sexta-feira, 8 de maio de 2009

JOGOS FLORAIS


O Cata-Letras já recebeu os textos premiados da edição 2008/09 dos Jogos Florais (Língua Portuguesa, 2º ciclo). Hoje publicamos os premiados do 5º ano da prova de texto (a partir de um desenho) e, na próxima semana, daremos a conhecer os textos premiados do 6º ano.


5º ANO – 1º PRÉMIO

Uma tarde fantástica

Era uma vez uma rapariga chamada Rafaela que estava a acampar numa aldeia, ocupando o tempo livre a tocar viola.
De repente, viu passar um rapaz lindíssimo, de olhos azuis e cabelo castanho e ficou tão encantada com a beleza dele que até parou de tocar!
O rapaz olhou para ela e perguntou-lhe o que estava ali a fazer, por aqueles sítios e ela explicou-lhe, exactamente, que estava a fazer um acampamento, com colegas.
Então, ele, como era curioso, perguntou-lhe tudo sobre a vida dela e ela respondeu a todas as suas perguntas.
O rapaz falou também de si e da sua vida e disse-lhe que se chamava Zeca e foi logo a casa, buscar a sua viola para a acompanhar a tocar.
Mas, quando chegou, ela estava adormecida…
Entretanto, como o rapaz era simpático, acordou-a com um beijinho amoroso.
Quando ela deu conta desse beijo, ficou apaixonada por ele e tornaram-se namorados.
Para animar e celebrar este encontro, tocaram melodias de encantar, olhando sempre um para o outro.
Quando já não queriam tocar mais, foram saborear um belo gelado que comeram, sentados na relva.
No fim, foram passear ao pôr-do-sol e assim ficaram felizes e juntos para sempre.
(Gabriela Jorge – Nº 17 – 5º B)


5º ANO – 2º PRÉMIO

A Magia da Música

Era uma vez uma rapariga chamada Joana.
Ela vivia numa casa, com um grande e belo jardim.
A Joana tinha dezoito anos e era muito linda, com os seus cabelos ruivos, muito compridos.
Tinha também um ar bondoso e sensível.
O seu melhor amigo chamava-se Diogo.
Era um rapaz muito bonito e divertido e a Joana tinha uma grande paixão por ele.
Como ele sabia tocar guitarra muito bem, era sempre convidado para imensas festas.
Um dia, a Joana convidou, também, este amigo para ir a sua casa.
O Diogo, como sempre, levou a guitarra, mas ficou surpreendido, porque a Joana também tinha comprado uma e queria exactamente que ele a ensinasse a tocar!
Nessa tarde, pegaram numa manta grande e foram para o jardim, cada um com a sua guitarra.
Afinal, a Joana tinha imenso jeito para tocar, era afinada e aprendeu facilmente! O som era excelente!
Então, a partir daquela tarde, todos os dias iam para ali, tocar e cantar.
E a Joana e o Diogo começaram a namorar um com o outro, graças à música!
Viva a magia da música!
(Mariana Aleixo - Nº 22 – 5º B)


5º ANO – 3º PRÉMIO (ex aequo)

O reencontro

Estava uma tarde quente de Verão e o Rui estava aborrecido, fechado no quarto e já quase a dormir.
Decidiu, então, ir ao parque para reflectir e ver se via gente nova com quem dialogar.
Sentou-se na esplanada e esperou que o tempo passasse.
Entretanto, a Joana, uma rapariga ruiva, tinha acabado de chegar de Lisboa.
Não conhecia aquela terra, mas encontrou o hotel que procurava.
Quando chegou ao quarto, deitou-se na cama e disse:
- Estou estafada, mas também ainda com alguma genica para ir conhecer esta terra!
O primeiro sítio onde quis ir foi ao parque, pois tinha uma vista genial. Era fantástico!
Lá, ainda estava o Rui e, ao vê-la, disse para consigo:
- Eu conheço esta rapariga!
Decidiu, então, ir ter com ela para ver melhor a sua cara.
- Não acredito no que estou a ver! És a Joana, a minha colega da escola primária! - exclamou, espantado, o Rui.
- Rui! Não posso acreditar! És mesmo tu! – exclamou a Joana.
E os dois abraçaram-se com muita força.
Depois, falaram da sua vida e o Rui foi mostrar-lhe o resto da zona onde morava.
O Rui disse-lhe, então, para ela ir buscar a sua viola para irem até um sítio especial.
E, para grande surpresa de Joana, o Rui levou-a para um campo onde tocaram os dois e passaram o resto da tarde, muito felizes!
(Vanessa Lima –Nº 6 – 5º D)


5º ANO – 3º PRÉMIO (ex aequo)


A Vida de uma família

Era uma vez uma família muito feliz que vivia numa pequena casa de madeira, situada no campo.
Os pais tocavam viola, enquanto os seus filhos, o Jorge e a Paula, dançavam ao som da música.
Os anos passaram e o Jorge e a Paula também se interessaram muito por aprender a tocar viola.
Certo dia, um senhor muito rico quis comprar, para cultivo, aquele campo onde eles viviam. Mas, como teve pena deles, deixou livre a parte onde estava a casa.
Os pais ficaram muito sensibilizados e agradecidos com a atitude do senhor mas, como os tractores e as outras máquinas faziam muito barulho, e assim já não haveria sossego, preferiram ir parar outro lugar.
Então, foram procurar um sítio onde houvesse paz, sossego e alegria.
Procuraram por toda a parte, mas não havia por ali sítio nenhum onde pudessem ficar a viver e não tinham outra alternativa senão ir viver para a cidade.
Eles sabiam que lá a vida era muito agitada mas, sendo essa a única solução, fizeram as malas e partiram.
Quando lá chegaram, procuraram um apartamento para alugar e ficaram lá instalados, mas foi difícil adaptarem-se àquela agitação, barulho e confusão, mas a pouco e pouco habituaram-se, embora não gostassem…
Passou o tempo e a família envelheceu, mas sempre a adorar a música.
Certo dia, foram todos passear pela cidade e, quando estavam na beira da rua, para atravessar na passadeira, os pais, como eram já velhinhos e viam e ouviam mal, resolveram atravessar.
Entretanto, não tinham reparado num carro que ia a avançar. Ele travou mesmo a tempo de evitar o pior, mas o susto deles foi tão grande que morreram de ataque cardíaco.
Jorge e Paula ficaram muito tristes mas, infelizmente, estas coisas acontecem na vida…
Então, para se sentirem menos tristes e mais em casa, foram para junto do seu primo David que morava no campo. Lá, todas as tardes, iam tocar viola.
David estava sempre a elogiá-los por tocarem tão bem e, uma vez, até lhes disse que eles podiam formar um dueto.
Eles concordaram e resolveram fazer isso mesmo: formaram o dueto “Os Irmãos da Viola” que veio a fazer grande sucesso.
(João Amaral – Nº 9 - 5º D)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

TEXTOS COLECTIVOS

Tal como prometido, aqui ficam mais dois textos enviados pelas turmas do 6º ano. Desta vez, são trabalhos colectivos e, portanto, lotados de imaginação. O primeiro foi escrito por vários alunos do 6º D e o segundo tem a singularidade de ter sido feito por mãe e filha (aluna do 6º C).

Os dez aventureiros

Era uma vez dez amigos muito aventureiros: André, Bruno, David, Fábio, Gonçalo, Ivo, Jéssica, Lisandra, Maria Catarina e Ruben.
Um dia de madrugada, decidiram viajar para uma ilha desconhecida. À chegada, descobriram logo um labirinto com minas. Pouco depois, o André deparou-se com um dragão de duas cabeças; a Jéssica deu um pulo ao ver paus que se enrolavam e transformavam em serpentes e o Gonçalo, cheio de sorte, encontrou um gorila a distribuir chocolates!
O André, corajoso como era, enfrentou o dragão, separando-lhe as cabeças, cada uma para seu lado.
A Jéssica, ao ver as serpentes, tirou a flauta da sua mochila, começou a tocar uma bela melodia e logo as serpentes começaram a dançar a dança do ventre.
Entretanto, a Lisandra e a Maria Catarina juntaram-se às serpentes e era vê-las a dançar, também!
De repente, aparece o Gonçalo com o gorila que, amavelmente, continuava a distribuir chocolates enormes.
Mas o que os nossos aventureiros não sabiam era que os chocolates os iam hipnotizar!
E logo que ficaram quietinhos e a obedecer a tudo o que o gorila lhes mandava fazer, limparam toda a ilha e o labirinto!
Entretanto, o Bruno, o Fábio, o Ivo e o Ruben que, às escondidas, tinham deitado fora os seus chocolates, conseguiram vir em auxílio dos seus amigos e dominar o gorila que levaram com eles, para uma nova aventura, sabe-se lá onde!
(André;Bruno;David;Fábio;Gonçalo;Ivo;Jéssica;Lisandra;Catarina e Ruben -6º D)



Um menino que se tornou príncipe (texto escrito a duas mãos - mãe e filha)

Era uma vez um menino que vivia num palácio rodeado de árvores e de belos jardins com flores. Parecia um paraíso!
Este menino chamava-se Adão e o seu nome foi escolhido pelos seus pais que, entretanto, foram assassinados por ladrões que assaltaram o palácio.
O menino vivia com a única tia que tinha, mas que era muito má e egoísta, para ele.
Ao contrário dela, ele era muito bondoso, amigo das pessoas e gostava de ajudar os pobres e os velhinhos.
Mas, sempre que ela sabia, castigava-o, pois não concordava com ele.
Certo dia, ela foi precisamente encontrá-lo a dar pão e dinheiro a uma velhinha que por ali passava todos os dias, à mesma hora, e ele foi fechado durante dois dias e, por isso, não aparecia e a velhinha ficou muito triste porque não conseguiu matar a fome.
Até que, passado esse tempo, e com a ajuda de um guarda seu amigo, o menino fugiu e foi, à mesma, dar comida à velhinha que lhe perguntou por que razão chorava.
Então ele explicou-lhe que era muito rico, mas que vivia com essa sua tia muito má que não queria que ele ajudasse as pessoas necessitadas.
Foi, então, que um dia aconteceu uma coisa espantosa: uma lágrima do menino caiu nas mãos da velhinha e, de imediato, esta se transformou numa fada boa, ao mesmo tempo que a tia má se transformou numa rã que foi cair no lago do jardim do palácio.
Ao mesmo tempo, o menino recebeu, de novo, o seu título de príncipe, cresceu e veio a casar com a fada boa, sendo felizes para sempre, pois ambos gostavam de ajudar quem precisava.
Quanto à tia, agora rã, apaixonou-se pelo sapo mais feio lá do jardim e já tiveram pelo menos mil e um sapinhos, todos muito feios, mas que os principezinhos, filhos do casal, adoram ver a chapinhar na água do lago!
(Rosa Rodrigues, mãe; Rafaela Rodrigues, filha, 6ºC)

terça-feira, 5 de maio de 2009

DIA DA EUROPA

É já a 9 de Maio que se assinala o Dia da Europa. O Cata-Letras, para não deixar passar em branco tão importante data, aproveita para publicar uma lenda grega sobre o aparecimento do nosso continente.


A Princesa Europa

Europa era uma linda princesa fenícia. Como ainda não chegara à idade de casar, vivia com os pais num magnífico palácio e tinha por hábito dar longos passeios com as amigas nos prados e nos bosques. Certo dia quando apanhava flores junto à foz de um rio foi avistada por Zeus (o deus supremo) que se debruçava lá do Olimpo observando os mortais. Fascinado com tanta formosura, decidiu raptá-la. Para evitar a fúria da sua ciumenta mulher, quis disfarçar-se. Nada mais fácil para quem tem poderes sobrenaturais! Tomou a forma de um touro. Um belo touro castanho com um círculo prateado a enfeitar a testa. Desceu então ao prado e deitou-se aos pés da Europa. Ela ficou encantada por ver ali um animal tão manso, de pelo sedoso e olhar meigo. Primeiro afagou-o, depois sentou-se-lhe no dorso e... o touro disparou de imediato a voar por cima do oceano. A pobre princesa ficou assustadíssima. Mas não tardou a perceber que o raptor só podia ser um deus disfarçado, pois entre as ondas emergiam peixes, tritões e sereias a acenar-lhes. Até Posídon apareceu agitando o seu tridente.


Muito chorosa, Europa implorou que não a abandonasse num lugar ermo. Zeus consolou-a, mostrou-se carinhoso, prometeu levá-la para um sítio lindo que ele conhecia fora da Ásia. Prometeu e cumpriu. Instalaram-se na ilha de Creta e tiveram três filhos que vieram a ser famosos. E o nome da princesa é que ficou famosíssimo!


(Lenda Grega)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Cata-Letras não se cansa de agradecer a profusa contribuição das turmas C e D do 6º ano, cujos trabalhos tanto têm enriquecido o nosso espaço. Desta vez damos a conhecer os textos da Helena Duarte, do David Silva e do José Silva. Mas prometemos que, já na próxima semana, publicaremos outros tantos.


O Sol e as Nuvens

Num dia de Primavera, andava o Sol, nos seus passeios e, de tão contente que estava, ia cantarolando:

«O Sol é quente, bonito e ardente!»
«O Sol é quente, bonito e ardente!»

Todos os dias cantarolava isto, mas só quando saía porque, quando estava na cama, o Sol não gostava de cantar…
Os dias de Verão que tinham chegado, entretanto, faziam-no muito feliz, pois mostrava-se durante muitas horas, sempre a sorrir.
Mas, como era muito amarelinho e brilhante, não gostava nada do Outono e muito menos do Inverno, tudo isto porque, quase todos os dias, se cruzava com umas nuvens feias que troçavam dele e diziam:

«Pareces uma omeleta!»
«Pareces uma omeleta!»

Então, um dia, o Sol, farto de as ouvir, decidiu mesmo não aparecer e, assim, tudo se tornou cinzento, tristonho e cheio daquelas nuvens.
Mas aconteceu pior: como não havia a luz do Sol, parecia quase sempre que era de noite.
As pessoas olhavam para cima e perguntavam por que razão o dia parecia a noite.
No entanto, não acreditaram muito quando um rapaz, que se chamava Céu, lhes disse que ia ver o que se passava lá mais para cima…
E lá foi subindo, subindo, subindo pelos raios fortes da Lua e foi mesmo ver o que estava a acontecer.
Quando chegou bem lá acima, viu, então, uma casinha fortemente iluminada e, sem, hesitar, entrou.
- Olá, Sol! Por que razão estás aqui, escondido? - perguntou-lhe.
- Sabes? As nuvens troçaram tanto de mim por eu ser amarelo que decidi não aparecer pelo menos por uns tempos…
- Mas tens que aparecer! Já viste que estás a fazer o que elas querem?! – respondeu-lhe o Céu.
- Tens razão! – exclamou o Sol. – Afinal, eu sou o Astro-rei! Vai voltar a haver Sol, muito brevemente! Deixa só passar estes diazitos de Inverno e as nuvens vão ver o que lhes vai acontecer! Vão mesmo ter de emigrar!
E o Sol coroou o Céu e, assim, tudo o que nós vemos: Sol, Lua, Estrelas, Planetas, Cometas, Nuvens…está tudo lá!
E tudo, mas mesmo tudo, afinal, lá é preciso!
(Helena Duarte – Nº10 – 6º)


O Casamento de um Príncipe

Era uma vez um príncipe muito formoso e todas as raparigas do seu reino o adoravam.
Este príncipe chamava-se David, era muito valente e manejava muito bem a sua espada.
Cerca de três anos antes, tinha havido uma grande guerra, na qual o príncipe David também participara e foi aí que começou a manejar uma espada enorme e a tornar-se o maior guerreiro do seu reino.
Um dia, o rei, pai de David, achou que era altura de o filho se casar. Para escolher a noiva, convidou todas as princesas dos reinos próximos a vir ao seu castelo, para ver qual seria a mais bonita e carinhosa que se apresentava! Mas não era fácil!
Por fim, lá se encontrou a princesa ideal, muito linda e bondosa, de cabelos loiros como o sol e olhos azuis como o céu.
Quando David viu esta princesa, disse logo que queria casar com ela mas, primeiro de tudo, quis saber o seu nome.
Então, ela respondeu, suavemente:
- Clara, o meu nome é Clara.
Depois de tudo combinado, começaram logo a fazer os convites para as pessoas importantes virem ao casamento.
O dia da grande festa foi brilhante! Todos os familiares e convidados participaram na cerimónia e, de seguida, seguiram para o castelo onde comeram, beberam, conversaram e dançaram, sempre muito divertidos!
Depois do casamento, David e Clara ficaram a viver numa bela e luxuosa ala do mesmo castelo.
Passou-se um ano e o rei anunciou que, como se sentia velho e fraco, o príncipe David iria ocupar o seu lugar.
E desde que o príncipe se tornou rei, teve mais responsabilidades e começou a dar muitas ajudas a quem mais precisava.
Com a sua mulher, distribuía comida, bebida, roupas, dinheiro e até alojamento, a quem o não tivesse.
Entretanto, nasceu um principezinho e, depois, uma princesinha e, todos juntos, viveram com felicidade e amor, para sempre.
(David Silva – Nº 10 - 6ºC)


O Macaco

Era uma vez um menino que gostava muito de macacos.
Um dia, ele pediu à mãe que lhe comprasse um.
Ela disse que o podia comprar, mas que ele teria, depois, de tomar conta dele.
Ele ficou muito contente e foi ao Jardim Zoológico pedir um macaco e o responsável entregou-lhe um macaco bebé fofo e muito bonito.
Seguiram para casa do menino e foram logo jogar e brincar os dois, no jardim.
A mãe disse-lhes para virem comer e logo era a comida favorita do menino e do macaco: fruta, especialmente bananas.
Mais tarde, mudaram de país e foram viver para a Escócia e os dois, o menino e o macaco, tornaram-se amigos inseparáveis e viveram felizes para sempre.
(José Silva – Nº 15 – 6º D)

terça-feira, 28 de abril de 2009

NOVA CARTA DE PHILEAS FOGG

Há mais de um mês que não tínhamos notícias de Phileas Fogg, ao ponto de aqui na Escola nos interrogarmos sobre o sucesso da sua viagem à volta do mundo.

Mas eis que, finalmente, recebemos novas da sua aventura que, pelos vistos, se encaminha para um final feliz:


Caros amigos

Já me encontro em terras americanas e, no momento em que vos escrevo, encontro-me em Nova Iorque onde me preparo para embarcar com
a Sr.ª Auda e o meu criado Passepartout rumo à Europa.

Espero chegar a Poiares, perdão a "Londres" no dia 30, pelas 14 h. Como sabem, esperam por mim os senhores Ralph e Stuart no Polivalente, perdão, no Reform Club.

Estou ansioso por chegar e tenho muitas surpresas para todos!

Abraços do vosso amigo de sempre

Phileas Fogg

TRABALHO RECONHECIDO!

A página da Rede de Bibliotecas Escolares publicou recentemente um artigo que descreve detalhadamente o programa Moche à Leitura desenvolvido pela nossa escola.

Acedam à página em questão (clicar aqui) e verifiquem o reconhecimento que é dado à nossa biblioteca pelo trabalho feito durante este ano lectivo, no âmbito do projecto A Ler+.

É bom ver o nosso esforço reconhecido!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

LIBERDADE

Depois de amanhã, comemoramos todos o Dia da Liberdade. Para assinalar tão importante data, o Bruno Fernandes do 6ºD fez uma recolha dos principais acontecimentos que mudaram a nossa História.


25 de Abril de 1974 – O Fim da Ditadura

Nesta época, o descontentamento da população portuguesa era cada vez maior, não só devido à falta de liberdade e ao aumento do custo de vida, mas também à guerra colonial onde muitos jovens continuavam a morrer, todos os dias.
A guerra colonial era também muito mal vista por grande parte dos outros países que defendiam o direito à independência dos povos africanos, o que levava a fortes críticas ao governo português.
Em 1974, o Movimento das Forças Armadas, (MFA) constituído por um grupo de militares, decidiu pôr fim à ditadura existente, através de um golpe militar, planeado secretamente, durante meses.
No dia 25 de Abril de 1974, o país foi informado, no princípio da madrugada, através do Rádio Clube Português, de que as Forças Armadas Portuguesas tinham dado início a um movimento contra o regime que, então, governava.
Mais tarde, um novo comunicado informava que o movimento tinha como objectivo a libertação do país do regime que o oprimia desde o golpe de estado de 28 de Maio de 1926.
As Forças Armadas pretendiam também pôr fim às guerras com a Guiné, Angola e Moçambique.
As forças militares revolucionárias ocuparam, no princípio da madrugada do dia 25 de Abril, os estúdios da Emissora Nacional. Foram igualmente ocupados os estúdios da Radiotelevisão Portuguesa e os do Rádio Clube Português.
A população de Lisboa saiu à rua, em plena baixa, no meio de um enorme entusiasmo.
Em pouco mais de doze horas, os militares passaram, também, a dominar pontos importantes noutras cidades principais do país, não encontrando praticamente resistência.
Marcelo Caetano, (o primeiro ministro de então), que se tinha refugiado no Quartel do Carmo, em Lisboa, impôs como condição para se render, a presença de um oficial superior.
Rendeu-se, assim, ao General António de Spínola.
Para o êxito do MFA muito contribuíram os populares que saíram à rua, com grande entusiasmo, para apoiar os militares.
Forneceram informações sobre os movimentos das forças que se mantinham fiéis ao Estado Novo, aplaudiam os militares e distribuíam cravos vermelhos às pessoas, pelas ruas.
A revolução do 25 de Abril de 1974 quase não provocou vítimas.
A presença dos populares foi muito importante para evitar que se verificassem combates!


Bruno Fernandes – Nº 4 – 6º D

terça-feira, 21 de abril de 2009

A BICHARADA DO 6ºD

A professora Helena Lima enviou-nos, ainda durante o segundo período, um conjunto de textos realizados pelos seus alunos, que contamos ir publicando durante as próximas semanas. Para já, aqui ficam quatro formas de olhar para os nossos animais de estimação.

O meu “hamster”

Num dia de manhã, estava a preparar-me para ir a casa da minha prima buscar um “hamster”, para ser o meu animal de estimação. Estava mesmo ansioso, porque sabia que ainda tinha de fazer alguns quilómetros, pois ela mora em Coimbra.
Assim que cheguei a casa dela, mal a cumprimentei e fui logo, logo a correr, para ver o meu novo amigo.
A minha prima teve de me explicar como é que eu devia cuidar dele, pois eu nunca tinha tido nenhum animal daqueles.
Depois, ela disse-me que, durante a noite, ele ia fazer muito barulho a andar na roda e que eu tinha de me habituar.
No resto do tempo que estive em casa da minha prima, brinquei com os meus primos e, ao fim da tarde, regressei a casa com o “hamster” na gaiola.
Quem não gostou lá muito da ideia foi o meu pai, pois ele fazia cá um barulho na sala!
Mas foi um dia feliz para mim por ter o meu primeiro “hamster” que é um bicho simpático, de olhos vivos e muito veloz na sua roda!
(André Silva –Nº 1 – 6º D)


A minha amiguinha “Boneca”

Houve um dia em que eu fui dar um passeio com a minha cadela “Boneca”. Ela é de raça “Chihuahua”, é muito bonita, tem pêlo meio aloirado e umas orelhinhas muito engraçadas.
Eu costumo partilhar os meus segredos, bons ou maus, com ela, quando estamos sozinhas, e conto-lhe também as minhas alegrias e tristezas.
Gosto muito dela, porque ela é muito querida, faz-me muita companhia e parece perceber tudo o que eu lhe digo.
Naquele dia, o nosso passeio foi até ao campo e fizemos um piquenique, debaixo de uma árvore e ela, depois de comer no seu “caco”, fartou-se de brincar e de pular.
Foi um belo passeio, um delicioso piquenique e um óptimo divertimento, para nós as duas.
Por isso, deixo aqui um conselho: Nunca abandonem os vossos amiguinhos animais de estimação!
(Bruna Rosa – Nº 3 - 6º D)


A minha cadela Iara

Eu tinha uma cadela chamada Margarida, da raça “Bichon Maltês”. Eu gostava muito dela, mas houve um dia em que ela andava a brincar ao pé do portão da minha casa e veio um carro donde saiu uma pessoa que a agarrou e a levou e eu nunca mais a vi.
Para compensar, e porque viu que eu estava muito triste, a minha mãe comprou-me outra igual, da mesma raça, e a que demos o nome de Iara.
Quando esta cadela veio para minha casa, era ainda muito pequenina e estava um pouco doente e tivemos logo de a levar ao veterinário que nos disse que ela tinha um problema na faringe que só passava com a idade.
Cheguei a casa e como ela não tinha ainda cama, eu peguei numa caixa grande e fiz-lhe uma porta e duas pequenas janelas e pus lá dentro uns cobertores fofinhos e ela, quando viu a sua cama nova, foi logo lá para dentro e adormeceu.
Entretanto, ela cresceu saudável e, tal como acontece comigo, todos os Natais há também uma prendinha para ela!
Eu adoro a sua companhia e ela é meiga e muito linda, com o seu pêlo branco até ao chão!
(Inês Santos – Nº 12 – 6º D)


O meu canário

Eu tenho um animal de estimação que é um lindo canário que canta tão bem que até dá gosto escutá-lo!
Mas, uma vez, enquanto eu estava a tratar dos meus pássaros, ele foi o último a ser tratado e, quando eu estava a retirar o recipiente da água para o lavar, ele fugiu e eu fiquei mesmo atrapalhado e desgostoso, pensando que o ia perder para sempre; só que ele, afinal, não tinha fugido para muito longe e eu lá consegui apanhá-lo, com alguma facilidade.
Entretanto, sem querer, voltei a deixá-lo escapar mas, para meu espanto, ele não fugiu de ao pé de mim e deixou-se apanhar de novo e meter na gaiola.
É mesmo fofo, o meu canário amarelo!
(Gonçalo Gonçalves –Nº 9 -6º D)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

SHADOW

No início deste ano lectivo, publicámos um poema do Filipe Tápia do 10º ano. A qualidade dos seus versos é indesmentível e hoje aproveitamos para dar a conhecer mais uma das suas reflexões:

Shadow

O Mundo fora da minha mente.
Pronto a explodir em pureza,
Para preencher buracos de tristeza.
Uma corrente que não pára, com raios de luz.

Emoções ligadas a mentiras passadas.
Encontrei uma chama nas cinzas.
Atiçadas, estas novas margens ardem.
Sombra, minha querida sombra, para ti não olho mais.

Outro amanhecer falha.
Preciso de ser relembrado?
Uma visão da minha casa segura,
Um caminho, para esconder toda a raiva.


Filipe Tápia, 10º ano

terça-feira, 14 de abril de 2009

OS LIVROS SÃO INCRÍVEIS

De regresso, após uma curta paragem, o Cata-Letras aproveita para sugerir dois fantásticos vídeos, que nos mostram como os livros podem ser aliciantes e inebriantes, transportando-nos por experiências inesquecíveis. Ora vejam:

quinta-feira, 26 de março de 2009

OBRIGADO!

Tendo em conta o aumento das visitas diárias que o nosso blog tem registado, queremos agradecer o vosso reconhecimento pelo nosso trabalho e, sobretudo, o esforço de alunos, professores e demais membros da nossa comunidade educativa que, com os seus contributos, têm mantido uma constante qualidade dos trabalhos publicados.

Entretanto, recordamos que continua a decorrer o concurso A Minha Volta ao Mundo. Para tomarem nota do regulamento, publicado no mês passado, cliquem aqui.

SER CRIANÇA É...

Já terão reparado que, na malinha exposta no nosso polivalente, está escrito um bonito poema, cujos versos foram criados pela D. Cristina da Secretaria.

O Cata-Letras, obviamente, faz questão de publicá-lo, para que chegue o mais longe possível.

Criança

Criança é ser grande…
Criança é ter Poder…
Ser criança é o Luar…
Luar é Liberdade.
Luar é Tolerância.
Luar é toda uma Luz…
Luz é Solidariedade.
Luz é Paz.
Sol é Luz…
Luz é toda uma Vida…
A Vida é uma Criança…
A Criança é o Sol de toda uma Vida.

Cristina Dias

terça-feira, 24 de março de 2009

Na sequência da profícua colaboração dos alunos do 6º ano com o Cata-Letras, apresentamos mais três belíssimos textos realizados nas aulas de Língua Portuguesa. E muitos mais aguardam oportunidade de publicação!

A velha mendiga árabe

A velha mendiga árabe passava os dias com a sua neta, Zora. Sempre que podia, contava-lhe histórias da sua vida e a neta gostava muito de a ouvir.
Mas estava a chegar a altura de uma grande festa árabe e a velha andava muito triste e, então, Zora teve uma ideia: foi contar à sua mãe o que pensava fazer e as duas andaram algumas semanas à procura dos filhos da velha mendiga que bem cedo a tinham abandonado.
Quando finalmente os encontraram todos, disseram-lhes que eles deviam ir todos visitar a sua mãe, durante a festa, como surpresa, pois todos a tinham abandonado, sem piedade.
Então, a primeira coisa que Zora fez foi levar a avó para casa da sua mãe para, entretanto, poder arranjar e enfeitar devidamente a casa da velha.
Depois, tiveram de fazer bastante comida, preparar algumas bebidas e convidar músicos para que houvesse mais alegria.
E, finalmente, chegou o grande dia!
Todos os familiares estavam já na casa da velha e apenas faltava ela própria.
Zora foi então buscar a avó, pôs-lhe um lenço na cara e, quando chegaram a casa, ela tirou o lenço e os filhos abraçaram-na e apresentaram-lhe os outros netos.
E, ali, todos sentiram uma grande vergonha por terem, anteriormente, abandonado a mãe, prometendo nunca mais se afastarem dela, só porque já estava muito velhinha e não podia fazer quase nada.
E esta avó viveu mais feliz, a partir daquela ideia da sua neta Zora.
(David Silva - Nº10 – 6º C)



Eu sou rica

Eu vivo numa aldeia, perto de Coimbra e sou muito rica. Comprei uma empresa de férias e agora tenho mais de cem iguais, espalhadas pelo mundo inteiro.
Tenho uma casa enorme, com dez quartos, sete casas de banho, duas cozinhas, um jardim enorme, uma piscina gigante que, ao lado, tem um mini-bar, uma garagem com dez carros, três barcos e dois aviões. Tenho um luxuoso “Spa”, uma discoteca, salas de videojogos e “home cinema”, um outro bar com “ bowling” e “ snooker”, campos de ténis, de “badminton” e de muitos outros desportos. Possuo, igualmente, uma enorme biblioteca onde eu trabalho nas minhas investigações, pois sou médica cirurgiã.
Conheço praticamente o mundo inteiro: Europa, onde visitei todo o nosso Portugal, incluindo as ilhas da Madeira e dos Açores, a Escócia, a Rússia, a França, a Inglaterra, a Espanha e as suas Ilhas Canárias, a Dinamarca, a Grécia, a Alemanha e o Luxemburgo. Também já fui à África, visitar o Egipto; à Ásia, visitar o Japão, a China e a Índia; às Américas do Norte e do Sul: Estados Unidos, Jamaica, toda a zona das Caraíbas e o quentinho Brasil e o gelado Alasca! Agora, ainda me falta, por exemplo, a Austrália…
Como podem ver, com tanta viagem, tanto desporto e tocando ainda vários instrumentos musicais, eu apenas trabalho nos meus tempos livres!
Pois é, ser rico é assim: trabalhar nos tempos livres que sobram do lazer!
(Maria Pedroso – Nº 21 – 6º C)



A Missão de um Palhaço

Era uma vez um palhaço chamado Artur. Era alto, magro, desajeitado, de cabelo cor-de-laranja, mas gostava de ajudar toda a gente e, muito especialmente, as crianças.
Então, um dia, pensou que o melhor que poderia fazer era oferecer-se para pertencer ao grupo “Missão Sorriso”!
E assim aconteceu! Agora vai sempre, uma vez por semana, animar as crianças que o adoram e, junto dele, esquecem muitos dos seus problemas!
Obrigado, Palhaço Artur e parabéns! A Solidariedade é um dos mais belos sentimentos!
(Ana Teixeira, nº 2; Inês Filipa, nº14 e Luís Lima, nº 19 – 6º C)

segunda-feira, 23 de março de 2009

RECADOS DA MÃE

A partir da imagem da capa da obra Recados da Mãe de Maria Teresa Maia Gonzalez, os alunos do 7º B redigiram nas aulas de Língua Portuguesa alguns textos pessoais, preocupando-se com a caracterização física e psicológica.

O Cata-Letras aproveita para agradecer, mais uma vez, a estreita e fértil colaboração dos alunos da turma e da sua professora de Língua Portuguesa com o nosso blog.

Era uma vez uma rapariga chamada Carla. Ela tinha cabelos louros, olhos castanhos, era alta para a idade dela, tinha braços magros e mãos macias. Vestia normalmente camisola e calças e usava sempre sapatilhas pretas. Ela era muito gulosa, teimosa, curiosa, alegre, brincalhona e preguiçosa.
Um dia, a mãe de Carla pediu-lhe para ir à padaria em dela, porque estava doente. Carla foi e, quando voltava para casa, viu uma loja de gomas e decidiu entrar. Quando entrou, ficou espantada com a variedade de guloseimas que havia. Carla deu uma volta pela loja e depois foi para casa.
No dia seguinte, a mãe ficou pior e pediu à filha que fosse buscar medicamentos à farmácia. Ela foi, mas guardou algum dinheiro para ela e foi à tal loja de gomas. Comprou bastantes gomas e comeu-as todas antes de chegar a casa.
À hora de jantar, quando a mãe a chamou para ir comer, ela recusou. A mãe estranhou, pois ela costumava ter sempre fome àquela hora.
Passou uma semana e a Carla tinha poupado bastante dinheiro para ir à loja das gomas.
Depois das aulas, a Carla foi para a loja das gomas e comeu tantas que deve ter engordado um quilo.
Outra vez à hora de jantar, a mãe chamou-a para comer, mas ela recusou. A mãe disse para ela descer e perguntou-lhe:
- O que se passa?
- Nada – respondeu a Carla.
- Então por que é que não queres jantar?
- Não tenho fome, só isso.
A Carla virou-se e começou a subir as escadas, mas a mãe reparou que ela tinha um saco de gomas no bolso e perguntou-lhe:
- O que é isso que tens no bolso?
Ela corou e contou tudo à mãe. A mãe percebeu e apenas lhe deu um ralhete.
(Gonçalo Guedes, n.º 7, 7.ºB)

Era uma vez uma menina, chamada Matilde, que tinha sete anos e vivia com os pais numa aldeia, perto de uma cidade. Matilde era muito calma e simpática e adorava animais. Era pequenina, tinha cabelos compridos e ruivos, olhos verdes, esbugalhados. Era sempre muito alegre e estava sempre a sorrir.
Matilde era filha única, até ao dia em que os seus pais decidiram adoptar uma menina bebé. Ela chamava-se Iara. Iara ainda não sabia andar muito bem. Então, agarrava-se a tudo e partia muita coisa.
Matilde gostava muito da nova irmã, até porque a aldeia era muito pequenina e não havia mais crianças. Mas, depois, começou a sentir-se excluída, pois os pais deixaram de lhe dar atenção, por causa da irmã. Matilde começou a pensar que já não gostavam dela.
Como na aldeia não havia lojas nem supermercados, a mãe de Matilde pedia-lhe para ela ir à cidade, às compras.
A mãe dizia-lhe quase sempre que era preciso comprar leite para Iara.
Até que um dia a mãe disse-lhe:
- Vai à cidade comprar leite para a tua irmã!
Matilde, sem refilar, respondeu:
- Está bem. Até logo.
E saiu de casa, furiosa por ter de ir comprar leite para Iara e pensando:
- Matilde para aqui, Matilde para ali. Sempre que for preciso ir comprar leite para a Iara, é a Matilde. Mas a Iara é que recebe a atenção, ela é que é a filha mais bonita.
E depois gritou:
- Ela nem sequer é filha deles!!
Matilde pensou e decidiu que uma vez na vida, não ia fazer o recado que a mãe lhe tinha mandado fazer. Fartou-se de não receber atenção nenhuma.
A mãe dava-lhe sempre dinheiro contado para o leite, nunca a deixava comprar alguma coisa para ela.
Então, Matilde chegou à loja e o dono ao vê-la, perguntou-lhe:
- Então, são três caixas de leite?
- Não! – disse ela, enraivecida – Quero dois pacotes de batatas fritas, aquela saia ali, dois pacotes de pastilhas, três chocolates…
Depois de pagar, veio-se embora, mas não foi para casa.
Como ainda lhe sobrava dinheiro, foi a um clube de jogos e ficou lá três horas.
A mãe queria-a às quatro horas em casa, mas onde é que elas já iam…
Foi então que uma senhora que era psicóloga a ficou a observar, até que foi falar com ela. Fez-lhe algumas perguntas, como “de onde és?”, “como te chamas?”, “o que se passa?”, “estás sozinha?”…
Matilde respondeu a tudo e, então, a psicóloga percebeu o que se passava.
Foi levá-la a casa e …
(Joana Eloy, n.º 9, 7.ºB)



Era uma vez uma rapariga chamada Ana. Ela tinha dez anos e vivia com a mãe numa pequena vila, no Norte de Portugal.
Ana era uma menina bonita, com os cabelos loiros e compridos, uns olhos brilhantes como as estrelas e uma cara alegre, com lábios finos. Tinha umas pernas elegantes, que salientava com umas sandálias amarelas.
Um dia, a mãe mandou-a comprar maçãs. Preguiçosa que era, não queria ir, mas como era boa pessoa, a mãe convenceu-a a cumprir o recado.
Quando chegou à mercearia, estava lá um rapaz que ela achava giro. Como era envergonhada, não teve coragem para entrar.
De repente, o rapaz meteu conversa. Ela, corada, achou a conversa divinal. No entanto, ao olhar para o relógio, viu que já era tarde e ficou aflita. Comprou as maçãs e foi a correr para casa.
Ao chegar, a mãe deu-lhe tamanho ralhete que ela ficou amuada, mas contou a verdade à mãe. Esta, no fundo, achou graça e não a pôs de castigo.
(João Baptista, n.º 10, 7.ºB)



Era uma vez uma menina que adorava futebol.
Essa menina tinha os olhos castanhos muito escuros, o cabelo dela era curto, como o de um rapaz, e era castanho. Os lábios eram finos (cheios de cieiro no Inverno), as orelhas pequenas, as mãos tinham dedos compridos e finos, o pescoço era baixo e elegante, a boca sorridente, o nariz curto e bem feito, os braços compridos e magros e as pernas longas e magras.
Ela andava sempre de calças, t-shirts e sapatilhas, e era bondosa, alegre, simpática e amiga. Tinha a voz grossa e era endiabrada, em casa, mas envergonhada na rua (excepto quando estava a jogar futebol).
A mãe deixava-lhe sempre um bilhete com qualquer coisa para fazer: ou para ir à mercearia, ou para ir ao café. Mas ela, antes de ir fazer os favores à mãe, ia sempre jogar futebol.
Até que um dia chegou a casa e viu um bilhete da mãe a dizer que não ia estar em casa todo o dia e que só chegava por volta das nove horas da noite, pelo que ela tinha de ir fazer as compras da semana.
E a Maria, a tal menina, foi. Quando viu que os amigos iam jogar futebol, ainda tentou resistir… Porém, no momento em que ia mesmo a chegar ao supermercado, não resistiu e foi jogar futebol.
Eram nove horas e ela continuava a jogar com os amigos e nunca mais se lembrou da mãe.
A mãe chegou a casa e não a viu, telefonou-lhe, mas ela não atendeu. Chamou logo a polícia e a polícia de imediato encontrou a Maria.
Já em casa, ouviu um raspanete, levou uma estalada e a mãe disse que ela estava proibida de jogar futebol. Dizer isto à Maria era como quem a matava…
Passaram semanas e semanas e a Maria lá conseguiu convencer a mãe a deixá-la jogar futebol.
E assim a mãe passou a estar mais tempo em casa, deixando que a filha jogasse mais.
(Maria Gonçalves, n.º 15, 7.º B)

quinta-feira, 19 de março de 2009

OS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO DOS ALUNOS DO 7ºA - PARTE II

Tal como prometido, publicamos hoje os restantes textos do 7º A, realizados no âmbito da leitura do livro Sempre do Teu Lado, de Maria Teresa Maia Gonzalez:

Nóia

Vou começar por me apresentar: chamo-me Nóia, tenho cerca de sete anos humanos (em vida de cão, um ano humano corresponde a sete anos de cão!) mas já tenho mais ou menos quarenta e nove anos (de cão).
Vou falar-vos da minha vida no geral. Tinha eu nascido há muito pouco tempo, fui logo “arrancada” da minha mãe (Luna) e dos meus irmãos, excepto um, o Kruger, com quem mais tarde tive vários filhotes (uma coisa não muito boa mas, enfim…). Eu e o Kruger não éramos só “marido” e “mulher”, éramos também grandes amigos. O Kruger faleceu há mais ou menos uns dois anos, atropelado por um camião.

Deixemo-nos de tristezas! Vou-vos apresentar os meus donos, a começar pelo mais novo até ao mais velho, pode ser? A dona mais nova que tenho é a Mariana, que gosta muito de mim! A Débora é a dona que vem a seguir que, como é de esperar, também gosta muito de mim, visto que sou uma cadela amorosa. A Ana é a mais velha das três irmãs, no entanto, não é a minha dona mais velha. A mãe delas é a segunda mais velha e o Pai, esse sim, é o mais velho. Gosto muito deles todos, desde o início que me acolheram bem, me dão muitos mimos, me dão de comer todos os dias (como é normal!). Acho que sou um membro importante na família. (Mariana Lemos, 7ºA)

Fred

Olá! Antes de mais nada, eu chamo-me Fred e moro numa casinha cor-de-rosa mesmo ao lado da casa da Sandra.
Nasci no dia 2 de Abril e tenho 11 meses. Sou todo elegante, pesando apenas 25 kg.
Lembro-me de, num dia muito quente, talvez um dia de Junho, dois jovens, um rapaz e uma rapariga me irem buscar. Inicialmente, fiquei um pouco desgostoso, pois estavam a separar-me da minha família.
Fiz uma viagem muito longa e estava um pouco envergonhado, mas lá cheguei. A casa era muito grande e tinha um grande jardim para eu brincar e pular.
Os meus donos pareciam ser espectaculares e na verdade eram mesmo.
Na parte da tarde fui até à casa ao lado, onde conheci uma rapariga que, pelo que a minha dona dizia, chamava-se Sandra e ela não parava de me fazer festinhas, talvez por eu ter um pêlo tão fofinho.
Com o passar dos dias fui-me habituando, principalmente ao jardim, pois é para lá que eu levo tudo o que tiro aos meus donos (novas descobertas) e também adoro lá fazer buracos enormes, só mesmo por brincadeira porque acabo por não enterrar nada.
Penso que me apresentei como alguém decente, mas falta-me contar a minha maior aventura. Então cá vai!
Certo dia, à hora de almoço, os meus donos saíram para irem comer a casa dos avós, pelo que me senti bastante sozinho. Sem nada para fazer, pus-me a dar uns saltos, até que me passou pela cabeça que podia ir fazer uma visitinha a casa da Sandra. Sem pensar duas vezes, dei o meu maior salto e quando caí no chão, vi que estava do outro lado da rede. Dei uma volta pela casa para ver se via a Sandra, mas nem sinal dela, apenas vi umas galinhas bastante apetitosas ao fundo do quintal. Mas, nem pensar! Nem podia aproximar-me delas porque a Sandra e os pais iam chatear-se muito comigo. Quando andava meio perdido, apareceu a Sandra. Ela e o pai levaram-me para a garagem e só depois percebi porquê, é que os meus donos vinham lá todos assustados para me levarem.
Essa semana foi horrível! Estive sempre fechado em casa porque os pedreiros andavam a pôr grades novas bem mais altas!
E que tal? Gostaram? Eu tenho bem mais aventuras para contar, mas não posso, senão estava aqui o dia todo! Para me despedir de vocês deixo umas fotos de quando eu era pequenino e como eu sou agora.
(Sandra Crisóstomo, nº 20)



O Potche e a Neca

“ Olá, eu sou a Neca, e como sou muito bem-educada vou passar a apresentar-me. Tenho mais ou menos dois anos e não gosto de pensar em ficar velha. Sou muito elegante e tenho classe. Sou a gata da menina Cátia que, como eu, é muito vaidosa.
Eu só gosto de comida de lata e principalmente daquelas que têm pedaços de frango…hum, só de imaginar dá-me água na boca. Eu gostava muito de andar na rua, mas desde que um gato me rasgou a orelha numa bulha que tivemos, fiquei com medo. A minha dona mais velha (a mãe da Cátia) diz que sou chata. Embora não saiba o que significa esta palavra, tenho a certeza que é um adjectivo com bom sentido, pois eu ando sempre a miar atrás dela e ela vai repetindo esta palavra!
No outro dia, ela agrediu-me … é pena estar longe da polícia! Como eu estou inocente, vou-vos contar esta pequena história: estava ela a olhar muito atenta para a televisão, quando eu resolvi fazer umas macaquices para chamar a atenção, mas ela não olhou, voltei a repetir e nada. Até que me agarrei totalmente ao braço dela e não queria sair. Quando ela me começou a bater fracas pancadas na cabeça, larguei e fugi.
Mas estou para aqui a falar e ainda não contei como vim parar a esta casa, que é muito acolhedora. Era uma época em que não havia chuva. Fiquei um mês com a minha mãe e depois meteram-me dentro de um saco. Era dia da Criança e levaram-me para esta casa; com muito orgulho, digo que fui uma prenda para a Cátia.
A Cátia diz que eu só faço asneiras! Ainda ontem abri uma gaveta, tirei tudo para o chão e meti-me lá dentro a dormir. Isto não é nenhuma asneira, é a minha inteligência que é muito grande...!
Agora vou falar dos meus amigos. Tenho muitos conhecidos (cães, gatos etc…) e tive um melhor amigo, o Licas, que morreu ao comer alguma coisa que tinha veneno. Ele era muito brincalhão. Mas também tenho inimigos como a gata da vizinha que, quando vai para Lisboa, fica aos cuidados da avó da Cátia. Também não me dou muito bem com a cadela da Cátia, a Natacha, porque ela é vinte vezes maior que eu… mas pelo que ouvi dizer é muito meiguinha.
Pronto, já falei um bocado sobre a minha vida.
Eu queria agradecer à professora Ana Lúcia por toda a atenção que me está a dar ao ler este texto.
A minha dona, a Cátia, mandou pedir desculpa à sua cadela, a Natacha, por não lhe ter solicitado um texto sobre a sua vida, por falta de tempo. Mas agradece a sua compreensão e manda-lhe um beijinho. Até à próxima!”


“Olá meus amigos, vou contar-vos a minha história. Antes disso…ah, mas que maneiras as minhas, esqueci-me de me apresentar! Comecemos do princípio:
Olá meus amigos, eu sou o Potche e sou o cão mais novo da minha dona, a Cátia. Tenho mais ou menos quatro anos, que para mim já é muito tempo de vida.
Vou-vos falar da minha vida que já é muito longa… eu cheguei a casa dos avós da Cátia (a minha dona mais nova, como já disse) com apenas dois meses e nesse tempo era uma bolinha de pêlo muito fofinha. Tive uma sorte bestial porque os meus queridos donos iam passar férias no dia a seguir. Fomos todos num carro de baixa qualidade para a Tocha. Fui acampar pela primeira vez e gostei muito, mas só de pensar que me meti debaixo de um carro que deitava um líquido preto ao que os humanos chamam de óleo… nem me quero lembrar. Os avós da Cátia é que não acharam muita graça, mas como eu sou um bom cãozinho, perdoo-lhes!
Toda a gente que passava pela casinha de pano onde eu estava a acampar dizia umas “cenas” como:
- Oh que lindo cãozinho!
- Sim, que bolinha fofinha!
Quando viemos outra vez para a minha querida terrinha, comecei a crescer e agora sou um cão de tamanho médio. Comecei a criar laços com os outros animais da minha dona, com a gata Neca, a mandona da casa, e o gato, o Pantufa que, infelizmente morreu há uns meses e era o velhinho da casa. E com a Cadela…cadela? Aquilo é mais um monstro ao meu lado! Esse monstro feminino chama-se Natacha, a gigante de cá.
E agora cá estou a viver um dia de cada vez!
O que eu acho da Cátia é que é muito meiguinha, simpática, corajosa… aliás todos os adjectivos que conheço de bom sentido. Mas por vezes é muito teimosa e distraída.
Pelo que já vi, gosta muito de cantar e dançar. Também gosta de desenhar roupa (pois quer ser estilista).
Queria agradecer à professora de Português da Cátia, pois graças a ela vou ser famoso por dois minutos no mínimo! E assim termino a história da minha vida!”
(Cátia Rosa, nº5)


O gato da Andreia Oliveira


Estava eu triste, perdido na solidão, num Domingo à tarde, em casa de um senhor que vivia isolado em casa, quando a sua família resolveu ir visitá-lo.
Comecei a ouvir pessoas a falar e a entrar pela porta adentro, logo estragando aquele silêncio e aquela tranquilidade que lá se mantivera durante tanto tempo.
Foi então que reparei numa única pessoa, triste, no meio daquela rambóia toda. Era uma rapariga com cabelos cheios de canudos, muito longos, pretos e com olhos azuis, que logo reparou em mim. Ela foi ter ao cesto onde eu me encontrava e pegou em mim, fazendo-me festas ao longo do meu corpo. Nunca ninguém me tinha feito nada assim, eu reparei que estava a sentir algo forte por aquela rapariga e tanto me afeiçoei a ela que nunca mais a deixei.
Quando a visita acabou, os pais dela chamaram-na e ela pousou-me em cima do cesto almofadado e muito quentinho e logo perguntou ao seu tio se poderia levar-me com ela. O seu tio primeiro disse que não, mas começou a ver uma lágrima no canto do olho da sua sobrinha e acabou por dizer que sim.
A partir dali nunca mais nos separámos.
E hoje lhe agradeço por me ter tirado daquela solidão em que me encontrava.
(Andreia Marlene Páscoa Oliveira, nº3, 7ºA)



Olá, a minha dona Andreia (mais conhecida por Pikena, mas ela gosta mais de Pikena Henriques), já me falou de uma professora chamada Ana Lúcia, de Português. Ela disse-me que gosta muito dessa tal professora e também me disse que ela é “bué de fixe”.
Agora vem a parte mais interessante, a minha história. Então cá vai: depois de regarem as batatas, os meus donos (isto ainda em Góis), estavam para se vir embora, quando a minha dona mais velha se preparava para meter o sacho no chão e ao cair, este faz um barulho (”pock”).Ela tinha-me batido e, curiosa, pegou-me e viu que eu era uma tartaruga. A minha dona mais nova quis ficar comigo, e hoje cá estou eu, como podem ver. O meu nome é “Grandinha” porque eu sou grande por natureza.
(Andreia Henriques 7ºA Nº2)