
O primeiro texto, "Um Natal inesquecível", relembra-nos um dos propósitos da quadra natalícia: a união da família. Os restantes dois textos, sob o título comum de que "Afinal, o Pai Natal também recebe prendas!", provam que a nossa imaginação pode levar-nos onde quisermos e até nos permite cruzar a vida do Pai Natal com as personagens favoritas do nosso imaginário ficcional.
Um Natal Inesquecível
Foi numa Consoada, estávamos a jantar as tradicionais batatas com bacalhau, com toda a família reunida.
Estávamos à volta de uma mesa grande onde todos falávamos uns com os outros sobre tudo: sobre o trabalho, sobre o nosso dia-a-dia… mas ninguém falava desta época tão importante que levava, afinal, à reunião de toda a família e que era o Natal!
«Para mim, o Natal é uma festa muito importante e nenhuma é mais bonita nem melhor do que ela, porque existe muito mais amor entre as pessoas.» pensava eu, enquanto ouvia todos a falar.
Então, a certa altura, ouvi alguém dizer exactamente o que eu estava a pensar sobre esta época maravilhosa e vi que, afinal, mesmo sem falar, todos achávamos que o Natal é aquela data especial, adorada e esperada, cada ano, por toda a família.
E foi assim que esse Natal foi mais especial e eu descobri um sentimento comum: a Fraternidade!
(Sílvia Carvalho – Nº 22 – 6º D)
Afinal, o Pai Natal também recebe prendas!
Enquanto a Menina do Capuchinho Vermelho, bebia o chocolate quentinho que o Pai Natal lhe tinha oferecido, já outra visita batia à porta.
- Quem é? – perguntou o Pai Natal.
E logo do outro lado, respondeu uma voz:
- Sou eu, Pai Natal, a Branca de Neve, mas desta vez não trago os sete anões!
O Pai Natal, todo contente, mandou-a entrar e ela disse:
- Eu trago uma prenda para si, Pai Natal. Espero que goste.
O Pai Natal abriu o presente e viu que era uma bonita camisola vermelha e agradeceu:
- Muito obrigado, mas acho que não me serve. Mas vou guardá-la na mesma para quando estiver um pouco mais magro; afinal prometi à Menina do Capuchinho Vermelho que iria fazer uma dieta, no Ano Novo.
Foi então que a Branca de Neve reparou que a Menina do Capuchinho Vermelho também lá estava e perguntou-lhe:
- Também vieste visitar o Pai Natal?
- Sim, achei que ele se sentia sozinho – respondeu a Menina.
E enquanto o Pai Natal preparava mais uma chávena de chocolate quente, bateram outra vez à porta e ele disse:
- Não se preocupem, que eu vou ver quem é.
Ao abrir a porta, viu que era o Pateta, a sua nova visita, que o cumprimentava:
- Olá, Pai Natal! Estou aqui para te dar a minha prenda.
E, mais uma vez, o Pai Natal agradeceu:
- Muito obrigado e junta-te às minhas outras visitas.
O Pateta, muito feliz, juntou-se à Menina do Capuchinho Vermelho e à Branca de Neve, na casa do Pai Natal.
Enquanto o Pai Natal acabava de preparar o chocolate quente, mal ele imaginava que teria outro e outro para preparar…
Entretanto, ao abrir a prenda do Pateta, o Pai Natal, exclamou:
- Só o Pateta para me dar uma prenda destas: um chapéu! Mas este também não me serve! Mas tenho de o guardar!
Ao levar o chocolate quente para a sala, tocam à porta outra vez.
- Quem é? – perguntou o Pai Natal
- Sou eu, o Peter Pan, Pai Natal.
- Entra, entra – disse o Pai Natal.
Mas, ao mandá-lo entrar, o Pai Natal reparou que havia, à sua porta, uma enorme fila de pessoas, com prendas para ele e, então, chegou ao pé delas e convidou-as:
- Entrem, entrem! Vamos beber chocolate quente e comer um bolinho.
E assim passaram uma grande noite. Todos falavam e diziam, em coro:
- O Pai Natal é o maior homem do mundo!
E assim foi o Natal do Pai Natal, no ano de 2008!
(Inês Ferreira – Nº 15 – 6º C )
Quando menos esperava, o Pai Natal ouve bater à sua porta…
Era a sua amiga, a Fada Oriana!
- Olá “Ori”, o que é que te traz por aqui? Sabes bem que o frio não te faz nada bem - disse o Pai Natal, muito intrigado.
- Olá “Noël”, eu sei que não devia estar aqui, mas os amigos dão prendas uns aos outros; isto é, tu deste-me uma varinha mágica nova e eu, agora, dou-te este frasquinho com raios de sol, uma coisa que aqui quase não há.
- Obrigado, “Ori”! És muito simpática – disse o Pai Natal, um pouco corado.
- Ah! Já me ia esquecendo de te apresentar umas amigas que trouxe comigo: as “Disney Fairies” e, também, a Sininho. Lembras-te delas?
- Sim! Olá “Fairies”, olá, “Sinim”, tudo bem? – perguntou o Pai Natal.
- Sempre, e contigo “Noël”? – disseram, em coro.
- Ora entrem todas e fiquem à vontade! – convidou o Pai Natal.
Entretanto, e gentil como é, lá estava ele a preparar-lhes uma chávena de chocolate quente, quando se ouviu:
- Truz, truz, truz…
- Quem é? – perguntou o bom velhinho.
- “Yo”, “Noël”, trago-te aqui uma caixa toda “marada”, com livros “muita cool” do Plano Nacional da Leitura, vindos de Portugal. – disse a Cinderela.
- Olááááááá, “Cindy”! Obrigada! Entra, que eu vou fazer um discurso.
E o Pai Natal, subiu para cima do seu trenó e começou a falar:
- São muito simpáticas ao trazerem-me estas lindas prendas.Quero agradecer-vos do fundo do coração! Tanto os raios de sol como os livrinhos vão fazer-me passar horas muito agradáveis! Obrigado, mais uma vez! Agora, tomem o vosso chocolatinho quente e, quando regressarem às vossas casas, espero que façam uma boa viagem!
E, depois de elas partirem, o Pai Natal foi ainda ler um pouco, dormiu, e sonhou, sonhou, com o próximo Natal que terá, de certeza, na companhia dos seus amigos.
(Inês Santos – Nº 12 – 6º D)
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