quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A Hora do Conto
A professora Fátima Coimbra encontra-se a desenvolver uma actividade muito interessante relacionada com o Projecto a Ler+: A Hora do Conto, destinada aos alunos das turmas do quinto ano e baseada nos contos das Mil e Uma Noites. Eis aqui uma foto sua numa dessas sessões.
Reencontro de amigos
Na sequência de um texto intitulado “A Caixinha de Música”, em que se fala de uma menina muito solitária e de um velho tocador de realejo que se torna seu amigo, um aluno da turma 5º B desenvolveu o seguinte texto que nos fala do seu reencontro, algum tempo mais tarde…
Quando Catarina voltou a ver o velho do realejo, nem conseguia acreditar nos seus próprios olhos! É que ela pensava que aquele velho que estava a ver não passava de uma miragem. Mas não! Era ele!!! Só que, agora, mais magro e mais pálido.
- Há tanto tempo que não te via! – exclamou o velho.
- E eu já estava a morrer de saudades tuas! – declarou Catarina, quase a chorar.
- Não chores, minha querida amiga, esta pequena aldeia já chora o suficiente! – acrescentou o velho.
- Concordo contigo. Mas é que já passaram dois anos desde a última vez que te vi e estou emocionada. – disse Catarina, enquanto limpava as lágrimas do seu rosto.
- Tenho uma surpresa para ti, Catarina! – disse o velho – e começou a tocar saxofone.
E aquela bela melodia que ele tocava acalmava qualquer pessoa!
Catarina apercebeu-se, então, de que aquele velho deixara de ser o velho do realejo e passara a ser o velho do saxofone.
E, enquanto Catarina pensava nisso, o velho desapareceu como que por magia, mas levando para sempre, toda a tristeza do mundo.
E ainda hoje se ouve aquela bela melodia do velho tocador de saxofone…
E esta história é dedicada a todos aqueles que ainda acreditam na magia dos sonhos!
Autor: David Ferreira – Nº 13 – 5º B
Quando Catarina voltou a ver o velho do realejo, nem conseguia acreditar nos seus próprios olhos! É que ela pensava que aquele velho que estava a ver não passava de uma miragem. Mas não! Era ele!!! Só que, agora, mais magro e mais pálido.
- Há tanto tempo que não te via! – exclamou o velho.
- E eu já estava a morrer de saudades tuas! – declarou Catarina, quase a chorar.
- Não chores, minha querida amiga, esta pequena aldeia já chora o suficiente! – acrescentou o velho.
- Concordo contigo. Mas é que já passaram dois anos desde a última vez que te vi e estou emocionada. – disse Catarina, enquanto limpava as lágrimas do seu rosto.
- Tenho uma surpresa para ti, Catarina! – disse o velho – e começou a tocar saxofone.
E aquela bela melodia que ele tocava acalmava qualquer pessoa!
Catarina apercebeu-se, então, de que aquele velho deixara de ser o velho do realejo e passara a ser o velho do saxofone.
E, enquanto Catarina pensava nisso, o velho desapareceu como que por magia, mas levando para sempre, toda a tristeza do mundo.
E ainda hoje se ouve aquela bela melodia do velho tocador de saxofone…
E esta história é dedicada a todos aqueles que ainda acreditam na magia dos sonhos!
Autor: David Ferreira – Nº 13 – 5º B
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Poemas Puzzle
Terminamos hoje a publicação dos poemas-puzzle reconstruídos pelos alunos das diferentes turmas, no âmbito da Comemoração do Mês das Bibliotecas. Parabéns a todos pela inspiração!
PIEC
POEMA PARA LILI
Da Cruz Quebrada a Palmela…
No comboio descendente
Vinham todos à janela,
No comboio descendente
E os outros a dar-lhes trela –
No Comboio descendente
Uns calados para os outros
De Queluz à Cruz Quebrada…
Vinha tudo à gargalhada,
Uns por verem rir os outros
No comboio descendente
E os outros sem ser por nada –
E os outros nem sim nem não –
No comboio descendente
Uns dormindo outros com sono,
Mas que grande reinação!
No comboio descendente
De Palmela a Portimão…
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9º A
ESCADA SEM CORRIMÃO
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.
Vai a caminho do sol
Mas nunca passa do chão.
É uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Sobe-se numa corrida
Correm-se p`rigos em vão.
Os degraus, quanto mais altos,
Mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
Servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Adivinhaste: é a vida
A escada sem corrimão.
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9º B
Na minha juventude antes de ter saído
Da casa de meus pais disposto a viajar
E era só ouvir o sonhador falar
Chegava o mês de Maio era tudo florido
Eu conhecia já o rebentar do mar
Das páginas dos livros que já tinha lido
E tudo se passava numa outra vida
O rolo das manhãs punha-se a circular
E havia para as coisas sempre uma saída
Da vida como se ela houvesse acontecido
Só sei que tinha o poder duma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
Quando foi isso? Eu próprio não sei dizer
E tudo era possível era só querer.
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9º C
Escada sem corrimão
É uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Vai a caminho do sol
Mas nunca passa do chão.
Os degraus, quanto mais altos,
Mais estragados estão.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.
Sobe-se numa corrida
A escada sem corrimão.
Correm-se p`rigos em vão.
Nem sustos nem sobressaltos
Servem sequer de lição.
Adivinhaste: é a vida
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9º D
Aqui, sobre estas águas cor de azeite,
Minha velha Aia! Conta-me essa história
Carlota, à noite, ia ver se eu dormia
E vinha, de manhã, trazer-me o leite.
Talvez … baixando, em breve, à Água fria,
Sem um beijo, sem uma Ave-Maria,
Sem uma flor, sem o menor enfeite!
Aqui, não tenho um único deleite!
Cismo em meu Lar, na paz que lá havia.
Ah pudesse eu voltar à minha infância!
Lar adorado, em fumos, a distância,
Ao pé da minha irmã, vendo-a bordar:
Que principiava, tenho-a na memória,
<>.Ah deixem-me chorar!
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9º S M
Era uma vez, lá na Judeia, um rei,
Só por ter o poder de quem é rei
O malvado
Ou não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Porque um dia,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Mas,
Que o vivo sol da vida acarinhou;
A gente olhava, reparava e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E na verdade, assim acontecia,
Feio bicho, de resto:
Um cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
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10 A
TUDO O QUE FAÇO OU MEDITO
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.
Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Tudo o que faço ou medito
Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E sou um mar de sargaço -
Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além…
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.
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11º A
Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;
Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.
Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más ideias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias
E a loucura dos vinhos atrevidos.
Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.
Outras vezes buscando distracção,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiros,
Formando unicamente um coração.
Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavalheiro de Flaublas…
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12º A
RECONHECIMENTO À LOUCURA
Já alguém sentiu a loucura
Vestir de repente o nosso corpo?
Já
E tomar a forma dos objectos?
Sim.
E acender relâmpagos no pensamento?
Também.
E ás vezes parecer ser o fim?
Exactamente.
Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima’
Tal e qual.
E depois mostrar-nos o que há-de vir
Muito melhor do que está?
E dar-nos a cheirar uma cor
Que nos faz seguir viagem
E fazer dos abismos descidas de recreio
E covas de encher novidade?
E sentirmo-nos empurrados pelos rins
Na aula de descer abismos
Sem paragem
Nem resignação?
E de uns fazer gigantes
E de outros alienados?
E fazer frente ao impossível
Atrevidamente
E ganhar-lhe, e ganhar-lhe
A ponto do impossível ficar possível?
E quando tudo parece perfeito
Poder-se ir ainda mais além?
E isto de desencantar vidas
Aos que julgam que a vida é só uma?
E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo?
Tu Só, loucura, és capaz de transformar
O mundo tantas vezes quantas sejam necessárias para tudo?
Tudo , excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
Só tu és capaz de fazer que tenham razão
Tantas razões que hão-de viver juntas.
A quem tas vier buscar
José de Almada Negreiros
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CP-D-TSJ
Bucólica
A vida é feita de nadas:
De searas onduladas
De sombras de uma figueira;
De grandes serras paradas
Pelo vento;
De ninhos que outrora havia
Nos beirais,
De casas de moradia
Caídas e com sinais
De poeira;
À espera de movimento;
De ver esta maravilha:
Meu pai erguer uma videira
Como uma mãe que faz uma trança à filha.
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CPTRB
URGENTEMENTE
É urgente o amor, é urgente
Permanecer.
É urgente inventar a alegria,
Multiplicar os beijos, as searas,
E manhãs claras.
É urgente o amor
Cai o silêncio nos ombros e a luz
Impura, até doer.
É urgente destruir certas palavras,
Ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos,
Muitas espadas.
É urgente descobrir rosas e rios
É urgente um barco no mar.
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12º CPIG
FIM
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
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CPTC
O ECHO
Tão tarde. Adão não vem? Aonde iria Adão?!
Talvez que fosse á caça; quer fazer surprezas com alguma corça branca lá da floresta.
Era p”lo entardecer, e Eva já sentia cuidados por tantas demoras.
Foi chamar ao cimo dos rochedos, e uma voz de mulher tambem, tambem chamou
Adão.
- Outra que não Ella chamara também por Elle.
Teve medo: Mas julgando fantazia chamou de novo: Adão? E uma voz de mulher
tambem , tambem chamou Adão.
E elle a saudá-la ameaçou-lhe um beijo e ella fugiu-lhe.
Foi-se triste para a tenda.
Adão já tinha vindo e trouxera as settas todas, e a caça era nenhuma!
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COZINHA 2
BRINQUEDO
Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
E um menino de bibe.
Presa pelo cordel à sua mão,
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E estrela ia subindo, azul e amarela,
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E cortou-lhe o cordel.
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Trabalho de Grupo:
Mário André Ferreira Carvalho
Samuel Nunes Silva
Soraia Marisa Araújo Lameiras
André Simões
A CENTOPEIA
A centopeia
em correrias
eternas
a lua cheia,
à luz
de uma candeia.
tem cem pernas
para cercar
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CPET
DE TARDE
Naquele pique-nique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
O ramalhete rubro das papoulas!
Pouco depois, em cima de uns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
Um ramalhete rubro de papoulas.
--------------------------------------------------------------------------b
12º CPIG
FIM
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.
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1º ciclo
3º F (Prof. Alzira)
É como a do caracol
De Inverno more com frio
Vinde lavar ao alegre
Ficou-me o cheiro na mão.
À beirinha do navio.
Fui lavar ao rio turvo
A vida da lavadeira
E de verão morre com sol.
A roupa do marinheiro
Meninas do rio triste
Que a água do nosso rio
E escorregou-me o sabão
Põe a roupa como neve.
É lavada no mar alto
Abracei-me com as rosas
não é lavada no rio
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Quilómetros de Leitura
A partir do dia 12 de Outubro e até final do ano lectivo, tem estado a decorrer a actividade designada como “Km de leitura”. Destina-se a “contabilizar” a leitura feita nas diferentes disciplinas, em “distâncias” de 10Km por cada 10 minutos de leitura. Participa e ajuda a contabilizar muitos quilómetros para a tua turma! E não te esqueças de que ler é muito, muito importante, para o enriquecimento e para o desenvolvimento dos teus conhecimentos e saberes.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Top 10 Leitores – Outubro 2010
1. Dulce Travassos
2. Mariana José
3. Daniela Carvalho
4. Maria Vaz
5. Ana Beatriz Bento
6. Laura Prado
7. Tatiana Rasteiro
8. João Paulo Grazina
9. Tiago Costa
10. José Guilherme Santos
Sou um menino bem Feliz
Publicamos hoje um texto que nos foi enviado pela nossa Querida Colega Celeste Brigas que, apesar de já não fazer parte do quadro da nossa escola, está sempre no nosso coração pela Amizade que nos continua a dedicar.
Sou um menino bem Feliz
Assim dizia a minha inocência:
Nasci no Planeta Azul, muito antes ainda que a poluição habitasse a Terra. Todas as madrugadas podia olhar à minha volta e ver o Sol aparecer para acariciar e afagar os cantos do meu planeta. Mal abria os olhos e a felicidade vinha acordar-me cantando no parapeito da janela do meu quarto. Vestia-se de passarinho de Aurora a minha felicidade. A sua vozinha meiga e suave formava coro com os saltinhos da água de um regato que passava, logo ali, em baixo. Eram alegres os seus trinados. Alegres e puros. A água era cristalina e os seixos que ela acariciava saltando, eram espelhos. A pureza da água que pulava tornava as pedras brilhantes e luminosas. Vivia numa canção de embalar sonhos! Quantas vezes, antes do Sol nascer, ali fiquei sentado a imaginar a vida, naquela água correndo, correndo para o mar! Nunca era a mesma água e eu, todos os dias crescia, crescia, crescia…
Foi assim que um dia segui a corrente, de pedra em pedra saltando, de dia em dia vivendo, crescendo. Fiz o caminho do rio até ao mar olhando as margens e, olhar em frente, fui gritando
Sou um menino Feliz!
Sou um menino bem feliz!
Os meus olhos desenhavam montanhas e a minha cabecinha vivia sonhos inimagináveis…À medida que eu ia passando vestia todas as coisas de felicidade e ternura. Assim cresci como a gota de água que caiu da nuvem e nasceu no monte e…foi oceano!
Cheguei a pensar que, tal com a gotinha de água que foi regato, rio e oceano são património da humanidade também a minha felicidade terá de ser! E, não é que uma Estrelinha me enchia de cautelas segredando baixinho: “Cuidado menino, a felicidade viaja em barco de papel!”
Na Escola disseram a um menino: Faz uma composição “Eu sou um menino Bem Feliz”
Sou um menino bem Feliz
Assim dizia a minha inocência:
Nasci no Planeta Azul, muito antes ainda que a poluição habitasse a Terra. Todas as madrugadas podia olhar à minha volta e ver o Sol aparecer para acariciar e afagar os cantos do meu planeta. Mal abria os olhos e a felicidade vinha acordar-me cantando no parapeito da janela do meu quarto. Vestia-se de passarinho de Aurora a minha felicidade. A sua vozinha meiga e suave formava coro com os saltinhos da água de um regato que passava, logo ali, em baixo. Eram alegres os seus trinados. Alegres e puros. A água era cristalina e os seixos que ela acariciava saltando, eram espelhos. A pureza da água que pulava tornava as pedras brilhantes e luminosas. Vivia numa canção de embalar sonhos! Quantas vezes, antes do Sol nascer, ali fiquei sentado a imaginar a vida, naquela água correndo, correndo para o mar! Nunca era a mesma água e eu, todos os dias crescia, crescia, crescia…
Foi assim que um dia segui a corrente, de pedra em pedra saltando, de dia em dia vivendo, crescendo. Fiz o caminho do rio até ao mar olhando as margens e, olhar em frente, fui gritando
Sou um menino Feliz!
Sou um menino bem feliz!
Os meus olhos desenhavam montanhas e a minha cabecinha vivia sonhos inimagináveis…À medida que eu ia passando vestia todas as coisas de felicidade e ternura. Assim cresci como a gota de água que caiu da nuvem e nasceu no monte e…foi oceano!
Cheguei a pensar que, tal com a gotinha de água que foi regato, rio e oceano são património da humanidade também a minha felicidade terá de ser! E, não é que uma Estrelinha me enchia de cautelas segredando baixinho: “Cuidado menino, a felicidade viaja em barco de papel!”
Na Escola disseram a um menino: Faz uma composição “Eu sou um menino Bem Feliz”
Poemas Puzzle
7º A - Pequeno Poema
Quando eu nasci,
Ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias
Nem o Sol escureceu
Nem houve estrelas a mais…
Somente,
Esquecida das dores,
A minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
Não houve nada de novo
Senão eu.
As nuvens não se espantaram,
Não enlouqueceu ninguém …
Para que o dia fosse enorme, bastava
Toda a ternura que olhava
Nos olhos da minha mãe.
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7º B - A VIDA
A vida é sopro suave,
Voa mais leve que a ave
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
A vida leva-a o vento,
De vale em vale impelida
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida –
A vida dura num momento.
Mais leve que o pensamento,
A vida é nuvem que voa;
Uma após outra lançou,
A vida é ai que mal soa,
A vida o vento levou!
A vida é estrela cadente,
A vida é flor na corrente,
Onda que o vento e os mares,
E como o fumo se esvai:
Nuvem que o vento nos ares,
A vida é sombra que foge,
A vida é o dia de hoje,
A vida é folha que cai!
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7º C - BRINQUEDO
Foi um sonho que tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino , ao vê-la assim, sorriu
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E cortou-lhe o cordel
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7º D - O INVERNO
Velho, velho, velho
Chegou o Inverno.
Vem de sobretudo,
Vem de cachecol,
O chão onde passa
Parece um lençol.
Esqueceu as luvas
Perto do fogão:
Quando as procurou,
Roubara-as um cão.
Com medo do frio
Encosta-se a nós:
Dai-lhe café quente
Senão perde a voz.
Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.
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7º E - TARDE QUENTE
Havia, às vezes, deslizes
De insectos na água quieta
Que vinham beber, pousando
Nas águas em sono brando,
Dentre as margens, no silêncio mole,
Caíam,
Sobre folhas velhas
Discos breves de Sol.
Flutuando…
À beira do tanque, estava
Leve zumbir de abelhas
E reflexos felizes
De um voo de borboleta…
Caíam
E ficavam tremulando
Na tarde quente
Um bom silêncio dormente.
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8º A - Urgentemente
É urgente o amor, é urgente
Permanecer.
Caí o silêncio nos ombros e a luz
Impura, até doer.
É urgente o amor.
É urgente inventar alegria,
Multiplicar os beijos, as searas,
E manhãs claras.
É urgente destruir certas palavras,
Ódio, solidão e crueldade,
Alguns lamentos,
Muitas espadas.
É urgente descobrir rosas e rios
É urgente um barco no mar.
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8º B - PORQUE
Porque os outros se compram e se vendem
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros usam a virtude
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
E os gestos dão sempre dividendo
Porque os outros calculam mas tu não.
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque
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8º C - Amigo É…
Amigo é um sorriso
Amigo é o erro corrigido,
Amigo é uma grande tarefa,
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Amigo é solidão derrotada!
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo (recordam-se vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Um trabalho sem fim,
Um coração pronto a pulsar
Não o erro perseguido, explorado.
Mal nos conhecemos
De boca a boca,
Um olhar bem limpo,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Na nossa mão!
Inaugurámos a palavra amigo!
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8º D - O POEMA É …
O poema é
- Como os deuses o dessem
Sílaba por sílaba
Porém a disciplina
O fazemos
O poema emerge
A liberdade
O acompanha
- Sílaba por sílaba –
Um poema não se programa
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Poemas PUZZLE
Damos hoje início à publicação dos “poemas-puzzle” recriados pelos alunos no âmbito da comemoração do mês das bibliotecas escolares.
Como se vê inspiração não faltou, porque alguns parecem ainda melhores do que os originais!
Parabéns!
- Sílaba por sílaba –
Como se vê inspiração não faltou, porque alguns parecem ainda melhores do que os originais!
Parabéns!
5º A
A leitura é uma escada
Da secreta melodia
Feita à tua medida;
Que na boca de quem lê
Tem nome de Poesia.
Estes versos que ensaias
São os troncos em flor
O gosto que tens de ler
Cada palavra sonhada,
Cada palavra aprendida
Será parente chegada
Da alegria de aprender.
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5º B - A bailarina
Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças
E diz que caiu do céu.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
Mas fecha os olhos e sorri.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si
Mas sabe ficar na ponta do pé .
Não conhece nem dó nem ré
E também quer dormir como as outras crianças.
Roda , roda, roda com os bracinhos no ar
E não fica tonta nem sai do lugar.
Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina.
-----------------------------------------------------------------------------------
5º C
A menina Leonor
Tem agora um namorado
Chamado computado.
O boneco e a boneca
Eram uma grande seca!
Deitou fora a bicicleta,
Cansa muito ser atleta.
A menina Leonor
Só quer o computador.
Não sai para qualquer lado,
Com os dedos no teclado.
Nem para comprar um gelado.
Já se esqueceu de falar,
Só sabe comunicar
Anda da mesa para a cama,
Só se veste de pijama,
Vê-se ao espelho de manhã
A olhar para o écran.
É fiel, inteligente
Não refila, nunca mente
E quando ela se fartar,
Pimba, basta desligar.
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5º D - O poema é
- Sílaba por sílaba –
Um poema não se programa
- Como se os deuses o dessem
Sílaba por sílaba
O poema emerge
Porém a disciplina
O acompanha
A liberdade
O fazemos
-----------------------------------------------------------------------------------
6º A - A Bailarina
Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé .
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu.
Não conhece nem lá nem si
Mas fecha os olhos e sorri.
Mas depois esquece todas as danças
E também quer dormir como as outras crianças.
Roda , roda, roda com os bracinhos no ar
E não fica tonta nem sai do lugar.
6º A - A Bailarina
Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé .
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
Esta menina
Tão pequenina
Quer ser bailarina.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu.
Não conhece nem lá nem si
Mas fecha os olhos e sorri.
Mas depois esquece todas as danças
E também quer dormir como as outras crianças.
Roda , roda, roda com os bracinhos no ar
E não fica tonta nem sai do lugar.
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6º B - A gaivota do cais
6º B - A gaivota do cais
Fui ao cais, vi uma gaivota
Toda branca, toda escura:
Alegria ou amargura ?
Quem há-de saber, quem há-de?
Triste gaivota tão branca,
Triste gaivota do mar:
Não sei se gemes, se cantas,
Lencinho negro traçado
Está de luto aliviado?
Quem há-de saber, quem há-de?
Não sei se cantas, se gemes,
Teu canto faz tanto frio!
Triste gaivota do rio:
Quem há-de saber, quem há-de ?
Ai quem me dera arrancar
Sem te doer, de mansinho,
As penas do teu lencinho!
Que choro é o teu cantar!
Quem soubera? Quem o sabe?
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6º C - “O Amor…
É assustador para os medrosos.
É difícil para os indecisos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
Fortes.
Os que sabem o que querem e
Querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
E nunca desistir da busca de ser feliz,
E para poucos!!”
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6º D - Trocas e Baldrocas
Pedrito passou na praça
Samuel sorveu a sopa
Laurindinha lava a louça
Guidinha não achou graça.
Timóteo tocou trompete
Luisinha leu as letras
Venceslau venceu na vida
Paulino comeu esparguete.
Diana doeu-lhe o dedo
Fernandinho foi aos figos
Henriqueta enriqueceu
Silvina guardou segredo.
Carlota foi ao calista
Violeta viu as vistas
Marcela migou as migas
Cristina levanta a crista.
Noémia não disse nada
Valdemar virou a vela
Albertino teve tino
E a Célia fez a salada.
Joana vai ao jardim
Baltazar é batoteiro
Amadeu deu em doidinho
Francisco fugiu por fim.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Dia Mundial da Alimentação
Como sabes, no próximo dia 16 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. A nossa Biblioteca vai desenvolver um conjunto de actividades, relacionadas com essa data, no dia 14, uma vez que o dia 16 coincide com o fim de semana.
Nesse dia, serão desenvolvidas duas actividades: “Cirurgia do Lobo Mau” e “Sopa de Letras”.
Estas actividades serão feitas em colaboração com o PES (Programa de Educação para a Saúde) e PACE (Projecto de Acção das Ciências Exactas) que irão também desenvolver outras actividades na Escola, entre os dias 13 e 18 de Outubro.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
História do Mês - Outubro/Novembro 2010
Estava uma menina nova na escola. Tinha umas roupas engraçadas. Todos queriam saber quem era, mas só os mais corajosos foram falar com ela.
- Olá, como te chamas?
- Olá, eu sou a Rita República!
- Rita o quê?
- República! A minha família é muito importante. Nunca ouviram falar dela?
E lá foram todos a conversar com aquela menina. E ela foi contando que, há muito tempo atrás, no séculos passado, as pessoas viviam…
Usa a tua imaginação e continua a história da Rita Repúlica e os amigos…
Podes fazer individualmente ou em grupos, depois só tens que a entregar na biblioteca ou via email para biblioteca@aepoiares.edu.pt, até ao dia 30 de Novembro de 2010.
Podes fazer individualmente ou em grupos, depois só tens que a entregar na biblioteca ou via email para biblioteca@aepoiares.edu.pt, até ao dia 30 de Novembro de 2010.
Participa e faz da tua história a História do Mês!!!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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