segunda-feira, 30 de abril de 2012
Sessão de contos sobre bullyng
Integrada na Semana da Segurança, decorreu no passado dia 26 de abril, na nossa biblioteca, uma sessão de contos sobre Bullying. Aproveitamos para publicar algumas imagens que testemunham o momento:
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Jogos Florais - 6º ano
Depois do 5º ano, chegou a altura de publicarmos os textos premiados, nos Jogos Florais, referentes à disciplina da Língua Portuguesa, Segundo Ciclo, 6º ano. Parabéns, mais uma vez, a todos pelo trabalho e pela inspiração demonstrada!
Começou, então, a ler...
Numa noite, estava a ver televisão e passou um reclame sobre o concurso de melhor leitor e o Roberto disse, prontamente:
-Vou-me inscrever!
-Estás doido?! Tu nunca fazes nada, és um mandrião – disse-lhe a dona
Roberto passava os dias a ler aquele livro. Decidiu e inscreveu-se.
Passaram-se dias até que chegou, finalmente, o dia do concurso. O Roberto, muito nervoso no palco, começou a ler. Todos ficaram impressionados com a maneira como o gato lia. O júri avaliou-o e disse:
-Roberto, estamos sem palavras! Tu tens uma entoação, uma maneira de ler carinhosa e atenciosa. Estás de parabéns! Continua assim...
A dona, entretanto, disse:
-Nunca pensei! Tenho tanto orgulho em ti!
-As pessoas pensam que eu sou um mandrião mas, agora, calam-se. – respondeu o Roberto, todo orgulhoso.
E o gato ficou muito famoso. Foi ele que ganhou o concurso de leitura.
O presidente do júri inscreveu-o no concurso de leitura mundial.
O Roberto ganhou também o concurso e um belo prémio. Ficou a ser o melhor leitor do mundo e era notícia praticamente todos os dias.
As pessoas cada vez ficavam mais de boca aberta.
O gato nem podia sair de casa com tantos jornalistas e outras pessoas que lhe escreviam e lhe pediam autógrafos!
A casa ficou cheia de fotografias do gato! Ele nunca pensaria em ser tão famoso como era!
Autora: Andreia Ferreira – nº 1 – 6º A
Olá! Eu sou um gato, mas não sou um gato qualquer, sou num gato descendente de uma longa linhagem de gatos superinteligentes mas, antes de mais, vou apresentar-me:
Eu sou o Tareco! Muito prazer em conhecer-vos! Hoje, estou a ler a história de Ulisses. Já viram como ele é incrivelmente forte e inteligente? Eu sei que pareço estranho por falar, mas não! Os humanos estão muito enganados em relação a isso! Todos os animais falam. Os humanos é que não percebem nada acerca da vida animal!
Ai, ai, ai! Os humanos pensam que são os maiores, dão cabo do planeta e depois arrependem-se.
Antes de mais, sou professor na Escola E.B. 2,3/S Dr. Daniel de Matos e dou aulas a gatinhos muito pequeninos, num compartimento secreto, dentro da escola.
Não me apetecia falar disto, mas vocês têm de saber. Eu sou viúvo, a minha mulher, Amélia, morreu num atropelamento e não tenho filhos.
Vivo sozinho com os meus donos, Roberto e Catarina, que têm uma linda filha chamada Pétala porque, quando ela nasceu, uma pétala entrou pelo quarto e poisou em cima do berço dela.
Eu vivo no Carvalho e tenho um fraquinho pela gatinha da casa ao lado. Tenho já vinte e três anos, mas acho que não sou muito velho. Essa gatinha chama-se Clara e o pelo dela é cor de laranja e branco, tem numa orelha para a frente e outra para trás e os seus olhos são encantadores como ela.
De vez em quando, vou-me divertir com os meus amigos e vou à discoteca dançar.Eu posso ser um bocadinho “marrão”, mas também gosto de me divertir.
Hoje de manhã, tive aulas com os meus gatinhos. Bem, não são bem meus gatinhos, mas gosto deles. Acho que lhes posso chamar de meus e além disso, sou professor deles!
Eles, quando querem, portam-se bem e, quando não querem, portam-se mal.
E sabem o que é que eu ouvi hoje? Ouvi os meus donos dizerem que vão ao Centro Comercial Forum. O Roberto diz que vai lá comprar uma gatinha para eu e ela acasalarmos.
E treze semanas depois…
Meus caros, já temos onze filhas e dois filhos: a Lisa, a Beatriz, a Lara, a Ema, a Constança, a Mariana, a Carolina, a Linda, a Catarina, a Mimi, a Bela, o Diogo e o Becas.
E a partir daqui sei que vou ser o gato mais feliz do mundo com pessoas que amo e que adoro.
E é assim que espero passar o resto da minha vida!
Autor: André Queirós – nº 5 – 6º B
O Gato Leitor
Era impressionante ver um gato a ler! Eu, pelo menos, fiquei estupefacta ao ver o Historinhas, assim chamado. Estava a ler um livro e não era um livro qualquer! O livro era de poesia, escrito pelo seu escritor preferido, ainda não revelado.
O Historinhas andava a ler de tudo um pouco. Agora, não podia passar sequer um dia sem ler um livro!
Quando era mais novo, adorava aventurar-se pelos pinhais fora com os seus amigos. A partir daí, começou a ler aventuras para poder saber mais e, assim, também renovava o seu dicionário de aventuras, de literaturas, de poesia, de romance, de teatro... e por aí fora.
Ora, um dia, entrou numa livraria e perdeu-se no meio dos livros. Até desmaiou!
Finalmente acordou... e parece ter estado a pensar em comprar a livraria. Veio para casa, contou à sua família e os seus pais quiseram dar a sua opinião:
- Filho, não achas que és muito novo para ter uma livraria?
- Não, não acho e, além do mais, eu tenho um sonho que há de ser realizado! Não vou desistir!
- Tu é que sabes! Nós estamos aqui para o que necessitares.
Passadas duas semanas, já estava o Historinhas na sua pequena-grande livraria.
Os anos passaram e o Historinhas foi ficando cada vez mais velho e, quando deu conta, já era avô!
O avô Historinhas ficou conhecido mundialmente e recebeu um, dois, três, quatro, cinco... um monte de prémios!
Já estava quase a morrer e relembrou toda a sua vida: «Recebi prémios, sou marido, sou pai, sou avô e fui recompensado quanto mereci! Ah! Já me esquecia: também realizei todos os meus sonhos.»
E depois de ter dito isto, fechou os olhos e despediu-se do mundo…
Autora: Mafalda Conde – nº 14 – 6º B
6ºANO – 3º PRÉMIO EX AEQUO
Um dia, ele estava muito contente e muito inspirado e escreveu uma história que foi um êxito.
A história era esta:
«Era uma vez um casal de irmãos, a rapariga chamada Oriana e o rapaz chamado Rodrigo. Um dia, quando eles estavam a vir da escola para casa, viram um gato e decidiram levá-lo com eles mas, para isso, tiveram de pedir ordem à mãe e a mãe concordou que eles ficassem com ele.
Mas, como viram esse gato vestido com um fato, perguntaram-lhe, em coro:
- Por que razão é que é que tu estás assim vestido?
- Olhem, eu não sou um gato normal como os outros. Eu tenho um dom. Eu falo, leio e escrevo e tenho uma profissão que é precisamente ser escritor e tenho até uma editora que se chama Porto Editora. – explicou o gato.
- Uau! Então, temos muita sorte em te ter aqui ao pé de nós, porque gostamos muito de ler! – exclamaram.
- Ainda bem que gostam de me ter aqui em vossa casa mas, por enquanto, não contem isto a ninguém, porque este é o meu maior segredo. – pediu o gato.
Passou-se um ano e ele tornou-se muito famoso. Vendeu milhares de livros em todo o mundo e resolveu, finalmente, revelar o seu maior segredo.»
Esse gato sou eu!
Autora: Nádia Jesus – nº 22 – 6º C
6º ANO – 1º PRÉMIO
O Gato que se tornou Leitor
Era uma vez um gato chamado Roberto. Ele nunca fazia nada. Todos o achavam mandrião. Até que um dia decidiu fazer algo, para as pessoas se calarem...
Uma luz na sua cabeça iluminou-se e teve, então, uma ideia brilhante. O que seria? Quando agarrou, pela primeira vez num livro, toda a gente ficou parva, mas pensava-se que aquilo não iria demorar muito tempo...Começou, então, a ler...
Numa noite, estava a ver televisão e passou um reclame sobre o concurso de melhor leitor e o Roberto disse, prontamente:
-Vou-me inscrever!
-Estás doido?! Tu nunca fazes nada, és um mandrião – disse-lhe a dona
Roberto passava os dias a ler aquele livro. Decidiu e inscreveu-se.
Passaram-se dias até que chegou, finalmente, o dia do concurso. O Roberto, muito nervoso no palco, começou a ler. Todos ficaram impressionados com a maneira como o gato lia. O júri avaliou-o e disse:
-Roberto, estamos sem palavras! Tu tens uma entoação, uma maneira de ler carinhosa e atenciosa. Estás de parabéns! Continua assim...
A dona, entretanto, disse:
-Nunca pensei! Tenho tanto orgulho em ti!
-As pessoas pensam que eu sou um mandrião mas, agora, calam-se. – respondeu o Roberto, todo orgulhoso.
E o gato ficou muito famoso. Foi ele que ganhou o concurso de leitura.
O presidente do júri inscreveu-o no concurso de leitura mundial.
O Roberto ganhou também o concurso e um belo prémio. Ficou a ser o melhor leitor do mundo e era notícia praticamente todos os dias.
As pessoas cada vez ficavam mais de boca aberta.
O gato nem podia sair de casa com tantos jornalistas e outras pessoas que lhe escreviam e lhe pediam autógrafos!
A casa ficou cheia de fotografias do gato! Ele nunca pensaria em ser tão famoso como era!
Autora: Andreia Ferreira – nº 1 – 6º A
6ºANO – 2º PRÉMIO
O Gato Tareco
Olá! Eu sou um gato, mas não sou um gato qualquer, sou num gato descendente de uma longa linhagem de gatos superinteligentes mas, antes de mais, vou apresentar-me:
Eu sou o Tareco! Muito prazer em conhecer-vos! Hoje, estou a ler a história de Ulisses. Já viram como ele é incrivelmente forte e inteligente? Eu sei que pareço estranho por falar, mas não! Os humanos estão muito enganados em relação a isso! Todos os animais falam. Os humanos é que não percebem nada acerca da vida animal!
Ai, ai, ai! Os humanos pensam que são os maiores, dão cabo do planeta e depois arrependem-se.
Antes de mais, sou professor na Escola E.B. 2,3/S Dr. Daniel de Matos e dou aulas a gatinhos muito pequeninos, num compartimento secreto, dentro da escola.
Não me apetecia falar disto, mas vocês têm de saber. Eu sou viúvo, a minha mulher, Amélia, morreu num atropelamento e não tenho filhos.
Vivo sozinho com os meus donos, Roberto e Catarina, que têm uma linda filha chamada Pétala porque, quando ela nasceu, uma pétala entrou pelo quarto e poisou em cima do berço dela.
Eu vivo no Carvalho e tenho um fraquinho pela gatinha da casa ao lado. Tenho já vinte e três anos, mas acho que não sou muito velho. Essa gatinha chama-se Clara e o pelo dela é cor de laranja e branco, tem numa orelha para a frente e outra para trás e os seus olhos são encantadores como ela.
De vez em quando, vou-me divertir com os meus amigos e vou à discoteca dançar.Eu posso ser um bocadinho “marrão”, mas também gosto de me divertir.
Hoje de manhã, tive aulas com os meus gatinhos. Bem, não são bem meus gatinhos, mas gosto deles. Acho que lhes posso chamar de meus e além disso, sou professor deles!
Eles, quando querem, portam-se bem e, quando não querem, portam-se mal.
E sabem o que é que eu ouvi hoje? Ouvi os meus donos dizerem que vão ao Centro Comercial Forum. O Roberto diz que vai lá comprar uma gatinha para eu e ela acasalarmos.
E treze semanas depois…
Meus caros, já temos onze filhas e dois filhos: a Lisa, a Beatriz, a Lara, a Ema, a Constança, a Mariana, a Carolina, a Linda, a Catarina, a Mimi, a Bela, o Diogo e o Becas.
E a partir daqui sei que vou ser o gato mais feliz do mundo com pessoas que amo e que adoro.
E é assim que espero passar o resto da minha vida!
Autor: André Queirós – nº 5 – 6º B
6ºANO – 3º PRÉMIO EX AEQUO
O Gato Leitor
O Historinhas andava a ler de tudo um pouco. Agora, não podia passar sequer um dia sem ler um livro!
Quando era mais novo, adorava aventurar-se pelos pinhais fora com os seus amigos. A partir daí, começou a ler aventuras para poder saber mais e, assim, também renovava o seu dicionário de aventuras, de literaturas, de poesia, de romance, de teatro... e por aí fora.
Ora, um dia, entrou numa livraria e perdeu-se no meio dos livros. Até desmaiou!
Finalmente acordou... e parece ter estado a pensar em comprar a livraria. Veio para casa, contou à sua família e os seus pais quiseram dar a sua opinião:
- Filho, não achas que és muito novo para ter uma livraria?
- Não, não acho e, além do mais, eu tenho um sonho que há de ser realizado! Não vou desistir!
- Tu é que sabes! Nós estamos aqui para o que necessitares.
Passadas duas semanas, já estava o Historinhas na sua pequena-grande livraria.
Os anos passaram e o Historinhas foi ficando cada vez mais velho e, quando deu conta, já era avô!
O avô Historinhas ficou conhecido mundialmente e recebeu um, dois, três, quatro, cinco... um monte de prémios!
Já estava quase a morrer e relembrou toda a sua vida: «Recebi prémios, sou marido, sou pai, sou avô e fui recompensado quanto mereci! Ah! Já me esquecia: também realizei todos os meus sonhos.»
E depois de ter dito isto, fechou os olhos e despediu-se do mundo…
Autora: Mafalda Conde – nº 14 – 6º B
6ºANO – 3º PRÉMIO EX AEQUO
Um gato sábio
Era uma vez um gato sábio. Ele era muito esperto e conseguia falar, escrever e até tinha uma profissão que era ser escritor. E até era dono de uma editora que se chamava Porto Editora. Ele era preto e branco mas, todos os dias, para o seu trabalho, usava um fato diferente.Um dia, ele estava muito contente e muito inspirado e escreveu uma história que foi um êxito.
A história era esta:
«Era uma vez um casal de irmãos, a rapariga chamada Oriana e o rapaz chamado Rodrigo. Um dia, quando eles estavam a vir da escola para casa, viram um gato e decidiram levá-lo com eles mas, para isso, tiveram de pedir ordem à mãe e a mãe concordou que eles ficassem com ele.
Mas, como viram esse gato vestido com um fato, perguntaram-lhe, em coro:
- Por que razão é que é que tu estás assim vestido?
- Olhem, eu não sou um gato normal como os outros. Eu tenho um dom. Eu falo, leio e escrevo e tenho uma profissão que é precisamente ser escritor e tenho até uma editora que se chama Porto Editora. – explicou o gato.
- Uau! Então, temos muita sorte em te ter aqui ao pé de nós, porque gostamos muito de ler! – exclamaram.
- Ainda bem que gostam de me ter aqui em vossa casa mas, por enquanto, não contem isto a ninguém, porque este é o meu maior segredo. – pediu o gato.
Passou-se um ano e ele tornou-se muito famoso. Vendeu milhares de livros em todo o mundo e resolveu, finalmente, revelar o seu maior segredo.»
Esse gato sou eu!
Autora: Nádia Jesus – nº 22 – 6º C
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Jogos Florais - 5º ano
Publicamos hoje os textos
premiados, nos Jogos Florais, referentes à disciplina de Língua Portuguesa,
Segundo Ciclo, 5º ano. Parabéns a todos pelo trabalho e pela inspiração
demonstrada!
5º ANO – 1º PRÉMIO
A Poluição na Cidade e no Parque
Era
uma vez uma menina chamada Mimosa. Deram-lhe este nome porque, quando nasceu,
era muito branquinha.Mimosa era uma menina muito alegre e adorava brincar, mas algo a preocupava: a cidade onde ela e os amigois viviam estava poluída e cada vez havia mais lixo na rua e as pessoas, no geral, não queriam saber do ambiente para nada. Esta cidade chamava-se Escolândia, porque tinha muitas escolas.
Mimosa, para se distrair, ia para a única parte da cidade não poluída: um parque verde belo como o sol, com inúmeras crianças a jogar basquetebol, a andar de balancé, a lançar papagaios de papel bonitos e coloridos e a apanhar água dos bebedouros.
Nessa parque, havia um cão chamado Dartacão. Esse cão andava sempre solitário e as pessoas tratavam-no mal, mas Mimosa era a única que gostava dele. Apesar de tudo naquela cidade estar poluído e de Mimosa tentar alertar as pessoas para o mal que estavam a fazer, estas pessoas não ligavam e chamavam-lhe “certinha”, porque ela estava sempre a apanhar o lixo que elas faziam.
Mimosa, no fim das aulas, ia sempre para o parque, porque aquele lugar a animava e estar com os amigos era do que ela mais gostava, mas os seus amigos também não queriam saber do ambiente e ela ficava muito triste.
Até que num belo dia, enquanto ela tirava a água do bebedouro, apareceu Dartacão muito cansado e começou a trepar para cima da Mimosa para ela lhe dar água e, no fim de lamber a taça cheia de água, começou a chamar a atenção da menina e ela começou a correr atrás dele. O seu espanto foi que o Dartacão descobriu que aquele parque também estava a ficar poluído e, então ela disse, muito triste:
- Nem acredito! A única parte da cidade que não era poluída, já está a ficar poluída, também!
Começaram os dois a limpar o lixo e os amigos começaram a gozar com ela e Mimosa, furiiosa, disse:
- Eu preocupo-me com o ambiente porque, se não fosse eu e o Dartacão, esta cidade estava inabitável e, aos poucos, o mundo também iria ficar assim.
Os meninos perceberam a mensagem e começaram a limpar o parque e, depois, a cidade. Toda a gente gozava com eles e eles, em coro, diziam:
- Se não cuidarem do ambiente, qualquer dia não podem viver nesta cidade!
As pessoas, finalmente, perceberam e começaram a ser mais cuidadosas e a não poluir. E a cidade e o parque voltaram a ser como eram: bonitos e com muitas crianças a brincar e a jogar, naquele imenso verde.
E Mimosa, feliz, dizia para o Dartacão:
- Se não fosse a tua bela ajuda, o parque estaria uma porcaria. Obrigada!
E assim acabou a poluição e toda a gente lhes deu uma salva de palmas, para eles e para o mundo!
Autora: Inês Rolo – nº 9 – 5º A
5º ANO – 2 º PRÉMIO
A Amizade e as Tecnologias
Num parque de grandes movimentações, destacava-se um pequeno rapaz que lançava um grande papagaio de papel. Esse rapaz chamava-se Sérgio e eu, o avô dele, ponho-me a pensar: «Ele que é um rapaz com muitos amigos, não percebo por que é que fugiu dos colegas e se pôs a brincar sozinho.»
Vim,
então, a descobrir que o melhor amigo
dele é, afinal, um simples papagaio de
papel de cores variadas!
Agora,
lembro-me também de que, no meu tempo, quando havia muitas
professoras e professores, sempre que
havia um brinquedo que até podia ser pequeno, todos brincavam com ele como se
fosse um ato de grande amizade.Mas, neste tempo em que vivemos, as coisas são bem diferentes do que eram antes. As pessoas utilizam objetos mais desenvolvidos como, por exemplo, o telemóvel ou o iPhone.
Hoje em dia, há poucas pessoas a conversar, pessoalmente. É tudo feito por computador ou por outras tecnologias. E eu, como o grande cientista que inventou a teoria da relatividade, inventei também a teoria dos fios e tudo é feito por fios ou por ondas sonoras, fios de luz que são feitos por magnetismo, fios de, por exemplo, uma mesita que é constituída por ferro e madeira e por fios eletromagnéticos. Mas penso por que não misturar a amizade e as tecnologias?
Isso é uma resposta às minhas perguntas: juntar as tecnologias com a amizade é uma coisa que tem de ser utilizada por toda a gente e o meu neto, Sherlock Holmes Einstein Marta sugere que já em 2012, se crie uma máquina revolucionária e como autor dessa máquina, ele.
No futuro, eu e o meu neto Sérgio seremos os cientistas mais conhecidos mundialmente.
Embora eu tenha 79 anos com um QI 210, digo-vos para estudarem, fazerem novos amigos, fazerem os trabalhos de casa e, no futuro, quando eu já não estiver cá, serem maravilhosos cientistas.
E
lembrem-se de que a amizade e os estudos são o que mais importa na vida!
Autor: Sérgio Marta – nº 17 – 5º D5º ANO – 3 º PRÉMIO
Uma Vida no Parque
Era uma vez a Joana, uma menina de seis anos. Um dia, quando estava num parque, apercebeu-se de que as árvores eram de idades diferentes.
- Será que, quando eu for mais velha, serei com as árvores? – perguntava ela à mãe.
- Claro que não! Quando fores mais velha, irás ser como a mãe.
Joana tinha uma imaginação muito fértil e, quando estava a andar no balancé, pensava que estava num O.V.N.I..
- Joana, vem embora! – gritava a mãe, passada uma hora de brincadeira.
Joana lá ia, muito aborrecida, e perguntava sempre:
- Podemos ficar mais um bocadinho?
- Não! – replicava a mãe.
Quando fez sete anos, Joana decidiu experimentar outra coisa!
- Vou lançar um papagaio de papel! – exclamou.
E diivertia-se muito a lançar o papagaio.
Mas, um dia, apercebeu-se de que, aos seis anos, brincava no balancé e, agora, aos sete, lançava o papagaio de papel. Olhou, então, à sua volta e observou que, no parque, havia pessoas de todas as idades. E Joana decidiu que, todos os anos, iria experimentar coisas novas.
Aos oito anos, jogava vóleibol como s seus amigos e, aos nove, fazia grandes corridas com o seu namorado.
Quando Joana já estava idosa, olhava para o parque e para a cidade à sua volta e pensava que o parque era o céu, pois só se ouviam os pássaros e o silêncio...
terça-feira, 24 de abril de 2012
O pequeno grande C
Eis as capas dos livros que os alunos das turmas dos 5º A, C e E realizaram para o concurso do Pequeno grande C:
5ºA
5ºC
5ºE
terça-feira, 17 de abril de 2012
Entrevista ao escritor António Mota
Durante a visita recente do escritor António Mota à nossa Escola, duas alunas da Turma 5º A registaram as suas respostas a diferentes perguntas feitas por alunos das turmas de 5º Ano, na sua entrevista.
Alunos: De todos os livros que escreveu, de qual gosta mais?
António Mota: Em todos os sítios onde vou, me perguntam isso! Mas devo dizer-vos que os meus livros são como os filhos. Gosto de todos eles por igual!
Alunos: Em que se inspirou para escrever o livro “Se tu visses o que eu vi”?
António Mota: Eu escrevi esse livro numa altura em que andava muito triste e… escrevê-lo animou-me!
Alunos: Gostaria de escrever um livro em conjunto com outro autor?
António Mota: Nunca calhou. Mas também não é coisa que me dê muito agrado, porque a escrita é uma coisa muito própria.
Alunos: Qual foi o livro que leu e de que gostou mais quando era pequeno?
António Mota: Foi o livro “O Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos, um autor brasileiro.
Alunos: Qual é o seu passatempo preferido?
António Mota: Eu agarro no braço da minha namorada (a minha mulher, Julinha) e vou com ela ao cinema. Também adoro podar árvores!
Alunos: Qual é o seu escritor preferido?
António Mota: Gosto muito de ler José Mauro de Vasconcelos e Camilo de Castelo Branco, que li sem autorização!
Alunos: Já tem título para o seu próximo livro?
António Mota: Não! Os meus livros crescem muito devagar…
Alunos: O senhor foi da turma 6ºF?
António Mota: Não. Mas eu escrevi esse livro, porque essa turma me interessava. Eu achava que toda a gente devia passar e essa turma era muito fraca!
Alunos: Por que razão decidiu escrever “A Melhor Condutora do Mundo”?
António Mota: Não decidi! Essa foi uma encomenda…
Alunos: Por que razão quis ser professor?
António Mota: Eu fui para professor, porque calhou. Não foi porque quisesse. Mas olhem que até gostei!
Alunos: Só escreve para crianças ou também escreve para adultos?
António Mota: Isso não é pergunta que se faça! Já viram uma bailarina dançar só um tipo de dança? Eu também não escrevo só de um tipo!
Alunos: Ser escritor era, para si, um sonho de criança?
António Mota: Não, nunca pensei nisso; só muito mais tarde é que isso aconteceu!
(Autoras: Luísa Marques - nº 15 e Sofia Carvalho – nº 19 - 5ºA)
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Um galo e três galinhas para um poleiro
Durante o mês de março, 4 alunos conquistaram merecidamente um lugar de destaque enquanto leitores mais frequentes da nossa biblioteca, todos eles com o mesmo número de requisições de livros. Aqui fica a lista completa dos 10 melhores leitores de março:
Top 10 de leitores da nossa Biblioteca
1-Mariana Conceição (8ºA)
- Mariana Fernandes (6ºC)
- Célia Simões (7ºB)
- Xavier Rodrigues (5ºA)
5- Hugo Coimbra (5ºC)
- Marta Pedroso (6ºC)
- Diana Simões (5ºC)
- Bruno Teixeira (7ºB)
- Andreia Jorge (8ºA)
6- Maria Catarina Batista (9ºD)
Top 10 de leitores da nossa Biblioteca
1-Mariana Conceição (8ºA)
- Mariana Fernandes (6ºC)
- Célia Simões (7ºB)
- Xavier Rodrigues (5ºA)
5- Hugo Coimbra (5ºC)
- Marta Pedroso (6ºC)
- Diana Simões (5ºC)
- Bruno Teixeira (7ºB)
- Andreia Jorge (8ºA)
6- Maria Catarina Batista (9ºD)
sexta-feira, 13 de abril de 2012
O mais lido de março
Durante o mês de março, o livro Ulisses de Maria Alberta Meneres foi o que mais procura teve na nossa Biblioteca. Trata-se de uma obra que reconta as façanhas do herói criado por Homero na sua Odisseia.
terça-feira, 10 de abril de 2012
António Mota no nosso Agrupamento
O Cata-Letras aproveita para publicar algumas fotografias que testemunham a bem sucedida passagem do escritor António Mota pelo nosso Agrupamento no passado dia 20 de Março. As imagens foram gentilmente cedidas pela Associação de Pais de Vila Nova de Poiares, a quem aproveitamos para agradecer.
Atuação dos alunos do 4º ano , do Agrupamento de Vila Nova de Poiares
sábado, 24 de março de 2012
E os premiados são...
Depois de termos já divulgado os resultados do concurso de Leitura Expressiva de Língua Portuguesa e da prova de desenho dos Jogos Florais, publicamos hoje os nomes dos premiados dos restantes concursos realizados recentemente na nossa biblioteca:
JOGOS FLORAIS – 2º CICLO
PROVA DE TEXTO A PARTIR DE UM DESENHO
5º ANO
1º PRÉMIO
Inês Rolo – nº 9 – 5º A
2º PRÉMIO
Sérgio Marta – nº 17 – 5º D
3º PRÉMIO
Hugo Coimbra – nº 10 – 5º C
6º ANO
1º PRÉMIO
Andreia Ferreira – nº 1– 6º A
2º PRÉMIO
André Queirós – nº 5 – 6º B
3º PRÉMIO EX AEQUO
Mafalda Conde – nº 14 – 6º B
Nádia Jesus – nº 22 – 6º C
CONCURSO DE LEITURA EXPRESSIVA – INGLÊS
5º ANO
1º Prémio
Diana Simões – nº 4 – 5º C
2º Prémio ex aequo
Filipe Carvalho – nº 7 – 5º A
Hélder Carvalho – nº 9 – 5º C
6º ANO
1º Prémio
André Queirós – nº 5 – 6º B
2º Prémio ex aequo
Joana Silva – nº 10 – 6º A
Maria Teixeira – nº 15 – 6º B
7º ANO
1º Prémio
Matilde Henriques – nº 21 – 7º C
8º ANO
1º Prémio
Mariana Grazina – nº 15 – 8º D
9º ANO
1º Prémio
Catarina Santo – nº 4 – 9º A
10º ANO
1º Prémio
Jorge Santo – nº 8 – 10º B
CONCURSO DE LEITURA EXPRESSIVA – FRANCÊS
7º Ano - 1º Prémio
Aluna nº 13 – 7º B – Helena Figueiredo
8º Ano – 1º Prémio:
Aluno nº 20 – 8º B - Rodrigo Rodrigues
9º Ano – 1º Prémio:
Aluno nº 8 – 9º A - Francisco Pedroso
CONCURSO DE LEITURA EXPRESSIVA – ESPANHOL
7º ANO
1º Prémio
José Pedro Assunção - nº 16 – 7º B
2º Prémio ex aequo
Rodrigo Querido – nº 22 - 7B
Xavier Rodrigues – nº 27 – 7º B
3º Prémio ex aequo
Carlos Simões – nº 5 – 7º B
Maria Chambel – nº 18 – 7º B
Bruno Couceiro – nº 7 – 7º C
8º ANO
1º Prémio
Sérgio Gaio – nº 20 – 8º C
2º Prémio
Francisca Lima – nº 8 – 8º C
segunda-feira, 19 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Premiados - Jogos Florais (prova de desenho)
Já está disponível a lista de premiados dos Jogos Florais do 2º Ciclo, na categoria “Prova de desenho a partir de um texto”, pelo que temos a honra de apresentar os felizes contemplados:
5º ANO
1º PRÉMIO
Sofia Carvalho – nº 19 – 5º A
2º PRÉMIO
Raquel Dias – nº 17 – 5º C
3ºPRÉMIO EX AEQUO
Diana Lopes – nº 9 – 5º A
João Pires – nº 11 – 5º A
6º ANO
1º PRÉMIO
Bárbara Fonseca – nº 6 – 6º B
2º PRÉMIO
André Queirós – nº 5 – 6º B
3º PRÉMIO EX AEQUO
Érica Soares – nº 9 – 6º C
Igor Melo – nº 14 – 6º C
segunda-feira, 12 de março de 2012
Quero ser
De uma aluna da nossa escola, recebemos recentemente um texto muito poético e intimista, que aproveitamos para dar a conhecer, recordando que o Cata-Letras está sempre à espera dos vossos contributos.
Quero ser
Tornaste-te em tudo o que queria, os meus sonhos passaram a ser vida e a minha vida um sonho.
Fizeste-me ver as coisas de outra forma como eu nunca esperei ver.
Desesperei num silêncio para puder ter, sofri em silêncio por não te puder ver e agora perdi a vontade de viver.
Quem és tu? Que me sugaste a vida, quebraste o gelo que há muito havia em mim para depois me arrancares o coração de tal forma que nunca mais vou puder amar.
Agora neste escuro, nesta solidão, vivo da incerteza, poderei algum dia me libertar desta obsessão que tu te tornaste para mim?
Podes dizer que eu errei, que não fui fiel à minha palavra, que não te amava como querias, mas na realidade, eu apenas queria ser feliz.
Pedi-te para ensinares a amar, recusaste-te e riste-te na minha cara, procurei quem me ajudasse, mas em vão.
Antes que as palavras acabem, que o vazio retorne à minha alma, peço-te: liberta-me do teu feitiço, deixa-me morrer na praia em que nunca estive.
Quero voltar a ser aquilo que já fui antes de entrar nos caminhos espinhosos da vida, quero voltar a ser eu mesma.
(Autora anónima)
sexta-feira, 9 de março de 2012
Receitas "médicas" à base de livros de António Mota
No âmbito da visita do escritor António Mota ao nosso Agrupamento, a professora Dulce Carvalho elaborou as bulas de duas conhecidas obras do autor: Pedro Alecrim e O Rebanho Perdeu as Asas.
Recomenda-se a leitura do documento antes de iniciar o tratamento.
Prescrição de Leitura
PEDRO ALECRIM
António Mota
Terminaram as aulas e começa a confusão. Parecemos carreiros de formigas acorrer para dentro das camionetas, quase sempre velhas e a largar fumaradas de gasóleo queimado .Não há respeitinho por ninguém, como costuma dizer a dona Judite, a contínua plantada à entrada da escola que, dentro daquele cubículo, faz-me lembrar um pássaro numa gaiola com telefone. O que importa é arranjar lugar sentado. Quem não chega a tempo faz a viagem de regresso a casa de pé. O Luís nunca corre e é o último a chegar. Vem com muita calma porque sabe que tem sempre lugar nos bancos de trás. Há um grupinho que se encarrega de lhe marcar o assento. Muito alto, sempre bem vestido, de cabelos compridos e encaracolados, o Luís pesa o dobro de mim e nunca está calado. Não sei onde aprendeu tantas anedotas e adivinhas, nem como consegue inventar tantas piadas. Em dias de prova de avaliação aparece sempre de gravatinha e cinto largo. A principio era uma grande risota vê-lo assim encadernado. Havia piadas. Mas o Luís não se aborrecia. E avisava:
– Podem rir mais, muito mais! Riam muito!... Mas fiquem sabendo que tenho muito respeitinho pelas avaliações…Não demorei muito tempo a descobrir a razão daquela estranha forma de vestir em dias de prova escrita. O Luís serve-se da gravata, do cinto e das mangas da camisa para colocar copianços. Ontem começámos a rir quando a professora de Português ameaçou que se descobrisse alguém a copiar, o punha logo fora da sala e lhe dava zero. E o Luís, o gordo Luís, com o ar mais sério do mundo:
–Ó stôra! Copiar? Nós?!... Era o que faltava… A gente não sabe fazer destas coisas… Ainda somos muito novinhos…Não gosto muito do Luís porque, um dia, já lá vão alguns meses, resolveu por toda a gente a rir na camioneta, afirmando que eu andava ali por engano. Que o meu lugar era na escola primária, junto dos copinhos de leite, a fazer redacções sobre as estações do ano. Não gostei nada da piada. E cantei-lhe, enervado, tudo o que me veio à cabeça. Claro que levei uns sopapos, que nem doeram muito, fiquei com o olho esquerdo inchado e dois botões da camisa arrancados. Por acaso uma camisa novinha a estrear…Quando entrei em casa, a minha mãe afligiu-se. Queria saber pormenores. Mas eu não lhe disse nada. Então ela começou uma conversa que nunca mais terminava. A minha mãe, quando começa a barafustar, é assim como uma trovoada em Abril: Fala, fala, fala, fala e, de repente, cala-se. A partir desse dia nunca mais quis conversas com o Luís nem me juntei ao grupinho que costuma acompanhá-lo
Texto com supressões de/Pedro Alecrim, de António Mota
“Pedro Alecrim”
Laboratório António Mota/Gailivro
Dosagem de Leitura : Aos capítulos
Composição
Pedro Alecrim é um ótimo remédio para os seus momentos de leitura. Tem como personagens principais o Pedro Alecrim, a Rita, a Joana e o Martinho, sendo o Nicolau o seu melhor amigo. Descreve as vivências das pessoas do campo.
Indicações
É excelente em pacientes obrigados a ficar na cama, como em casos de gripe e outras maleitas.Como atua eficazmente e tem, por isso um excelente efeito terapêutico, já vai num número elevado de edições.
Precauções
A sua leitura conduz-nos através duma saudável narração viciante, difícil de parar sem conhecer o seu fim. Deve ter-se o cuidado de recomendar este livro aos amigos, colegas e familiares.
Posologia
É vantajoso e mais eficaz dedicar diariamente alguns momentos à leitura. Em caso de situação aguda, deve fazer-se um tratamento intensivo tomando, de hora a hora, um capitulo completo. Na nossa Biblioteca encontrará bastantes doses, cheias de humor e imaginação.
Outras indicações
Se gostou, poderá, igualmente, ler do mesmo autor : O Rapaz de Louredo; O Rebanho perdeu as Asas;
Pardinhas; Cortei as Tranças; A Terra do Anjo Azul ; Os heróis do 6º F; Filhos de Montepó….
Prescrição de Leitura
O Rebanho perdeu as Asas
(António Mota)
Era uma vez um grupo de rapazes que tinha combinado, depois das aulas, ir até uma casa velha, desabitada, onde havia muitos besouros alojados.
Quando lá chegaram não sabiam quem deveria ir à frente, pois estavam todos com medo do zumbido forte que se ouvia.
Um dos rapazes disse logo que era melhor não irem, mas os outros não lhe ligaram.
Passado um bocado, um deles ofereceu-se para ir na dianteira, não porque era destemido, mas sim porque já estava cansado daquele silêncio.
Pegou numa vara e picou a trave onde estavam os besouros e, num piscar de olhos,formou-se uma enorme nuvem cinzenta que os perseguiu. Largaram tudo e desataram a correr, ao mesmo tempo que eram fortemente atacados pelas ferroadas furiosas dos bichinhos.
Quando lá chegaram não sabiam quem deveria ir à frente, pois estavam todos com medo do zumbido forte que se ouvia.
Um dos rapazes disse logo que era melhor não irem, mas os outros não lhe ligaram.
Passado um bocado, um deles ofereceu-se para ir na dianteira, não porque era destemido, mas sim porque já estava cansado daquele silêncio.
Pegou numa vara e picou a trave onde estavam os besouros e, num piscar de olhos,formou-se uma enorme nuvem cinzenta que os perseguiu. Largaram tudo e desataram a correr, ao mesmo tempo que eram fortemente atacados pelas ferroadas furiosas dos bichinhos.
Entretanto, chegaram ao campo do ti Zé Galo e também este desatou a correr, atacado pelos besouros, ao mesmo tempo que chamava aos rapazes mariolas, gritando com eles.
Pai e filho foram, então, buscá-los e mal puseram as abelhas na sua nova colmeia, ficaram os dois, extasiados, a ve-las a entrar e sair da colmeia.
Passado algum tempo, tudo decorria normalmente no campo e a família resolveu plantar um batatal, muito perto do local das colmeias.
Passado algum tempo, tudo decorria normalmente no campo e a família resolveu plantar um batatal, muito perto do local das colmeias.
O batatal foi crescendo mas, um dia, ao regá-lo, verificaram que estava inundado de escaravelhos e logo alí o pai jurou vingar-se desta bicharada, pulverizando tudo à sua volta.
Mas esqueceu-se de um pormenor: no mesmo batatal onde os escaravelhos se deliciavam com as folhas, também as abelhas das suas colmeias iam buscar o néctar para fabricar o seu delicioso mel.
Assim, tal como aconteceu com os escaravelhos, também todas as abelhas morreram, perdendo, assim, o rebanho, as asas.
“O Rebanho perdeu as asas”
Laboratório António Mota/Gailivro
Dosagem de Leitura : Aos capítulos
Composição
O Rebanho perdeu as Asas é um ótimo remédio para os seus momentos de leitura. Tem como personagens principais um grupo de rapazes muito aventureiros e, mais tarde, também, o pai de um deles, tudo isto com muitas abelhas à mistura...
É excelente em pacientes obrigados a ficar na cama, como em casos de gripe e constipações que necessitam de umas colheradas de mel. Atua eficazmente e como tem bom efeito terapêutico já vai num número elevado de edições.
Precauções
A sua leitura é uma saudável narração viciante, difícil de parar sem conhecer o seu fim. Deve, no entanto, estar-se atento às ferroadas dos besouros e ao uso dos pesticidas sem precaução. Uma recomendação importante é lembrar aos seus amigos, colegas e familiares a leitura desta obra.
É vantajoso e mais eficaz dedicar diariamente alguns momentos à leitura. Em caso de situação aguda, deve fazer-se um tratamento intensivo, tomando, de hora a hora, um capitulo completo, acompanhado de umas colheradas de mel . Na nossa Biblioteca encontrará doses completas cheias de humor, doçura e imaginação.
Outras indicações
Se gostou poderá, igualmente, ler do mesmo autor : Pedro Alecrim ; O Rapaz de Louredo; Pardinhas; Cortei as tranças; A terra do Anjo Azul ; Os heróis do 6º F; Filhos de Montepó…
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















