei totalmente ao braço dela e não queria sair. Quando ela me começou a bater fracas pancadas na cabeça, larguei e fugi.
Mas estou para aqui a falar e ainda não contei como vim parar a esta casa, que é muito acolhedora. Era uma época em que não havia chuva. Fiquei um mês com a minha mãe e depois meteram-me dentro de um saco. Era dia da Criança e levaram-me para esta casa; com muito orgulho, digo que fui uma prenda para a Cátia.
A Cátia diz que eu só faço asneiras! Ainda ontem abri uma gaveta, tirei tudo para o chão e meti-me lá dentro a dormir. Isto não é nenhuma asneira, é a minha inteligência que é muito grande...!
Agora vou falar dos meus amigos. Tenho muitos conhecidos (cães, gatos etc…) e tive um melhor amigo, o Licas, que morreu ao comer alguma coisa que tinha veneno. Ele era muito brincalhão. Mas também tenho inimigos como a gata da vizinha que, quando vai para Lisboa, fica aos cuidados da avó da Cátia. Também não me dou muito bem com a cadela da Cátia, a Natacha, porque ela é vinte vezes maior que eu… mas pelo que ouvi dizer é muito meiguinha.
Pronto, já falei um bocado sobre a minha vida.
Eu queria agradecer à professora Ana Lúcia por toda a atenção que me está a dar ao ler este texto.
A minha dona, a Cátia, mandou pedir desculpa à sua cadela, a Natacha, por não lhe ter solicitado um texto sobre a sua vida, por falta de tempo. Mas agradece a sua compreensão e manda-lhe um beijinho. Até à próxima!”
“Olá meus amigos, vou contar-vos a minha história. Antes disso…ah, mas que maneiras as minhas, esqueci-me de me apresentar! Comecemos do princípio:
Olá meus amigos, eu sou o Potche e sou o cão mais novo da minha dona, a Cátia. Tenho mais ou menos quatro anos, que para mim já é muito tempo de vida.
Vou-vos falar da minha vida que já é muito longa… eu cheguei a casa dos avós da Cátia (a minha dona mais nova, como já disse) com apenas dois meses e nesse tempo era uma bolinha de pêlo muito fofinha. Tive uma sorte bestial porque os meus queridos donos iam passar férias no dia a seguir. Fomos todos num carro de baixa qualidade para a Tocha. Fui acampar pela primeira vez e gostei muito, mas só de pensar que me meti debaixo de um carro que deitava um líquido preto ao que os humanos chamam de óleo… nem me quero lembrar. Os avós da Cátia é que não acharam muita graça, mas como eu sou um bom cãozinho, perdoo-lhes!
Toda a gente que passava pela casinha de pano onde eu estava a acampar dizia umas “cenas” como:
- Oh que lindo cãozinho!
- Sim, que bolinha fofinha!
Quando viemos outra vez para a minha querida terrinha, comecei a crescer e agora sou um cão de tamanho médio. Comecei a criar laços com os outros animais da minha dona, com a gata Neca, a mandona da casa, e o gato, o Pantufa que, infelizmente morreu há uns meses e era o velhinho da casa. E com a Cadela…cadela? Aquilo é mais um monstro ao meu lado! Esse monstro feminino chama-se Natacha, a gigante de cá.
E agora cá estou a viver um dia de cada vez!
O que eu acho da Cátia é que é muito meiguinha, simpática, corajosa… aliás todos os adjectivos que conheço de bom sentido. Mas por vezes é muito teimosa e distraída.
Pelo que já vi, gosta muito de cantar e dançar. Também gosta de desenhar roupa (pois quer ser estilista).
Queria agradecer à professora de Português da Cátia, pois graças a ela vou ser famoso por dois minutos no mínimo! E assim termino a história da minha vida!”
(Cátia Rosa, nº5)
O gato da Andreia Oliveira
Estava eu triste, perdido na solidão, num Domingo à tarde, em casa de um senhor que vivia isolado em casa, quando a sua família resolveu ir visitá-lo.
Comecei a ouvir pessoas a falar e a entrar pela porta adentro, logo estragando aquele silêncio e aquela tranquilidade que lá se mantivera durante tanto tempo.
Foi então que reparei numa única pessoa, triste, no meio daquela rambóia toda. Era uma rapariga com cabelos cheios de canudos, muito longos, pretos e com olhos azuis, que logo reparou em mim. Ela foi ter ao cesto onde eu me encontrava e pegou em mim, fazendo-me festas ao longo do meu corpo. Nunca ninguém me tinha feito nada assim, eu reparei que estava a sentir algo forte por aquela rapariga e tanto me afeiçoei a ela que nunca mais a deixei.
Quando a visita acabou, os pais dela chamaram-na e ela pousou-me em cima do cesto almofadado e muito quentinho e logo perguntou ao seu tio se poderia levar-me com ela. O seu tio primeiro disse que não, mas começou a ver uma lágrima no canto do olho da sua sobrinha e acabou por dizer que sim.
A partir dali nunca mais nos separámos.
E hoje lhe agradeço por me ter tirado daquela solidão em que me encontrava.
(Andreia Marlene Páscoa Oliveira, nº3, 7ºA)
Olá, a minha dona Andreia (mais conhecida por Pikena, mas ela gosta mais de Pikena Henriques), já me falou de uma professora chamada Ana Lúcia, de Português. Ela disse-me que gosta muito dessa tal professora e também me disse que ela é “bué de fixe”.
Agora vem a parte mais interessante, a minha história. Então cá vai: depois de regarem as batatas, os meus donos (isto ainda em Góis), estavam para se vir embora, quando a minha dona mais velha se preparava para meter o sacho no chão e ao cair, este faz um barulho (”pock”).Ela tinha-me batido e, curiosa, pegou-me e viu que eu era uma tartaruga. A minha dona mais nova quis ficar comigo, e hoje cá estou eu, como podem ver. O meu nome é “Grandinha” porque eu sou grande por natureza.
(Andreia Henriques 7ºA Nº2)
Joca
O meu animal de estimação chamava-se Joca, tinha 7 anos e era um caniche.
A minha cadela veio viver cá para casa há cerca de 3 anos. Ela ainda era pequenina, muito tímida e portava-se muito bem.
Quando queria ir à rua, andava de um lado para o outro e não parava quieta, gostava muito de ossos e não gostava de outra coisa. A minha mãe tinha que andar sempre a comprar patas de galinha, para lhe fazer!
Gostava muito de tomar banho, e estava sempre muito quietinha. Não fazia as necessidades dentro de casa, só na rua.
Também adorava passear, não saía de perto de nós.
Eu gostava muito dela até que aconteceu uma coisa muito triste.
Eu, e o meu irmão andávamos a brincar com ela cá fora, até que ela começou a correr muito devagarinho, e de repente caiu. Eu fui logo ver, até o meu pai chegar e confirmar que ela tinha morrido.
Eu e o meu irmão ficámos muito abalados, chorámos muito, e até agora não temos mais animais de estimação com medo que aconteça alguma coisa como aconteceu à Joca.
(Mariana Santos, nº 17 )
Kika
Olá, eu chamo-me Kika e estou aqui hoje para falar um pouco sobre a minha vida com o Vitinho.
Tudo começou quando ele me foi buscar à minha antiga casa, que era a casa da Mariana Correia. Ele pegou em mim e meteu-me dentro de uma pequena, aliás, minúscula caixa, onde eu estive trancada durante 1 hora até chegar a casa dele (não me senti nada bem!). Mas, como era a primeira vez que estava com ele, fiz um enorme esforço para não o arranhar logo que ele me tirou lá de dentro. Tudo acabou por correr bem. Quando cheguei à casa dele, ele foi mostrar-me tudo, e mostrou-me também onde eu iria ficar (na casa de banho). Não me cheirou lá muito bem… calma, a casa de banho estava limpa! O que não me cheirou lá muito bem foi o facto de ter de lá ficar sozinha.
Então ele meteu lá tudo o que eu precisava: a caixinha com areia (muito sinceramente não percebi para que servia, mas mais tarde lá descobri), as tacinhas com a comida e com a água, uma caminha e um peluche muito fofinho com que eu me aquecia todas as noites.
No dia seguinte acordei muito cedo e ainda estavam todos a dormir, então decidi observar tudo com mais atenção. Foi então que me meti dentro do bidé por uma abertura que há por baixo, pareceu que aquele sítio me deu sono e voltei a adormecer. Quando ele acordou não sabia de mim (instalou-se o pânico!), mas como o vi tão aflito, miei para ele saber onde eu estava e foi então que ele foi em meu socorro (porque eu estava presa lá dentro). Ele lá me conseguiu tirar de e eu larguei a correr pelas escadas acima e escondi-me num sítio onde ninguém me pudesse ver, porque tinha medo que me metessem lá dentro outra vez.
Onde é que eu me fui esconder, perguntam-me vocês?
Claro, fui esconder-me em cima da cama dele, no meio dos bonecos…
Apesar do meu belíssimo esconderijo, ele encontrou-me, mas já não me meteu dentro da casa de banho outra vez, pelo contrário, durante o dia até me deixa dormir em cima da cama dele.
E pronto, esta é a história e o acontecimento mais “marcante” na minha vida!
(Vítor Simões, nº 22)
Zuri e Nero
Olá chamo-me Zuri! Sou um dos melhores amigos do André que é um dos meus donos. Tenho três: o mais velho de todos é o Júlio e depois é a Rosa! Tratam-me bem e isso é que interessa! Eu adoro-os e sei que o sentimento e mútuo da parte deles
A seguir vem a minha história, mas leiam com atenção porque entra amor e muita compaixão de ambas as partes!
Eu desde o início que sou um privilegiado! Quando me tiraram da minha mãe, eu estava no carro, e o André ao olhar para mim e para a minha mãe, soltou sem se aperceber uma lágrima que me caiu justamente na cabeça! Logo percebi que entre nós havia um carinho muito forte mas era só o começo do que sentimos um pelo outro! Somos como irmãos, como o sol é para a vida, ou seja, inseparáveis!
Mas como dizia eu… a lágrima dele caiu-me na cabeça e quando senti que ele estava triste, comecei a tentar brincar com ele e consegui arrancar um sorriso daquela boca… entretanto vínhamos a caminho da nossa casa e ele vinha agarrado a mim que nem uma lapa, como se estivéssemos colados um ao outro, e desde aí nunca mais nos largámos um do outro! Somos inseparáveis! Posso estar a ser repetitivo, mas a nossa relação é muito forte… Na manhã seguinte, lembro-me como se fosse hoje, estava eu a chorar de saudades da minha mãe que, infelizmente, já não se encontra entre nós em carne e osso, mas sim em pensamento e no coração dos que a mais amaram. Mas, continuando, estava eu a chorar e ele acordou com os meus latidos e mesmo de boxers veio em meu apelo, pegou em mim e deitou-me no colo dele. Ali, naquele momento, houve um choque que me tranquilizou, como se ele fosse uma espécie de mãe, mas em versão humana! Brincámos, e as gargalhadas eram tão fortes que rapidamente, as saudades desapareceram, como por magia! Desde aí que tenho acompanhado o crescimento dele. Estou aqui a lembrar-me dum jogo que costumamos fazer: ele faz-me as perguntas e estica as mãos e eu tenho de pôr a minha patinha na mão para dizer que concordo com a resposta que eu quero dar; são muito simples, é só sim ou não… Nós cá nos entendemos à nossa maneira e somos muito felizes como levamos a vida.
No ano passado não me deixou contente com as notas no final do ano porque ele chumbou… mas só lhe fez bem para ele abrir os olhos, para ver quem eram os verdadeiros amigos. A mãe bem o avisou, mas ele, como sempre, não quis crer no que ela lhe dizia, pois teve o resultado que teve e só lhe fez bem. A mãe e o pai coitados é que não mereciam! Mas agora ele está mudado e isso é que importa!!!
Em Fevereiro do ano passado chegou um invasor de territórios! O nome dele é Nero e, embora seja meu sobrinho, para mim continua a ser um invasor! Olha que coisa, agora tenho um estranho no meu território! Era o que me faltava! Para o Nero vir, o André prometeu tratar de nós e limpar os “presentes” que fizéssemos.
Mas não tem sido bem assim… de início tratava-nos, e até chegou a limpar alguma coisa, mas nada de muito significativo porque, pouco tempo depois, era a nossa dona, e às vezes durante o fim-de-semana, o nosso dono! Mas esse é a mesma coisa! A coitada da Rosinha é que tem de limpar! Não lhe chegava ter só os meus “presentes” para limpar como ainda os do porco do meu sobrinho!!!
(André Santos, nº 1)

A Mini
Vivo numa casinha azul clara, com bastantes pedrinhas e conchas (este estilo de sofá aquático deve ter sido um grande investimento). Tenho aquecimento central, serviço de quarto e ainda sistema de som.
Durante a leitura da obra O Rapaz de Bronze de Sophia de Mello Breyner Andresen, os alunos do 6º C e do 6º D descobriram que, tal como acontece na vida das pessoas, também há “Amores e Desamores” entre as flores. Quem diria?! Então resolveram “meter-se na pele”dessas flores e tentar esclarecer as coisas…
O Cata-Letras acabou de receber mais uma carta de Phileas Fogg. Neste momento, Fogg encontra-se já no extremo oriente e prepara-se para começar a sua travessia do Pacífico.