quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O João Pereira (5ºD), que no 1º período venceu o nosso concurso criativo, enviou-nos mais uma história admirável, que desta vez nos dá conta das peripécias vividas pelas vacas da quinta do Sr. Pickles:


“Super-cow”


Capítulo I- O rapto


Era uma vez uma vaca, como todas as outras, que estava a pastar junto das suas companheiras. Um dia um senhor foi à quinta falar com o seu dono, o agricultor Pickles, para remodelar a quinta. Durante muito tempo estiveram trancados dentro de casa a discutir a melhor forma de fazer as remodelações. Finalmente chegaram a uma conclusão, saíram de casa e o homem foi embora. Ao chegar ao carro e ao abrir a porta, olhou para o lado. Viu uma vaca e achou-a diferente... começou logo a pensar:
-Vou levá-la para a utilizar nas minhas próximas experiências.
As suas companheiras tentaram impedi-lo mas sem sucesso.
Uma vaca interroga:
-Que desastre! E agora?
-Agora, minhas companheiras, vamo-nos fazer à estrada. É isso que nos espera-disse outra.
-Então, alguém sabe guiar um carro?- perguntou uma vaca meia atrapalhada.
No meio daquela multidão de vacas, revelou-se uma com experiência na matéria.
- Vamos lá, mete-me lá este monstro a andar!
-Huhu-hiupi-exclamaram algumas.
Depois de partirem muitos postes e de chocarem contra muitos outros carros, avistaram a companheira.
-Socorro!!- gritava ela desesperada.
-As vacas, só pensando na sua amiga, não olharam para onde se dirigiam, e bateram contra uma casa.
-Perdêmo-los de vista-disse uma das vacas angustiada.
Quando o carro onde o homem levava a vaca parou ela viu-se numa grande caixa. Foi levada para uma cadeira onde lhe prenderam um aparelho na cabeça, que se chamava “ O GRANDE TRANSFORMADOR”. Este aparelho transformava as células, fazendo com que pudessem adquirir poderes. O homem ligou-o fazendo passar um grande impulso eléctrico no cérebro e nas células da vaca. Será que a vaca sobreviveu?



Capítulo II- O regresso


O impulso eléctrico passou pela vaca, fazendo-a desmaiar. Quando acordou, o homem perguntou-lhe:
-Sentes-te bem?
-Sim-disse ela
- Hiupi, ela fala-disse ele.
-Ele é maluco-disse ela.
-Experimenta voar, ordenou-lhe o homem.
-Que fácil.-disse ela
À frente dos olhos do homem a vaca voou como se nada fosse.
-Meu deus, consegui!!!!!!!hiaha.-Afirmou ele cheio de felicidade.
-Que alegria! Respondeu ela no gozo.
O homem de tanta euforia fechou-se no gabinete a pensar no que ia criar na próxima experiência.
As amigas da vaca que andavam sem rumo, avistaram um café onde pediram um mapa das redondezas, mas aproveitaram e mostraram uma foto tirada ao homem durante a perseguição. O dono do café respondeu:
-Ó vacas, eu tenho pouco leite, e como a gente de cá bebe muito, se não se importassem davam-me um bocado e eu dizia-vos o que sei... o que também não é muito!.
-É para já. Meninas, toca a trabalhar!...-disse a líder secundária das vacas.
Depois de terem feito o donativo, as vacas disseram:
-Vá, agora a nossa parte do contrato está cumprida, agora é a tua vez.
-Está bem- disse ele.
-O homem que procuram é um cientista louco que cria monstros.
-Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii – disseram elas apavoradas.
-E diz-se que ele construiu uma máquina, chamada “Grande transformador” que modifica as células fazendo com que adquiram poderes.
Hhhaaaaiiiiii – temos de a encontrar antes que algo de mal lhe aconteça.
-Mas como, se nem sequer sabemos onde é que está ? – disse uma da “equipa de salvamento”.
-Esperem, ainda não acabei – disse o senhor do café.
-Então é assim, vocês na primeira cortada que vão encontrar viram à direita, depois à esquerda, depois novamente à esquerda, depois à direita e a seguir à esquerda, depois na rotunda, terceira saída, e a seguir vão encontrar uma fábrica abandonada.
-Está bem, estamos agradecidas pelas suas preciosas informações, disseram todas.
-Meninas, vamos ao salvamento, gritram em coro.
Depois de completarem o circuito encontraram a tal fábrica abandonada.
-Sejam discretas meninas. – disse a segunda chefe.
Lá dentro, a vaca que tinha sido raptada trepou as paredes graças ao seu poder de escalada e escondeu-se junto à janela. Olhou para fora e viu as suas companheiras. Feliz por vê-las, partiu o vidro com a hiper força e voou até elas.
O raptor avista-as a tentar escapar e corre atrás delas, mas estas conseguem fugir na carrinha.
Cansadas, foram andando até que encontraram a quinta e aí, contaram tudo o que tinha acontecido. Nunca mais tiveram problemas com o tal homem, porque o agricultor Pickles divulgou a notícia às autoridades e, finalmente, conseguiram prendê-lo.

(João Carlos Carvalho Pereira , nº8, 5ºD)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

POEMA PUZZLE - 10ºB

Diz-se de Cecília Meireles, poetisa Brasileira do século passado (1901-1964), que começou a escrever poesia por influência de uma avó portuguesa. A musicalidade dos seus versos é reconhecida em todo o mundo lusófono e este poema, que o 10ºB transformou aquando da actividade Poema Puzzle, é uma das provas da magia das suas palavras:

Canção

Nunca eu tivera querido
Dizer palavra tão louca
Bateu-me um vento na boca
E depois no teu ouvido
Levou somente a palavra
Deixou ficar o sentido
O sentido está guardado
No rosto com que te miro
Nesse perdido suspiro
Que te segue alucinado
No meu sorriso suspenso
Como um beijo malogrado
Nunca ninguém viu ninguém
Que o amor pusesse tão triste
Esta tristeza não viste
E eu sei que ela se vê bem
Só se aquele mesmo vento
Fechou teus olhos também
(Cecília Meireles)



O sentido está guardado
No meu sorriso suspenso
Como um beijo malogrado
Nunca eu tivera querido
Dizer palavra tão louca
Bateu-me um vento na boca
E depois no teu ouvido
Que te segue alucinado
Só se aquele mesmo vento
No rosto com que te miro
Nesse perdido suspiro
Deixou ficar o sentido
Levou somente a palavra
Fechou teus olhos também
Esta tristeza não viste
Que o amor pusesse tão triste
Nunca ninguém viu ninguém
E eu sei que ela se vê bem
(10ºB)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

AINDA O NATAL

No rescaldo da quadra natalícia, enquanto o Pai Natal procura recuperar da enorme pressão a que esteve sujeito, tempo ainda para publicar alguns textos de alunos do 6º ano, que não tivemos oportunidade de recolher antes do final do 1º período. Textos cheios de significado, elaborados nas aulas de Língua Portuguesa da professora Helena Lima, a quem agradecemos pelo empenho que tem demonstrado em fomentar a ligação dos alunos do 2º ciclo com o Cata-Letras.

O primeiro texto, "Um Natal inesquecível", relembra-nos um dos propósitos da quadra natalícia: a união da família. Os restantes dois textos, sob o título comum de que "Afinal, o Pai Natal também recebe prendas!", provam que a nossa imaginação pode levar-nos onde quisermos e até nos permite cruzar a vida do Pai Natal com as personagens favoritas do nosso imaginário ficcional.


Um Natal Inesquecível

Foi numa Consoada, estávamos a jantar as tradicionais batatas com bacalhau, com toda a família reunida.
Estávamos à volta de uma mesa grande onde todos falávamos uns com os outros sobre tudo: sobre o trabalho, sobre o nosso dia-a-dia… mas ninguém falava desta época tão importante que levava, afinal, à reunião de toda a família e que era o Natal!
«Para mim, o Natal é uma festa muito importante e nenhuma é mais bonita nem melhor do que ela, porque existe muito mais amor entre as pessoas.» pensava eu, enquanto ouvia todos a falar.
Então, a certa altura, ouvi alguém dizer exactamente o que eu estava a pensar sobre esta época maravilhosa e vi que, afinal, mesmo sem falar, todos achávamos que o Natal é aquela data especial, adorada e esperada, cada ano, por toda a família.
E foi assim que esse Natal foi mais especial e eu descobri um sentimento comum: a Fraternidade!
(Sílvia Carvalho – Nº 22 – 6º D)


Afinal, o Pai Natal também recebe prendas!

Enquanto a Menina do Capuchinho Vermelho, bebia o chocolate quentinho que o Pai Natal lhe tinha oferecido, já outra visita batia à porta.
- Quem é? – perguntou o Pai Natal.
E logo do outro lado, respondeu uma voz:
- Sou eu, Pai Natal, a Branca de Neve, mas desta vez não trago os sete anões!
O Pai Natal, todo contente, mandou-a entrar e ela disse:
- Eu trago uma prenda para si, Pai Natal. Espero que goste.
O Pai Natal abriu o presente e viu que era uma bonita camisola vermelha e agradeceu:
- Muito obrigado, mas acho que não me serve. Mas vou guardá-la na mesma para quando estiver um pouco mais magro; afinal prometi à Menina do Capuchinho Vermelho que iria fazer uma dieta, no Ano Novo.
Foi então que a Branca de Neve reparou que a Menina do Capuchinho Vermelho também lá estava e perguntou-lhe:
- Também vieste visitar o Pai Natal?
- Sim, achei que ele se sentia sozinho – respondeu a Menina.
E enquanto o Pai Natal preparava mais uma chávena de chocolate quente, bateram outra vez à porta e ele disse:
- Não se preocupem, que eu vou ver quem é.
Ao abrir a porta, viu que era o Pateta, a sua nova visita, que o cumprimentava:
- Olá, Pai Natal! Estou aqui para te dar a minha prenda.
E, mais uma vez, o Pai Natal agradeceu:
- Muito obrigado e junta-te às minhas outras visitas.
O Pateta, muito feliz, juntou-se à Menina do Capuchinho Vermelho e à Branca de Neve, na casa do Pai Natal.
Enquanto o Pai Natal acabava de preparar o chocolate quente, mal ele imaginava que teria outro e outro para preparar…
Entretanto, ao abrir a prenda do Pateta, o Pai Natal, exclamou:
- Só o Pateta para me dar uma prenda destas: um chapéu! Mas este também não me serve! Mas tenho de o guardar!
Ao levar o chocolate quente para a sala, tocam à porta outra vez.
- Quem é? – perguntou o Pai Natal
- Sou eu, o Peter Pan, Pai Natal.
- Entra, entra – disse o Pai Natal.
Mas, ao mandá-lo entrar, o Pai Natal reparou que havia, à sua porta, uma enorme fila de pessoas, com prendas para ele e, então, chegou ao pé delas e convidou-as:
- Entrem, entrem! Vamos beber chocolate quente e comer um bolinho.
E assim passaram uma grande noite. Todos falavam e diziam, em coro:
- O Pai Natal é o maior homem do mundo!
E assim foi o Natal do Pai Natal, no ano de 2008!
(Inês Ferreira – Nº 15 – 6º C )


Quando menos esperava, o Pai Natal ouve bater à sua porta…
Era a sua amiga, a Fada Oriana!
- Olá “Ori”, o que é que te traz por aqui? Sabes bem que o frio não te faz nada bem - disse o Pai Natal, muito intrigado.
- Olá “Noël”, eu sei que não devia estar aqui, mas os amigos dão prendas uns aos outros; isto é, tu deste-me uma varinha mágica nova e eu, agora, dou-te este frasquinho com raios de sol, uma coisa que aqui quase não há.
- Obrigado, “Ori”! És muito simpática – disse o Pai Natal, um pouco corado.
- Ah! Já me ia esquecendo de te apresentar umas amigas que trouxe comigo: as “Disney Fairies” e, também, a Sininho. Lembras-te delas?
- Sim! Olá “Fairies”, olá, “Sinim”, tudo bem? – perguntou o Pai Natal.
- Sempre, e contigo “Noël”? – disseram, em coro.
- Ora entrem todas e fiquem à vontade! – convidou o Pai Natal.
Entretanto, e gentil como é, lá estava ele a preparar-lhes uma chávena de chocolate quente, quando se ouviu:
- Truz, truz, truz…
- Quem é? – perguntou o bom velhinho.
- “Yo”, “Noël”, trago-te aqui uma caixa toda “marada”, com livros “muita cool” do Plano Nacional da Leitura, vindos de Portugal. – disse a Cinderela.
- Olááááááá, “Cindy”! Obrigada! Entra, que eu vou fazer um discurso.
E o Pai Natal, subiu para cima do seu trenó e começou a falar:
- São muito simpáticas ao trazerem-me estas lindas prendas.Quero agradecer-vos do fundo do coração! Tanto os raios de sol como os livrinhos vão fazer-me passar horas muito agradáveis! Obrigado, mais uma vez! Agora, tomem o vosso chocolatinho quente e, quando regressarem às vossas casas, espero que façam uma boa viagem!
E, depois de elas partirem, o Pai Natal foi ainda ler um pouco, dormiu, e sonhou, sonhou, com o próximo Natal que terá, de certeza, na companhia dos seus amigos.
(Inês Santos – Nº 12 – 6º D)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O final do primeiro período foi intenso na nossa escola e a biblioteca, obviamente, não constituiu excepção. Muitas foram as actividades que por cá se realizaram, muitos foram os protagonistas que enriqueceram as nossas vidas.


O Cata-Letras aproveita para publicar algumas imagens que seleccionou de diferentes eventos, para que toda a comunidade escolar possa conhecer um pouco do dia a dia da nossa escola.



Entrega do prémio de melhor leitora do 5º ano à Marta , da turma D



A Helena observa o seu prémio de melhor leiora do 6º ano (eleita ex aequo com o André Sousa do 6ºD)






A Turma do 7ºB lê uma história de Natal a outra turma da nossa Escola




A professora Fátima fala-nos de um dos livvros da sua vida, O Principezinho




A D.Cristina e a D. Anabela (secretaria), levaram as suas histórias de Natal à bilbioteca

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

CARTAS AO PAI NATAL


Das turmas C e D do 6º ano, acabámos de receber algumas cartas dirigidas ao Pai Natal. Folgamos em saber que, por entre os habituais (e compreensíveis) pedidos de prendas para o sapatinho, os nossos alunos não se esquecem de quem mais precisa.


Querido Pai Natal:

Olá! Eu sou a Inês Filipa e, neste Natal, queria receber várias prendas, mas as mais importantes são mesmo a saúde e a alegria.
As outras prendas que eu queria, eu sei que são caras como, por exemplo, uma PSP, um telemóvel novo…
Mas prefiro, realmente, ter alegria, carinho e uma família feliz e unida.
Eu sei que há muitas pessoas que não têm o que eu tenho e, por isso, peço que te lembres delas e, já agora, se me puderes dar também uma prendinha daquelas… eu agradeço!
Obrigada e Feliz Natal, também para ti, Pai Natal!
(Inês Filipa – Nº 14 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Eu chamo-me Sandro e, neste Natal, gostaria muito de receber um volante de Ferrari para a minha PS2.
Também gostava de ter uma PSP com o jogo W.W.E. 2009.
Mas sei que estou a pedir coisas a mais, com tantos meninos no mundo que não têm sequer o que comer e o que vestir e alguns que nem família têm para lhes dar amor e carinho!
Então, vou fazer-te outro pedido: enche o teu trenó exactamente com muita comida, roupa e brinquedos para esses meninos que nada têm.
É que eu gostava que este Natal fosse um Natal mais feliz para todos os meninos do mundo!
Adeus e Feliz Natal também para ti, Querido Pai Natal!
(Sandro Rosa – Nº 24 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Olá, estás bom?
Eu sou o Daniel Filipe e este ano adoraria ter dois presentes: um CD da Popota e um jogo para a minha Playstation.
Vá lá, Pai Natal…é só isto e eu até me tenho portado bem este ano e tenho-me esforçado para ter boas notas, na escola.
Para tu encontrares melhor a minha bota, eu digo-te: ela está já junto à minha árvore de Natal, à espera que tu lá ponhas os meus presentes. Pode ser?
Um abraço deste teu amigo!
(Daniel Neves – Nº 9 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Eu sou a Inês, tenho onze anos e moro na Algaça, uma pequena aldeia, em Vila Nova de Poiares.
Gostava muito de te conhecer e até de poder ajudar-te a distribuir todas as prendas para as crianças do mundo.
Mas, infelizmente, não posso, pois moro muito longe de ti. Às vezes penso no que eu podia fazer se fossemos vizinhos!
Também imagino que, quando acabas de distribuir todas as prendas, deves realmente estar muito cansado!
Mas sabes, Pai Natal? Aproveito também para te fazer um pedido porque, afinal, estamos muito perto do Natal.
As prendas que eu gostava de receber são: muito amor e carinho, roupa nova, um relógio da marca Swatch, uma bicicleta, um mp4, alguns brinquedos e dinheiro.
Estou a pedir muito, Pai Natal? Se calhar, estou mas, então, escolhe tu e dá-me as que puderes.
Eu sei que esta carta vai para um homem muito “fixe”: tu, Pai Natal!
Feliz Natal!
Um beijinho para ti!
(Inês Ferreira – Nº 15 – 6º C)

Querido Pai Natal:

Eu sou a Sofia e, primeiro de tudo, queria dizer-te uma coisa muito importante: este ano melhorei as minhas notas na escola e acho que posso ter mais prendas!
As prendas que eu mais desejo são: um livro para acompanhar os meus estudos, Internet no meu computador para poder fazer mais pesquisas, um computador portátil para fazer os meus trabalhos da escola, um telemóvel, um leitor mp4, um fato de treino e alguns CDs, principalmente um da Lucy.
Eu sei que são muitos pedidos, mas alguma destas prendas hás-de ter lá para mim, não é verdade?
Ah, mas não quero só isso! Quero também mais paz no mundo e saúde!
Desejo-te Feliz Natal e Boas Festas!
(Sofia Fonseca – Nº 23 – 6º D)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

E O VENCEDOR É…

Depois de aturada análise, o Cata-Letras decidiu atribuir o primeiro lugar do nosso primeiro concurso criativo ao João Carlos Pereira do 5ºD (na imagem), com o seu conto “Viagem a outro mundo”.

O que convenceu mais a equipa do Cata-Letras foi a infinita imaginação do João, que nos transportou para um mundo fantástico. Um mundo que todos gostaríamos de conhecer, cheio de surpresas e de personagens ímpares.

Não podemos, ainda assim, deixar de agradecer a todos os participantes, que foram enriquecendo este espaço ao longo deste primeiro período, com textos de grande qualidade.

Contamos com a vossa colaboração durante este ano lectivo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

POEMA PUZZLE-1º ANO DE COZINHA

Carlos Queirós (irmão de Ofélia Queirós, mulher por quem Fernando Pessoa se terá enamorado) nasceu em Lisboa no início do século passado e estudou em Coimbra, na faculdade de Direito. Toda a sua poesia se encontra reunida numa obra póstuma, a Poesia de Carlos Queirós, incluindo o poema Libera me, que os alunos do 1º Ano de Cozinha remontaram com alguma imaginação.


Libera me

Livrai-me, Senhor
De tudo o que for
Vazio de amor.
Que nunca me espere
Quem bem não me quer
(Homem ou mulher).
Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.
E mais de quem não
Possui nem um grãoDe imaginação.

(Carlos Queirós)


Livrai-me, Senhor,
De tudo o que for
Vazio de amor.

Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.

(Homem ou mulher)
Que nunca me espere
Quem bem me não quer

E mais de quem não
Possui nem grão
De imaginação.

(1º ano de Cozinha)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O tempo voa e, eis senão quando, estamos já na recta final deste período. Esta semana ainda, contamos divulgar o vencedor do nosso concurso criativo. A escolha será difícil, já que a qualidade das vossas participações foi muito elevada.

Entretanto, deixamo-vos com uma verdadeira preciosidade. Um poema da autoria da D. Cristina Dias (da secretaria da nossa escola), escrito quando tinha apenas 15 anos:


Caminhando

Caminho…
Caminho…
Caminho nesta estrada larga sem fim…
Caminho com a minha companheira…
A solidão.
Caminho com o ruído das árvores que perturba o meu pensamento…
Lá longe, vejo uma Criança…
Aproximo-me dela…
Acaricio-lhe o rosto…
As suas faces rosadas…
Ela?
Diz-me um simples «Olá».
Agora sim…
Caminho de VERDADE.

(Cristina Dias)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE-9ºA

Publicada em 1934, quase um ano antes da morte do autor, a Mensagem de Fernando Pessoa aborda o passado glorioso de Portugal, tentando explicar a decadência em que, entretanto, caímos.

Os alunos do 9º A, no âmbito da actividade Poema Puzzle, receberam os versos d’O Infante e trataram de deixar a sua própria mensagem:

O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
(Fernando Pessoa, Mensagem)



Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Quem te sagrou criou-te português.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
Cumpriu-se o mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!
(9ºA)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

NÃO AO RACISMO

No dia 30 de Novembro termina o prazo para entrega de textos para o nosso concurso criativo. Em Dezembro anunciaremos o vencedor e entregaremos o prémio prometido. Entretanto, aqui fica mais uma participação de um aluno da nossa escola:


Não ao Racismo

Há pessoas muito racistas
E eu não gosto de as ver,
Quando as descubro fico triste
Só apetece desaparecer!

Quero ver é luzes brancas
Nas garras da desilusão
E trazer Paz e Amor
No fundo do coração!

Quantos inocentes sofrem
E não conseguem ultrapassar
A falta de amizade
Que só os faz chorar?

O racismo só dá mesmo
Cobardia e falsidade
E só por se ter outra cor,
Não pode haver felicidade?


(Leonardo Santos)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE – 8ºA

Poeta português da primeira metade do século XX, Sebastião da Gama ficou conhecido, para além das letras, pelas suas excelentes qualidades pedagógicas, registadas nas páginas do seu famoso Diário, iniciado em 1949.

Os alunos do 8º A “pegaram” nos versos do poeta e, surpresa das surpresas, deram-lhe praticamente a mesma forma que Sebastião da Gama havia imaginado. Só o final é diferente. Ora confirmem:

O sonho

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
(Sebastião da Gama)


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
- Partimos. Vamos. Somos.
Chegamos? Não chegamos?
(8ºA)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ENCONTROS IMEDIATOS

Um grupo de alunos do 6º C enviou-nos uma pequena história sobre um tema que continua a inquietar a humanidade. É mais um texto que, deste modo, habilita os seus autores ao prémio que o Cata-Letras vai oferecer assim que terminar o mês de Novembro: um livro e uma t-shirt.



Os Cinco Magníficos

Era uma vez cinco amigos: a Alexandra, a Fátima, o Jorge, a Rafaela e o Sandro.
Estes amigos eram muito aventureiros.
Um dia, ao entardecer, resolveram ir acampar junto a uma floresta escura e misteriosa.
Estavam a montar as tendas quando, de repente, ouviram um som estranho e ameaçador.
A Alexandra pensou que era um animal feroz; a Fátima pensou que era uma pessoa aflita; o Jorge pensou que era uma ave nocturna; a Rafaela pensou que era uma tempestade e o Sandro pensou que era um O.V.N.I.
Como eram realmente aventureiros, foram logo ver o que era e, espantados, viram um homem aflito, a fugir de um O.V.N.I.!
Afinal, quem tinha razão era a Fátima e, também, o seu amigo Sandro!
Os cinco amigos tentaram, então, acalmar o homem e levaram-no para o acampamento mas, curiosos como eram, resolveram voltar à floresta e entrar no O.V.N.I!
Estes meninos eram da Turma 6º C da Escola E.B.2,3/S Dr. Daniel de Matos e, desde aquele dia, nunca mais ninguém os viu.
Mandaram, entretanto, uma “sms” de Marte a dizer que estão muito bem e que só nas férias é que regressam ao planeta Terra!


Trabalho de Grupo – 6º C: Alexandra Dias – Nº 1; Fátima Simões – Nº 20; Jorge Baptista – Nº 16, Rafaela Rodrigues – Nº 20 e Sandro Rosa – Nº 24.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE – 7ºA

Alexandre O'Neil brincou um dia com o mundo das notícias, num belo poema que baptizou de “Amanhã aconteceu”. O 7º A aceitou o desafio de, recebido o poema em pedaços, refazê-lo de uma forma, digamos, original. Eis o resultado:


Que é notícia?

onde estou, estouvava eu?
Damos notícia um ao outro
Estava com a tia Henriqueta...
Que é notícia?

Fechada para balanço,
tia Queta dormitava.
Com a folhinha nos joelhos,
o papagaio empinado
no claro céu da manhã,
meu jornal publicado
por cima de tanto afã...
Que é notícia?

O bom do velhote ia
na terceira dentição...
O guarda-roupa, meu filho,
varia, a tragédia não...

Mas terá sido notícia?
Que é notícia?

Notícia é devoração!
Aí vai ela pela goela
que há-de engolir tudo e todos!
Aí vai ela, lá foi ela!
Nem trabalho de moela
retém notícia...

Que é notícia?

Um hoje que nunca é hoje,
um amanhã que é já ontem
entre ontens que se perdem
no anteontem dos anos
no tresantontem dos lustros...

Que é notícia?

Ontem Senhora serás.
Como eu não há nenhum!...
Amanhã acontecido,
do nosso interesse comum.

Que é notícia?

Quando o primeiro tortulho
se abre no céu (silhueta
que em símbolo se tornará)
do tortulho, que treslera,
já em feto se engelhava...

Que é notícia?

Cão perdeu-se! Por que não?
Cão achou-se! Ainda bem!
Ainda melhor, por sinal,
se o cão perdido e o achado
forem um só e o mesmo
«lidos» no mesmo jornal!

Que é notícia?

Notícia em primeira mão
na minha mão infantil:
notícia é sempre um depois,
é um a viver vivido...

Que é notícia?

Das convulsões deste mundo
dava meu pai a versão:
- Ailitla por toda a Europa...

Que é notícia?

Já o de Éfeso sabia:
não se molha duas vezes
o lenço na mesma mágoa...
Notícia sem coração!
Alcatruz que se abalança
a tornar à sua água?

(7ºA)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

POEMA PUZZLE – 6º B

Depois do 5ºA, é a vez de publicarmos a “brincadeira” que o 6ºB fez, a partir do bem conhecido poema Faz de conta de Eugénio de Andrade:

Faz de Conta

Faz de conta que sou abelha.
Eu serei a flor mais bela.

Faz de conta que sou cardo.
Eu serei somente orvalho.

Faz de conta que sou potro.
Eu serei sombra em Agosto.

Faz de conta que sou choupo.
Eu serei um pássaro louco,

Pássaro voando e voando
Sobre ti vezes sem conta.

Faz de conta, faz de conta.

(Eugénio de Andrade)


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Faz de Conta

Faz de conta, faz de conta.
Eu serei um pássaro louco,

Pássaro voando e voando
Sobre ti vezes sem conta.

Faz de conta que sou choupo.
Eu serei sombra em Agosto.

Faz de conta que sou potro.
Faz de conta que sou cardo.
Eu serei somente orvalho.

Faz de conta que sou abelha.
Eu serei a flor mais bela.

(6ºB)

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Fonte da imagem: aqui

Até ao final deste mês, continuamos a receber e a publicar as vossas criações, no âmbito do nosso concurso criativo. Desta feita, é o Filipe Tápia que nos dá a conhecer os seus versos:


Ergue-te

Ergue-te
Atira fora a charada da tua vida.
Deixa-me acender-te o coração,
Arder a decadência da tua vida.
Sente a luz dos meus olhos,
Encontra o caminho pela escuridão hoje
Sem ter medo de ninguém.

Vem levar-me
Remove-me o medo dos olhos,
Sente a chama do meu coração
A desvanecer-se.
Toda a conversa negada
Ouvindo ninguém.
Sou precioso para ti agora?

Agora não o consigo parar.
Pura emoção
Caindo dos meus olhos.
És vindicadora,
Libertante
Salvadora da minha alma
.

Filipe Tápia, 10º ano